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Lidiane Andreza Klein

Neurociência e o conto do bilhete

Leia opinião de Lidiane Andreza Klein

Lidiane KleinLidiane Andreza Klein é psicóloga

lidiklein@msn.com

Tenho visto muitas críticas pejorativas aos idosos que caem no conto de bilhetes premiados. O que me causa desconforto. Acredito que grande parte das pessoas que se posicionam desta forma não têm o conhecimento dos processos cognitivos que ocorrem no envelhecimento. Julgam sem ter entendimento.

O envelhecimento saudável implica transformações fisiológicas de diversas ordens, inclusive no cérebro. Essas mudanças afetam, de forma mais acentuada, a parte mais anterior do cérebro, o lobo frontal. Nessa região, está situado o córtex pré-frontal, onde se encontra a principal parte da circuitaria neural responsável pelas chamadas funções executivas. O termo guarda-chuva é frequentemente utilizado para referir-se às funções executivas, uma vez que congregam diversas funções, entre elas controle inibitório, flexibilidade cognitiva, planejamento, tomada de decisão, julgamento e automonitoramento.

Estudos atuais evidenciam que, no envelhecimento, ocorrem perdas nas capacidades cognitivas, principalmente na velocidade do processamento das informações, que afetam o desempenho ideal de nossas atividades de vida diária, inclusive na capacidade de tomada de decisão e julgamento. Esse quadro pode ser agravado por condições médicas, pelas quais o poder da capacidade cognitiva do indivíduo, de fazer escolhas adequadas, fica comprometido.

As perdas cognitivas respondem por parcela considerável das consequências psicossociais relacionadas ao envelhecimento. Idosos são, com frequência, vítimas de golpistas e também o alvo predileto para propagandas enganosas que tiram proveito da condição de vulnerabilidade biológica e psíquica, bem como das habilidades decisórias, que podem estar comprometidas nas pessoas de idade avançada.


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