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Arte, tendência, Decoração

A arte que vem das ruas

Pinturas coloridas e exclusivas ganham cada vez mais espaço nas paredes de casa

A arte que dá vida a muitos muros sem graça das grandes cidades pode fazer toda a diferença na concepção de um projeto arquitetônico para casas e escritórios. Na edição gaúcha da mostra Casa Cor RS, a tendência da street art (arte urbana) surge fortemente em diferentes espaços de convivência: salas de estar, deck com piscina e rooftop. Mas não há limites para a criatividade de quem deseja ter uma parede artística exclusiva em seus ambientes. Só é preciso contar com o trabalho de artistas talentosos. Trilhando caminhos tão promissores quanto os de brasileiros famosos mundialmente por seus trabalhos icônicos – como Eduardo Kobra e Os Gêmeos – os artistas Celo Pax, Duda Lana, Erick Citron, Jackson Brum, Daniel Romanenco e Stefan Fernandes (Projeto VHR) realizaram trabalhos específicos para compor vários projetos arquitetônicos da Casa Cor. Conheça a seguir um pouco do trabalho de cada um deles.

A arte urbana invade a mostra Casa Cor e também as residências mais descoladas.

CELO PAX (Rooftop at Viverone, por ND Haus)

Há 15 anos espalhando suas “criaturas”, (como gosta de chamar seus desenhos) Marcelo Pax conta que tudo que o rodeia no dia a dia lhe serve como inspiração. Mas no começo da carreira, desenhos animados, toy art e referências de graffiti internacional foram grandes influências. “Comecei vendo intervenções na rua, o que instigou minha curiosidade e criatividade. Logo comecei a desenhar e fiquei a fim de fazer parte do cenário urbano”, conta. Dos trabalhos mais legais e inusitados que já fez – incluindo o Rooftop at Viverone, para a Casa Cor – figuram: um foço de elevador com 21 andares para um empreendimento, uma ilustração para a Budweiser na Copa do mundo de 2014, uma exposição em São Paulo para a Red Bull e um “mochilão artístico” por Barcelona, na Espanha, Paris, na França, Amsterdã, na Holanda, Berlim, na Alemanha e Padova, na Itália.

Apesar da trajetória como grafiteiro, Celo trabalha com diversas formas de arte: ilustração digital, instalações, exposições, telas, objetos e muito mais. “Conquistei uma identidade no meu trabalho e ele acaba se encaixando em todos formatos”, revela. Na criação para a Casa Cor, o artista teve total liberdade, como mais gosta de trabalhar. “No processo criativo usei criaturas que já fazem parte do meu trabalho autoral e também uma paleta de cores em harmonia com o ambiente a céu aberto. O principal objetivo da minha obra é sempre fazer um convite a imaginação das pessoas, e isso aconteceu até durante o processo”, conta. No Rooftop at Viverone, o objetivo das arquitetas Larissa Palma Dias e Cristiane Bergesch foi resgatar o espaço urbano por meio da riqueza das manifestações artísticas das cidades com destaque nos ambientes. Projetos internacionais em cidades como Nova York, Dubai, Miami, Melbourne e São Paulo foram inspiração. A principal vertente do projeto é unir o lazer do ambiente externo com a segurança de um espaço fechado. Ao todo, são sete salas diferentes: Bar, Open Cine, Galeria Clássicos do Cinema, Sala de Projeção, Art Vip Lounge, Deck e Blue Sky Pool (planejada com iluminação azul, a piscina reflete as cores do céu e tem como adjacência o painel de 16 metros assinado por Marcelo).

Confira os trabalhos de Celo Pax na galeria de imagens:

  • Espaço Rooftop at Viverone, na Casa Cor RS 2017. Arte de Celo Pax.
    Foto: Cristian Bauce/Especial
  • Espaço Rooftop at Viverone, na Casa Cor RS 2017. Arte de Celo Pax.
    Foto: Cristian Bauce/Especial
  • Espaço Maestro, em Porto Alegre.
    Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Pax
  • Residência estilizada com a arte de Celo Pax.
    Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Pax
  • Residência estilizada com a arte de Celo Pax.
    Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Pax

DUDA LANNA (Drops de Anis, por Arquitetando Ideias)

Duda Lanna é designer gráfico e há sete anos começou a trabalhar com arte e ilustração. Entre as maiores influências de seu trabalho está sua mãe, a artista plástica Lana Lanna, que o apresentou ao universo artístico, com suas pinturas e gravuras em metal. Artistas recentemente descobertos por ele como Felipe Pantone, Robert Seikon ou Remi Rough, também fazem sua cabeça. Entre os trabalhos que o deram visibilidade no mercado está a participação no primeiro CowParade Poa, em 2010. Mais tarde realizou a ambientação do Foyer das Artes do Sesc Santana em São Paulo, os murais indoor da loja ZigZag e da sede da Agiplan, ambos em Porto Alegre. Seu último trabalho foi o painel feito para o espaço Drop de Anis do escritório Arquitetando Ideias, na Casa Cor RS. A tela de 4,4m x 1,9m foi criada com toda a liberdade pelo designer gráfico e faz toda a diferença no projeto com conceito voltado para o living de um homem jovem, moderno e antenado. A pintura ultra colorida foi feita com tinta acrílica, aplicada em quatro painéis de 110cm x 190cm cada. “Trabalho com elementos orgânicos, geométricos, cores saturadas ou em P&B (preto e branco). Talvez o que una tudo isso e sejam as principais características do meu trabalho seja uma tendência forte para a abstração, com áreas de cores sólidas e layouts impactantes. Gosto de trabalhar em grande formatos, quanto maior melhor. Uso tinta acrílica sobre tela, madeira, parede, o que vier”, diz Duda.

Confira os trabalhos de Duda Lanna na galeria de imagens:

  • Espaço "Drops de Anis", do escritório Arquitetando Ideias. Arte: Duda Lana.
    Foto: Tiago da Rosa/ESPECIAL
  • Arte sobre tela de Duda Lanna.
    Foto: Divulgação/Instagram/Duda Lanna
  • Criações em preto e branco também fazem parte do portfólio do artista.
    Foto: Divulgação/Instagram/Duda Lanna
  • Arte sobre tela de Duda Lanna compõe a decoração de um projeto para dormitório.
    Foto: Divulgação/Instagram/Duda Lanna

ERICK CITRON (Street Loft, por Sandro Jasnievez)

Com base no realismo, Erick Citron trabalha com graffiti há 16 anos. Para a Casa Cor desenvolveu a arte que ilustra a capa de nossa edição impressa, em conjunto com o arquiteto Sandro Jasnievez, autor do ambiente Street Loft. O graffiti foi feito direto na parede e subiu até o teto, dando um efeito de sombra impressionante. "Utilizo muitas referências fotográficas encontradas nas mídias digitais. Já realizei retratos, desenhos abstratos, paisagens e desenhos diversos", conta. O arquiteto aprova o resultado: "Esta bela arte foi feita em apenas dois dias, é surpreendente". 

Erick conta que começou a desenvolver trabalhos artísticos na escola, desenhando nos cadernos, por influência da cultura hip-hop. Dentre os espaços em que já trabalhou em Porto Alegre, ele destaca a reprodução da Elis Regina (Túnel da Conceição), o mural “Verás que um filho teu não foge a luta” (Avenida Neusa Goulart Brizola) e o “Poderoso Chefão” (Esquina da Rua Lopo Gonçalves com a Avenida Lima e Silva). A admiração pela arte de rua iniciou pelo contato com revistas de Graffiti que traziam influências estrangeiras e de outras regiões do Brasil. “Em Porto Alegre, a crew (gíria para grupo de amigos) “Os Crazy Paredes” e o grafiteiro “Trampo” foram pioneiros nesse sentido e incentivaram a mim e as gerações que vieram. Hoje, muitos artistas me impressionam: Ma'Claim, El Mac, Belin, entre outros”, revela.

Confira os trabalhos de Erick Citron na galeria de imagens:

  • O Street Loft do arquiteto Sandro Jasnievez para a Casa Cor RS. Arte de Erick Citron.
    Foto: Tiago da Rosa/Ges
  • Arte grafitada de Erick Citron foi produzida em dois dias.
    Foto: Tiago da Rosa/Ges
  • Um dos mais recentes trabalhos de Citron.
    Foto: Arquivo Pessoal/Erick Citron
  • Reprodução da cantora Elis Regina no Túnel da Conceição, em Porto Alegre.
    Foto: Arquivo Pessoal/Erick Citron
  • "O Poderoso Chefão", de Erick Citron. Arte localizada na esquina da Rua Lobo Gonçalves com a Avenida Lima e Silva.
    Foto: Arquivo Pessoal/Erick Citron

JACKSON BRUM (Garagem Renault, Living Jovem e Lavabo do Café)

Jackson Brum, designer gráfico de formação com especialização em Educação Popular e Movimentos Sociais trabalhou em três espaços na mostra: Garagem de Estar, Living Jovem e Lavabo do Café. Na foto que mostra o Living Jovem, da arquiteta Paula Schwartz, a arte de rua traduzida em painel de 10 m², pontuando perfeitamente o conceito colorido e divertido do projeto. Na garagem, da designer de interiores Cristina Luz e do arquiteto Davi Heissler, o conceito são os extremos entre luze e cores, a delicadeza do aconchego e a contemporaneidade do concreto junto às cores do grafite do streetstyle.

No Lavabo do Café, o objetivo foi promover uma comunicação entre ambiente e usuário por meio da manifestação artística do grafite e da galeria de arte. Ali acontece a mistura do contemporâneo com peças, materiais e tecidos mais nobres. O eclético e o contemporâneo se reúnem com base na intervenção do artista no espaço. “Procuramos muitas referências baseadas em lugares de manifestação pública (viadutos, muros, fachadas, metrôs) e também, em galerias de arte e museus”, contam as profissionais. “A partir do briefing tenho a base e a linha de pesquisa para achar a melhor solução. Os projetos tem conceitos diferentes e foram lindos de fazer, cada um com suas especificações.”, conta. Dentre os trabalhos da carreira dos quais o artista mais se orgulha está o prédio de um urban apartment na rua Santana, em Porto Alegre e uma igreja em Sapucaia do Sul por ser uma das poucas (senão a primeira), igreja totalmente grafitada.

Confira os trabalhos de Jackson Brum na galeria de imagens:

  • Lavabo do Café na Casa Cor RS 2017 com arte de Jacksom Brum.
    Foto: Especial/Cristiano Bauce
  • Lavabo do Café na Casa Cor RS 2017 com arte de Jacksom Brum.
    Foto: Especial/Cristiano Bauce
  • O Living Jovem de Paula Schwartz na Casa Cor RS 2017. Arte de Jackson Brum.
    Foto: Especial/Marcelo Donadussi
  • Lavabo do Café na Casa Cor RS 2017 com arte de Jacksom Brum.
    Foto: Especial/Cristiano Bauce
  • Garagem de Estar na Casa Cor RS 2017 conta com a arte de Jackson Brum.
    Foto: Especial/Cristiano Bauce
  • Arte de Jackson Brum no Living Jovem de Paula Schwartz para a Casa Cor RS 2017.
    Foto: Especial/Marcelo Donadussi

PROJETO VHR (Deck Bru Tramontina, de W4 Arquitetura Criativa)

A dupla Daniel Romanenco e Stefan Fernandes, à frente do Projeto VHR, mantém a parceria nos desenhos desde os tempos de colégio, aos 5 anos de idade. Há cerca de um ano, ambos oficializaram a parceria e começaram um negócio de verdade. Publicitário e designer, respectivamente, criaram juntos o retrato da blogueira Bruna Tramontina para o Deck que leva seu nome, criado pela W4 Arquitetura Criativa. “Foi bem desafiador: buscamos unir um estilo estético legal, cores vivas e nossa habilidade técnica de ilustrar um painel de três metros em uma parede não rebocada. O resultado foi a ilustração vibrante e ao mesmo tempo pouco poluída, que não contrasta tanto com o ambiente, mas chama a atenção. Dessa forma, as pessoas podem curtir o deck sem se cansarem visualmente da parede”, detalham. Segundo Stefan, o objetivo é fazer trabalhos diferenciados, fora do comum. Entre os destaques da carreira está a pintura ao vivo que fizemos na loja Urban Arts o painel no restaurante Garoupa e o mural de 21 andares para o empreendimento MaxHaus. Apaixonados por ilustrações de todos os tipos, os artistas tem diversas fontes de inspiração: ilustração para games, quadrinhos, pop art até designers de móveis como Sérgio Rodrigues. Na área do Graffiti as referências são internacionais e locais de especialistas em grandes formatos: “Somos inspirados principalmente pela arte do Jotapê Pax, que faz um trabalho fantástico em Porto Alegre e também em Eduardo Kobra, de quem pudemos conferir o processo criativo, durante a ilustração de um painel gigante do Ayrton Senna, em São Paulo”, contam.

  • Arte que sobe pelos 21 andares do prédio do empreendimento MaxHaus feita pelo projeto VHR.
    Foto: Divulgação/Projeto VHR
  • Arte do Projeto VHR no restaurante Garoupa.
    Foto: Divulgação/Projeto VHR
  • Vista da composição da sala do Deck Bru Tramontina com o rosto da blogueira ao fundo, na arte do Projeto VHR.
    Foto: Tiago da Rosa/GES
  • As cores do Deck Bru Tramontina durante o dia. Arte do Projeto VHR.
    Foto: Tiago da Rosa/Divulgação
  • As cores do Deck Bru Tramontina à noite. Arte do Projeto VHR.
    Foto: Tiago da Rosa/Divulgação

Para quem deseja ter uma arte em casa

Conversando com os artistas, pegamos algumas dicas para aqueles que querem muito tornar sua decoração ainda mais exclusiva. “Normalmente as pessoas querem pintura direto na parede, pois graffiti é isso. Mas há quem prefira em formato de quadro, por ter valor agregado e pela facilidade de mover a peça, caso precise”, explica Marcelo Pax. Uma das recomendações iniciais é pesquisar nas redes sociais (Instagram e Facebook) para encontrar artistas cujos trabalhos provoquem sensações e mensagens positivas. Aquele trabalho que faça pensar: “Wow! Preciso ter isso em casa", como diz Duda Lanna. O segundo passo é contatar o artista e conversar com sobre suas ideias e a viabilidade do que pode ser feito. Cite projetos e trabalhos do próprio artista que você tenha gostado para que ele possa entender o que você deseja. Depois da troca de ideias e do orçamento aprovado, o artista geralmente cria uma prévia do projeto em versão digital ou em desenho e envia para aprovação do cliente. Ao contrário das artes criadas para as ruas, é mais comum que se possa sugerir alterações. “Estamos falando de um trabalho que entrará na casa de alguém e fará parte de sua família. É natural que o cliente esteja 100% seguro do que quer”, explica Duda. “É importante estar certo da imagem a se reproduzir, afinal o graffiti é um trabalho de grande impacto e deve ser visualizado incansavelmente”, lembra Erick Citron.

Em relação à proporções, não existe espaço mínimo nem máximo para que uma arte seja desenvolvida, nem obrigatoriedades nos materiais a serem usados. “Tudo pode ser ajustado e planejado, é só uma questão de conversar para chegar ao melhor resultado possível”, ressalta Duda. “O ideal para uma pintura direto na parede é a partir de 2x3 metros, mas existem outras possibilidades como quadros, telas e objetos”, explica Pax.

“No caso da reprodução de uma foto, por exemplo, quanto melhor o acabamento da parede, melhor será o resultado do trabalho. Paredes com relevos ou deformidades devem, preferencialmente, ser evitados”, conta Citron.

Preços

Geralmente os artistas fazem o orçamento da arte solicitada com base no metro quadrado, no número de cores, na quantidade de elementos e no tamanho do mural (a lógica em geral é “quanto maior a parede, menor é o preço cobrado pelo metro quadrado”). Algumas paredes podem iniciar entre R$ 350 e R$ 1,5 mil. O ideal é conversar com o artista da preferência e negociar os valores.


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