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Darwin Kremer

Breves reflexões de um pai

Leia artigo de Darwin Kremer

Darwin KremerDarwin Kremer é coordenador de Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência

Nasci em março de 1963 e meu pai faleceu em novembro do mesmo ano. Disso resultou que minhas irmãs e eu crescemos presenteando nossa mãe no Dia dos Pais. Merecidamente, pois ela acumulou bravamente as duas funções. Ainda assim, quando me vi próximo de tornar-me pai, fui tomado por dúvidas e temores, pela falta de um figura paterna em minha vida; além, é claro, da ansiedade natural quanto à integridade física daquela pessoa que estava por vir, diante do fato de que minha deficiência nunca teve sua causa definida.

Como ser um bom pai sem ter convivido com aquele em quem eu poderia me espelhar? Até que ponto um pai deve proteger, exigir, confiar e tentar influenciar os caminhos de seus filhos? Minha única saída seria buscar respostas um dia de cada vez, atuando no cargo com o coração e a razão, na maior sintonia possível. Nestes anos como pai, aprendi que o diálogo é o melhor caminho, que limites devem ser construídos, não impostos aleatoriamente, que confiar nos filhos não significa deixá-los soltos. Percebi que qualquer pai pode deixar a um filho o que há de mais valioso para ajudar em sua jornada, e que não custa 1 centavo: bons exemplos.

Compreendi que não devemos tentar moldar nossos filhos conforme os nossos sentimentos e aspirações, mas temos o dever inarredável de lhes oferecer as nossas experiências, valores e pontos de vista, para que possam avaliá-los e adotá-los, ou não. Convenci-me de que se um pai quer realmente o bem de seus filhos, deve colocar algumas responsabilidades em seus ombros e jamais fechar os olhos para os erros que vierem a cometer.

Hoje não tenho mais perguntas, mas uma singela certeza: o amor é a base de tudo. Na sua forma mais pura e poderosa, esse amor não é ciumento nem egoísta, não espera recompensas nem exige submissão. Ele é incondicional. Ao adotá-lo, alcançamos não o dom impossível de acertar sempre, mas o direito de acalentar a serena convicção de que estamos fazendo o melhor possível.


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