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Internações

Com pico de incidência no inverno, bronquiolite preocupa pais de bebês

Doença causada por diferentes tipos de vírus pode ser prevenida

Doença causada por diversos vírus, com pico de incidência nos meses de outono e inverno, a bronquiolite viral aguda (BVA) desperta a preocupação de pais de bebês. A pediatra Angela Wink aponta que se tem observado um grande número de internações em decorrência da BVA no Hospital Regina, em Novo Hamburgo. Os casos começaram a aumentar em abril e houve maior incidência de atendimento em junho. Atualmente, 40% das crianças internadas na instituição têm diagnóstico de bronquiolite.

Angela explica que o agente causal mais comum é o vírus respiratório sincicial (VRS), mas a BVA pode decorrer também do adenovírus, influenza, rinovírus e metapneumovírus. “Estes vírus causam infecção dos pulmões. É uma das principais causas de doença respiratória pediátrica e a principal causa de internação em crianças pequenas (lactentes)”, observa. O diagnóstico pode ser feito por meio de coleta de secreção nasofaríngea (nasofaringe é a parte superior das vias aéreas, situada logo atrás do nariz e acima do palato mole).

Os primeiros sintomas são coriza, tosse, obstrução nasal e febre. “Com a evolução da doença, em um a três dias surgem sinais de comprometimento das vias aéreas inferiores, caracterizado por aumento da frequência respiratória, do esforço para respirar e da tosse”, destaca Angela. Bebês muito pequenos (em torno de um a dois meses de idade), podem apresentar apneia e cianose devido à baixa oxigenação sanguínea.

A evolução da doença e a gravidade do quadro variam de paciente para paciente, sendo que fazem parte do grupo de risco bebês prematuros, com doença pulmonar ou cardíaca de base, com problemas neuromusculares, com imunodeficiências, desnutridos ou com outras patologias associadas. Sendo uma doença viral, não há tratamento medicamentoso para a BVA, alerta Angela. Por isso, são fundamentais as medidas de suporte, como aspiração das vias aéreas, oxigênio, fisioterapia respiratória e antitérmicos. É essencial que a criança seja avaliada por um pediatra, que poderá orientar o tratamento necessário e, em alguns casos, determinar a internação hospitalar.

Lavar bem as mãos e evitar multidão

A prevenção tem papel fundamental na incidência da bronquiolite, já que os vírus causadores são transmitidos através de secreções, como a coriza e a saliva, por meio do contato direto com a criança ou de materiais contaminados. “Para casos específicos de pacientes prematuros, está indicada a imunização passiva por meio de anticorpo monoclonal humanizado com ação específica na prevenção da infecção pelo VRS”, comenta a pediatra. Portanto, o mais importante é que as famílias e a comunidade em geral conscientizem-se da necessidade de lavar bem as mãos antes de lidar com qualquer criança, incluindo em sua rotina o uso de álcool gel. Também é recomendado evitar a exposição dos lactentes a ambientes com grande circulação de pessoas (como shopping, supermercados, festas), além de orientar os familiares a evitar o contato próximo com pacientes suscetíveis, especialmente recém-nascidos e lactentes pequenos, em caso de apresentarem qualquer sinal ou sintoma de infecção de vias aéreas.

Umidade também influencia

Arquivo pessoal/Reprodução
Diagnosticado com bronquiolite, Mateus passou por fisioterapia respiratória e voltou a sorrir com saúde no colo da mãe
Muita tosse, dificuldade para respirar e para dormir. Assim que a consultora de vendas Marceli Bueno percebeu os sintomas no filho, Mateus, hoje com 9 meses, ela e o marido, Anderson Kasper, procuraram atendimento com uma pediatra. Logo na primeira consulta, quando ele estava com 7 meses, a profissional que os atendeu disse que era algo normal. “Mas na consulta de rotina, quando ele completou 8 meses, a médica percebeu que ele estava mal e começou o tratamento para a bronquiolite. Depois foi mais uns 10 dias até ele ficar bem de novo”, recorda a mãe. Entre os 7 e os 9 meses, Mateus teve três episódios de bronquiolite e já passou por 20 sessões de fisioterapia respiratória. “Os médicos falaram que é muito por causa da umidade e mudança de temperatura. Além disso, por já estar na escolinha, se ele pegar um resfriado de outra criança, por exemplo, está sujeito a se transformar em algo mais sério”, relata. Hoje, o casal está sempre em alerta e, além dos cuidados básicos, qualquer tosse mais forte que o normal já significa uma ida ao médico. “O Mateus é nossa joia rara, faremos de tudo para ver nosso príncipe bem”, diz Marceli.


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