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Itália

Nos passos de Don Corleone

Na Sicília, viajantes podem refazer os caminhos percorridos pela família mafiosa mais famosa do cinema

O clichê manda dizer que uma visita à Sicília é oferta irrecusável. Praias bonitas, clima quente, o maior vulcão ativo da Europa, baixo custo de estadia e construções antiguíssimas de gregos e romanos são, por si só, atrativos mais do que suficientes para uma viagem à maior ilha da Itália. Mas, para os amantes da sétima arte, em especial de uma das mais consagradas sagas já feitas, há muito mais a conhecer.

No livro de Mario Puzo, que ao chegar nas mãos de Francis Ford Coppola virou trilogia multioscarizada, Vito Andolini é um imigrante italiano órfão que busca uma vida melhor em Nova York. Ao desembarcar, assume como sobrenome a sua terra natal, a cidade de Corleone. Mais tarde, ele se torna chefe de uma das mais poderosas famílias da máfia americana, virando o influente padrinho Don Corleone.

Diante desse histórico, o primeiro impulso do viajante é querer conhecer a cidade que dá nome ao personagem. Embora fique a apenas a uma hora de carro da capital da Sicília, Palermo, não há muito o que ver na terra do padrinho. Para a saga, ficou apenas o nome. Coppola explorou outros cantos da ilha para rodar a trama, tendo filmado a maior parte das cenas na região sudeste, na província de Messina.

E é em Savoca que estão dois destinos imperdíveis relacionados ao filme e de acesso fácil e aberto aos visitantes. Mais lembrando um pequeno vilarejo, a cidade que não tem nem 2 mil habitantes fica no topo de uma montanha e recepciona o turista com o Bar Vitelli. No filme, o estabelecimento pertence ao pai de Apollonia, a esposa italiana de Michael Corleone na época em que ele revive a origem da família, depois de fugir dos Estados Unidos. O lugar mais concorrido, claro, é onde Al Pacino sentou durante as gravações, na cena em que Michael pede a mão da jovem em casamento.

E a poucos metros dali está a Chiesa di San Nicoló, onde o jovem casal fez seus votos. A breve caminhada por uma estradinha de pedras também aparece no filme e garante ainda uma vista da Sicília a partir do alto, permitindo uma imersão completa à história do padrinho e de sua família.

Como chegar

As maiores cidades da Sicília são Palermo e Catania e as duas possuem aeroportos. Entretanto, é possível também acessar a ilha de trem, partindo de diversas cidades do continente e tendo vários destinos disponíveis.

Na alta temporada (meses de verão), há várias opções de passeios turísticos temáticos à saga do padrinho, saindo principalmente de Catania, Messina ou Taormina, com preços a partir de 30 euros por pessoa. Em geral, são vendidos nos hotéis ou agências de viagens conveniadas.

Outra opção é alugar um carro, alternativa que pode ser intermediada pelo hotel em que se está hospedado.

Também é possível chegar a Savoca usando trem, ônibus e táxi. Para quem visita a Sicília no inverno, esta é a opção economicamente mais viável, já que não há tours nos meses frios devido à baixa procura. Para isso, é preciso pegar o trem e descer na estação Santa Teresa di Riva e, de lá, pegar um táxi ou ônibus para seguir até Savoca. A cidade fica no topo de uma montanha, portanto o acesso a pé não é recomendado.

Os horários dos ônibus têm alteração conforme o período do ano, por isso é bom consultar no hotel, antes de sair, tendo atenção com o período da volta. Savoca, por ser pequena, tem atendimento limitado de transporte público.

De táxi, a dica é rachar a corrida com amigos, pois custa em média 40 euros para ir e outros 40 para voltar. E ter um número de telefone italiano para acionar o serviço ou contratá-lo ainda no hotel ajuda a evitar transtornos. Se você deixar para ir à estação de trem por conta e de lá tentar resolver tudo, é possível que tenha que voltar para casa sem completar o passeio.

Experiências que não podem faltar em Savoca

Em geral, o Bar Vitelli fica aberto todos os dias, inclusive no inverno, devido à procura dos turistas. Mas é importante atentar para o horário da sesta italiana, já que, assim com os demais estabelecimentos, o bar também encosta as portas. Ela é feita normalmente entre 13 e 16 horas, mas isso varia conforme o movimento do dia.

No cardápio, são oferecidas diversas opções de bebidas, com destaque para o vinho, além de saladas com ingredientes frescos e a famosa granita siciliana (esta só é encontrada no verão). O bar também tem uma música ambiente que remete ao filme e, lá dentro, é possível ver fotos das filmagens e também objetos da época.

Em frente ao bar, há um monumento em homenagem a Coppola, que fica preso a uma espécie de mirante da cidade e que tem ainda um pequeno jardim. E na Chiesa di San Nicoló, somente tendo muita sorte é possível pegá-la aberta. Além de observar a construção, datada de 1308, também é recomendado apreciar a vista panorâmica do Mar Mediterrâneo que, ao fundo, contempla um pedaço do continente.

Não pergunte sobre a máfia

Assim como na colombiana Medellín ninguém quer falar sobre Pablo Escobar, o grande nome do narcotráfico na América, na Sicília, considerada o berço da máfia italiana, ninguém quer fazer comentários sobre Don Corleone. Ainda que o padrinho seja personagem fictício, ele foi inspirado em mafiosos reais que causaram muita dor e sofrimento à população, que segue lutando para perder esse estigma.

Mesmo que a intenção seja meramente curiosa, os sicilianos facilmente ficam ofendidos diante de questionamentos acerca do tema. Portanto, a menos que alguém puxe o assunto por livre vontade, evite fazer perguntas sobre a máfia. Quanto à filmagem da saga, todas as conversas são bem-vindas e, não raro, pode-se encontrar pessoas que acompanharam as cenas na época.

Mais cenários para visitar

Além de Savoca, Coppola usou como cenário outras cidades do leste siciliano. No primeiro filme, por exemplo, quando Michael está perto de Corleone, na verdade aparece apontando para Motta Camastra. Em cenas onde ele caminha pela cidade, na realidade está andando por Forza d’Agrò. Já a casa onde Michael vive com Apollonia fica em Fiumefreddo di Sicilia, mas por ser uma propriedade particular, o local não é aberto a visitas. Também aparecem na saga locações curtas feitas em Acireale, na estação ferroviária de Taormina-Giardini e no teatro de Palermo.

Souvenir literário

Além de passear por cenários cinematográficos, uma ida à Sicília é uma oportunidade para trazer para casa boas lembranças. Uma dica é buscar, junto aos vendedores de livros que possuem bancas nas ruas uma edição impressa de “Il Padrino”. Afinal, foi o livro de Puzo que inspirou toda a saga cinematográfica – e tem final bem diferente. Um exemplar em italiano datado do mesmo ano de lançamento do filme (1972) pode ser encontrado por apenas 10 euros. Claro que, a versão original foi lançada em inglês nos Estados Unidos, mas nenhuma estante vai se importar de abrigar a obra em sua versão siciliana.

  • Uma das ruas em Savoca
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Vista de Savoca
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • La Chiesa di San Nicoló
    Foto: Karina Sgarbi/Especial
  • Bar Vitelli
    Foto: Karina Sgarbi/Especial


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