Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Luiz Coronel

Por uma nova esquerda

"O 'socialismo moreno, século 21', proposto pela Venezuela e inserido no Brasil contemporâneo, viaja a passos largos para seu estertor"

Luiz CoronelLuiz Coronel é poeta

www.luizcoronel.com.br

“O dia em que o Brasil se livrar da praga dos maus governos, não haverá nenhum milagre que sua economia não possa realizar.” - Darci Ribeiro

Confesso ter atávica simpatia pela esquerda, pelo que ela tem de proponente à solidariedade, inclusão dos excluídos, ruptura das acomodações históricas. Algumas reflexões me levam a confrontá-la. Em primeiro lugar, ideias boas são as que dão certo. Esse “danem-se os fatos e triunfem os postulados” têm levado os governos de esquerda a rotundos fracassos. O “socialismo moreno, século 21”, proposto pela Venezuela e inserido no Brasil contemporâneo, viaja a passos largos para seu estertor.

A ausência de autocrítica manifesta-se epidérmica na esquerda: a culpa de tudo é da imprensa, da conspiração das direitas, da crise do petróleo, dos EUA, de ter confrontado privilégios. A esquerda não sabe dizer: erramos! Danem-se os fatos, nós somos abençoados pela utopia, somos a bondade solidária. A esquerda criou o “estigma de repulsa” denominado neoliberalismo. Desconhece as conquistas da democracia social europeia, pois tudo que contrariar seus postulados é profano e antipovo.

Tenho como foco político a convocação de Antonio Gramsci a que tenhamos “um pessimismo crítico e um otimismo de vontade”. Sou de uma geração que viu muitos de seus “sólidos mitos se desmanchar no ar”. O socialismo iria redimir o mundo de seus pecados e se constituía numa agenda inexorável da história. Mas havia na dinâmica das forças vivas da produção, caiu uma cilada contra as ideações teóricas. Aquele que se detiver na leitura do jovem Karl Marx, encontrará os textos onde ele prenuncia o triunfo de quem detiver ou desenvolver formas mais avançadas de produção.

E Marx foi mais longe, esclarecendo que o que define uma fase histórica não é o que o homem produz, mas a condição em que produz riquezas. Enquanto a URSS mandava foguetes ao espaço, o capitalismo investia numa revolução tecnológica. A Perestroika revelou ao mundo o abafamento da produção trazido pelas corporações burocráticas soviéticas. A esquerda e o socialismo precisam se reinventar para acompanhar o ritmo da história e pautar uma nova agenda social. Para as esquerdas brasileiras, sua opção política não carece de debate, revisão, trata-se apenas de um sucesso mal explicado. Bem andou Francis Picabia ao dizer: “Nossas cabeças são redondas para que os pensamentos possam mudar de direção”.


PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS