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Investimento de R$ 1,4 bilhão fará da GM Gravataí a maior da América Latina

Montadora e o Governo do Estado anunciaram investimento de R$ 1,4 bilhão em Gravataí

Luiz Chaves/Luiz Chaves/Palácio Piratini
Comemoração de investimento: fábrica de Gravataí vai ser ampliada até 2021
A fábrica da GM de Gravataí vai se tornar a maior da América Latina, no quesito tecnologia, e a maior do Mercosul. O governo do Estado do Rio Grande do Sul e a General Motors Mercosul anunciaram, na manhã desta quinta-feira (3), o investimento de R$ 1,4 bilhão para modernizar a linha de produção do Complexo Industrial Automotivo de Gravataí, inaugurado em 20 de julho de 2000.

A medida é parte do plano da empresa de investir 13 bilhões de reais no Brasil, entre 2014 e 2019. A cerimônia contou com a presença do presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, o vice Marcos Munhoz, o governador José Ivo Sartori e o prefeito de Gravataí, Marco Alba, além de secretários de estado, vereadores e prefeitos da região.

Carlos Munhoz foi o primeiro a falar e relembrou da Arara Azul, projeto iniciado há cerca de 21 anos quando a vinda da GM para Gravataí era planejada. “Tínhamos a missão de fazermos a fábrica mais moderna da GM. A Arara azul virou o Complexo Industrial de Gravataí. Hoje temos uma das mais modernas e maiores fábricas da GM, a maior da América Latina, com uma capacidade 350 mil carros por ano e exportamos para muitos países”, disse.

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Foi o presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, quem anunciou o novo investimento. “Serão R$ 1,4 bilhão na nossa planta de Gravataí. Vamos produzir novos produtos aqui que acreditamos que vão ser muito bem sucedidos no mercado porque vão ter os componentes que fazem da Chevrolet o sucesso que ela é hoje. A conectividade faz hoje da Chevrolet o líder de mercado no Brasil e no Mercosul. A GM acredita no potencial de crescimento do mercado no Brasil e está realizando o maior plano de investimentos da história da indústria no País”, disse.

Lembranças da história da vinda da empresa

A GM chegou em Gravataí em 20 de julho de 2000. Marcos Munhoz e Carlos Zarlenga relembraram alguns momentos da empresa na cidade. “O primeiro investimento foi de 2 bilhões de reais mais a contrapartida dos sistemistas. Assim surgiu o Celta. No princípio, a fábrica era projetada para 120 mil carros por ano. O sucesso do Celta nos possibilitou pensar numa fábrica maior de Gravataí para o mundo. Em 2004 e 2009 tivemos investimentos para aumento de capacidade de produção. Depois veio o Onix e o Prisma, produtos mais sofisticados com mais valor agregado”, contou Marcos. “A razão da GM ser a número um do mercado são os produtos produzidos em Gravataí. Aqui é a casa do Onix o carro mais vendido do Brasil e do Mercosul. A eficiência da produção em Gravataí está em níveis para competir com qualquer mercado do mundo”, acrescentou Carlos.

Visita à fábrica

Luiz Chaves/Palácio Piratini
Marco Alba, Carlos Zarlenga e José Ivo Sartori
No final da cerimônia, algumas autoridades visitaram a fábrica e conheceram a produção do Onix e do Prisma. O veículo é campeão de vendas por dois anos consecutivos no Brasil, e foi o mais vendido no Mercosul. Em 2016, a Chevrolet vendeu 345.916 mil veículos no Brasil

Sartori apresentou o Mult

Durante o evento, Sartori apresentou o Programa de Inovação em Mobilidade Urbana, Logística e Transporte (Mult), para fomentar inovações tecnológicas nesse setor. O programa prevê parcerias entre universidades, governo e empresas. “Estamos fazendo a nossa parte e promovendo profundas mudanças estruturais no Estado. O Mult é mais um exemplo dos nossos esforços para potencializar a inovação no segmento automobilístico”, disse Sartori.

Sobre o investimento da GM, o governador disse que ele é mais uma prova de que quando o poder público compreende a necessidade de ampliar e articular políticas de estímulo aos setores importantes para a economia, todos saem ganhando.

“A GM está dando uma demonstração de confiança no país e no RS, fruto da relação de parceria, proximidade, diálogo que sempre cultivamos. Estamos diante de um exemplo de que acreditar e investir no RS vale à pena. A escolha de Gravataí para a produção da nova família de veículos da GM garante benefícios que não estão restritos a Gravataí e a Região Metropolitana, assim como vem acontecendo desde a sua instalação”, garantiu.

Um dia histórico

Fernando Lopes/GES-Especial
Marco Alba disse que é um dia histórico para Gravataí
O prefeito Marco Alba iniciou sua fala dizendo que Gravataí vivia nesta quinta-feira um dia histórico, de afirmação, de reconhecimento e celebração. “Histórico porque esse momento não ficará registrado apenas no município, mas na história do Rio Grande do Sul, Brasil e mundo. Também pelo tamanho e dimensão do investimento que se assemelha àquele de 20 anos quando a GM chegou ao RS”, salientou.

O prefeito disse que Gravataí terá uma elevação significativa das receitas a partir de 2021. “A GM e seus sistemistas geram retorno de 50% do ICMS que vem para o município de Gravataí o que significará R$ 100 milhões em 2017. Se Gravataí é o trem em que vários vagões compõe a sua pujança, a sua riqueza e a sua força, a GM é a locomotiva desse comboio”, disse.

Alba também disse que a GM estava mostrando ao Brasil e aos brasileiros que só há um jeito de vencer a crise. “É preciso descruzar os braços, trabalhar, se unir, fazer parcerias para promover investimentos e distribuindo renda através do trabalho como única forma de dar dignidade ao cidadão”, finalizou.

Cidade vai competir numa escala global

Foram quase dois anos de negociações entre a montadora e o governo do Estado, para garantir que o investimento ficasse no Rio Grande do Sul. A modernização da planta tem efeito na cadeia de suprimentos automotivos e exportações.

Carlos Zarlenga lembrou que desde a inauguração da fábrica em Gravataí, ela mais que duplicou a capacidade de produção. “Gravataí é a maior fábrica da GM no Mercosul. Com este investimento vai crescer ainda mais. Vamos trazer novas tecnologias, novos conceitos e novas formas de produzir. A base competitiva de manufatura que vamos produzir com esse investimento vai fazer com que nossos produtos tenham a capacidade de concorrer em uma escala global, coisa que o Brasil e o Mercosul estão precisando”.

Avanço em tecnologia e competitividade

Zarlenga disse, ainda que a eficiência da produção em Gravataí está em níveis para competir com qualquer mercado do mundo. Sartori fechou o seu discurso dizendo que, assim como o RS, a sociedade e os mercados estão em transformação. “Por isso as parcerias são cada vez mais fundamentais para avançarmos em tecnologia e competitividade”, finalizou.

Cachoeirinha também ganha com a GM

Fernando Planella/Fernando Planella/Divulgação
Miki conversou com empresários como José Antônio Vargas da Panatlantica
O prefeito de Cachoeirinha também esteve na cerimônia do anúncio do investimento da GM e aproveitou a oportunidade para conversar com empresários da região. Ele também celebra este crescimento da empresa, pois acredita que ele irá trazer reflexos para o município. “Já sentimos algumas respostas desta novidade. Pelo menos duas empresas que fornecem peças para a montadora já nos procuraram para se instalar em Cachoeirinha. Além disso, precisamos celebrar a geração de emprego e renda para os moradores do nosso município. Tem muitos cachoeirinhenses que trabalham neste complexo e irão se beneficiar com os investimentos. Estamos muito contentes com esta novidade e torcendo para que mais investimentos apareçam”, garantiu.

Sindicato espera a volta do terceiro turno

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, se disse pessimista com relação à empresa no futuro. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos trabalha com o Dieese e vemos a Indústria 4.0 como uma indústria sem trabalhadores, o que é muito preocupante para quem vem agora para o mercado”, disse. Com relação aos investimentos, ele disse que ele tem algumas expectativas. “Até agora não foi anunciado quantos empregos terão. O que está se dizendo é a volta do terceiro turno e essa é a nossa reivindicação. Se voltar o terceiro turno voltaremos ao patamar de 2014. Esse vai e vem das empresas no mercado nos preocupa muito”, acrescentou. Ascari disse que quando a indústria está bem, o comércio também se desenvolve.


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