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País

Advogados de Temer dizem trabalhar de graça para o presidente

Criminalista Antônio Cláudio Mariz faz dupla com Gustavo Guedes

EVARISTO SA/EVARISTO SA/ AFP
Michel Temer

Os advogados do presidente Michel Temer declararam trabalhar de graça para o peemedebista investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. Na última quarta-feira (5), o criminalista Antônio Cláudio Mariz protocolou na Câmara defesa à denúncia contra Temer por corrupção passiva. Mariz, amigo do presidente há 40 anos, faz dupla com Gustavo Guedes, que advogou também no processo de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Somos amigos há 40 anos, eu não iria ficar confortável em cobrar. Há uma espécie de norma entre advogados segundo a qual advogado que defende advogado não cobra", disse Mariz.

Guedes, o outro advogado, também afirmou que faz o serviço pro bono, ou gratuitamente. Em 2015, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aprovou essa conduta em todo o País, com a ressalva de não ser usada para fins político-partidários ou eleitorais.

A defesa entregue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na quarta-feira, sustenta que a denúncia da Procuradoria-Geral da República é "peça de ficção". Segundo o documento de 98 páginas, Temer determinaria a "imediata prisão" de Joesley Batista, dono da JBS, se tivesse "poderes adivinhatórios". Contudo, o presidente não se manifestou depois que o delator narrou crimes ao presidente, em conversa gravada no Palácio do Jaburu, à noite, fora da agenda oficial.

No diálogo, em 7 de março, Batista fala sobre a compra de um procurador da República, a manipulação de dois juízes federais e o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, ambos presos. Esses subornos teriam o objetivo de impedir que Cunha e Funaro delatassem. O presidente também indica seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures para ser interlocutor do empresário. Em 28 de abril, Loures foi flagrado recebendo de um ex-executivo da JBS uma mala com 500 mil reais, foi preso preventivamente e agora está solto desde a última sexta-feira (30).

Mariz também argumenta aos deputados que Temer, quando recebeu Joesley na residência oficial, "jamais suporia tratar-se de um criminoso de colarinho branco confesso e detentor de alentada folha de antecedentes". No entanto, a imprensa havia divulgado que Joesley já tinha sido alvo de três operações da Polícia Federal: Sépsis, Cui Bono e Greenfield.


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