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Serviço gratuito

Dois Irmãos leva fisioterapia para a casa de quem precisa

Seu Antônio, com 108 anos, é um dos pacientes

Carolina Zeni/GES-Especial
Antônio Soares, aos 108 anos, com o filho Leonir. Ele faz fisioterapia para recuperar a autonomia para caminhar e cultivar a terra
O beijo cuidadoso de filho para pai confirma a gratidão por ainda tê-lo por perto e o mais importante: saudável e com uma vontade de viver gigante. Atualmente, Antônio Soares está acamado, mas, segundo os médicos, é apenas “fraqueza muscular.” Nada muito sério. Afinal, estar com 108 anos, lúcido e saudável é uma dádiva, conforme relata Leonir Soares, um dos oito filhos de Antônio. “Até ano passado ele estava capinando, faceiro e ainda plantou um pé de aipim na esquina de casa”, conta. A família vive no bairro São João, em Dois Irmãos.

Para ficar mais forte, seu Antônio faz fisioterapia gratuitamente, e em casa. A administração de Dois Irmãos, por meio da Secretaria de Saúde, oferece o serviço a domicílio para pacientes dependentes em suas atividades de vida diárias. Seu Antônio é atendido pela fisioterapeuta Fabrety Darde. “A necessidade da fisio é mais para a questão dos pulmões do seu Antônio, porque quando se fica acamado, mais secreção acumula. Então a gente vai fazer a fisio respiratória e também a motora, para que ele não fique atrofiado”, explicou Fabrety.

Estender os braços, os pés, mexer as pernas, são alguns dos exercícios que o seu Antônio fez no seu primeiro atendimento com a profissional. Ele será visitado a cada 15 dias. Questionado se estava doendo, ele nega com a cabeça. “Quando eu vim fazer a avaliação, ele me disse que queria ficar bom para voltar a capinar. A força de vontade do seu Antônio, vai colaborar para que ele volte a andar, capinar e plantar uns pés de aipim pra gente”, complementou a fisioterapeuta. O sorriso banguela do vovô confirma.

O segredo da longevidade

Natural de Santo Augusto, seu Antônio trabalhou ao longo de toda a vida, capinando e roçando. “Ele criou a gente capinando, roçando mato. Naquela época não tinha motosserra e o pai fazia tudo a machadada. Nunca teve preguiça pra nada. Né pai?”, a pergunta retórica foi respondida por um simples e sorridente “sim”.

O segredo para tanta vitalidade e lucidez, mesmo aos 108 anos, segundo Leonir, é a bondade. “O pai sempre foi um homem bondoso. Nunca o vi revidar com ninguém”, conta o filho, orgulhoso. “E também ele trabalhou muito, até o ano passado. Nunca teve preguiça e estava sempre disposto, tanto que um amigo nosso brinca com quem está comendo agora: 'vão aprender como se trabalha com o Antoninho!'. Este é outro segredo para ele ainda estar com a gente aqui”, complementou Leonir.

Bem-estar no dia a dia de Andreia

Aos 21 anos, com a carreira encaminhada para o sucesso nas passarelas, Andreia Isabel Steffens recebeu a notícia que modificou a vida e os hábitos diários da família toda. Ela foi diagnosticada com ataxia, um transtorno neurológico que compromete severamente a coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio.

Para sua mãe, Apolônia, é difícil ver sua filha, aos 33 anos, tão dependente. “Não é nada fácil”, disse ela, engolindo o choro. “Tive uma filha que faleceu com a doença da Andreia, aos 31 anos. É uma pedra no meio do caminho, que impede que ela faça as coisas que ela tanto gostava.”

Mesmo com tantas dificuldades enfrentadas por uma família humilde que vive no bairro Bela Vista, em Dois Irmãos, Andreia está sempre sorrindo. No momento em que Andreia vê a câmera, todos os sonhos que tinha quando menina ressurgem e, ao executar os exercícios comandando pela fisioterapeuta Fabrety Darde, não exita em oferecer um sorriso largo e doce. “Tu gosta de tirar foto, né Deia?”, questiona a profissional à moça. “Sim, gosto”, respondeu Andreia.

As palavras saem com bastante dificuldade, sintoma recorrente da doença. A fisioterapeuta começou a tratá-la deste fevereiro deste ano. Inicialmente as sessões eram uma vez na semana e, por causa do aumento da demanda, passou a ser de 15 em 15 dias. Sendo assim, Andreia anseia pelo atendimento. “Ela está sempre feliz. Quando chego aqui ela sempre diz: que bom que tu veio”, conta Fabrety. “Ela gosta muito da fisio, pois se movimenta e sai um pouco da rotina”, complementa. Segundo a profissional, os atendimentos com Andreia são realizados a fim de garantir estabilidade. “Ela vem sim apresentando uma melhora, principalmente nos membros superiores. É importante que ela faça a fisio para se manter e não agravar o seu quadro”, explicou.

Como funcionam os atendimentos

O familiar do paciente que julga necessário o atendimento fisioterapêutico a domicílio se dirige a uma Unidade de Saúde do município apontando para a necessidade de fisioterapia. A fisioterapeuta é encaminhada à casa do paciente para avaliar a necessidade do atendimento ser feito a domicílio ou na clínica.

Atualmente, 26 pessoas recebem o tratamento em casa. “Normalmente são casos de AVC, crianças com paralisia cerebral, processo de reabilitação prótese pós-operatório de quadril e demais fraturas”, destaca.

A Prefeitura ainda oferece atendimento em duas clínicas de fisioterapia da cidade, paralelamente aos atendimentos a domicílio. 


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