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Fim de processo de transporte de amostras do Teste do Pezinho preocupa pediatras

Resultado tardio pode prejudicar diagnóstico

Ana Meinhardt/Divulgação
Exame deve ser feito obrigatoriamente entre o terceiro e quinto dia de vida e é capaz de detectar até seis doenças

De um total de 140 mil crianças que nascem no Rio Grande do Sul por ano, cerca de 110 mil dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Teste do Pezinho. O exame, que deve ser feito obrigatoriamente entre o terceiro e quinto dia de vida, é capaz de detectar, pelo menos, seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

“O hipotireoidismo congênito, que é uma falha na produção do hormônio da tireoide, é a principal causa de retardo mental prevenível, por exemplo. E o diagnóstico precoce praticamente extingue esse retardo mental. São aproximadamente quatro a cinco novos casos por mês no Estado. Portanto, no ano, são em torno de 50 novos pacientes que têm a possibilidade de ter essa prevenção e tratamento”, destaca a endocrinologista pediátrica Cristiane Kopacek, membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), explicando a importância da agilidade na obtenção dos resultados dos exames. “Com a coleta no tempo adequado e o diagnóstico feito dentro do prazo, é possível detectar a doença antes que a criança comece a apresentar sintomas”, enfatiza. O ideal é que o resultado seja conhecido em até 15 dias de vida do bebê. “É uma política pública que vem funcionando bem, com uma busca ativa, que vai atrás do paciente quando é identificada alguma alteração”, comenta Cristiane.

Na rede pública, os testes são feitos, normalmente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o material é enviado ao Serviço de Referência em Triagem Neonatal, que no Estado está sediado no Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre, e recebe amostras de todos os 497 municípios gaúchos. De 2001 até agora, o transporte do material era feito via Sedex, sob custeio do Ministério da Saúde. No entanto, este processo de logística se encerrará em novembro, o que desperta preocupação da SPRS. Havendo a troca por outro tipo de correspondência, o temor dos pediatras é de que os resultados cheguem com atraso, prejudicando o diagnóstico de doenças graves.

Fim de projeto-piloto

O Ministério da Saúde esclarece, em nota, que não se trata de cancelamento do pagamento de envio do teste por Sedex. “O que encerrou foi o Projeto-Piloto de logística de envio de amostras do Teste do Pezinho da rede de atenção básica até o laboratório especializado em triagem neonatal nos Estados”, destaca. Segundo a pasta, trata-se de uma parceria com os Correios, por meio de convênio de caráter provisório, que contou com a participação de nove Estados, incluindo o Rio Grande do Sul. O Ministério reforça, ainda, que o envio das amostras é de responsabilidade do gestor local, conforme portaria de 2001.

A Secretaria Estadual de Saúde diz, através da assessoria de imprensa, que o governo federal vai continuar com o pagamento até 12 de novembro e, enquanto isso, o Estado trabalhará em alternativas para não interromper o atendimento.


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