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Memória

Idosos 'malham' o cérebro para evitar esquecimentos; veja como funciona

Leitura, anotações em agendas e até lista de atividades semanais podem colaborar

Há idosos que esquecem recados, número de telefone, o horário de tomar os medicamentos e, às vezes, nem sabem que dia é hoje. Mas há solução. Pessoas com mais de 60 anos, que exercitam mais o cérebro, tendem a esquecer menos os compromissos, as informações e até os itens que precisam ser comprados no supermercado. É o que aponta pesquisa inédita “Treinamento Cognitivo - efetivo para idosos?”, realizada com a participação de pessoas saudáveis entre 60 e 75 anos, de diferentes atividades e moradoras de Novo Hamburgo.

Durante oito encontros, em parceria com o Centro de Natação Mobi Dic, a neuropsicóloga Daniela Blauth e o geriatra João Senger realizaram atividades relacionadas ao treino cognitivo, que envolve ações relativas à memória, atenção, linguagem, fluência verbal, funções executivas e visuoconstrução, capacidade de uma construção visual. Daí, a constatação de que um cérebro “malhado” ou bem “exercitado” terá reflexo positivo.

No desenvolvimento das atividades foram montados dois grupos: um com treino cognitivo e outro com prática de exercício físico. Quando iniciaram os encontros, dez pessoas do treino cognitivo tinham uma média de 6,5 episódios diários de esquecimento. Ao final dos oito encontros, com o treinamento, a média baixou para 1,2 episódios por dia.

Os pesquisadores, que contaram com a participação da neuropsicóloga Eliane Correa Miotto, referência da USP em Reabilitação e Neuropsicologia, constaram que no grupo de dez idosos, que realizaram apenas atividades físicas, a média de esquecimento iniciou em oito diários e ao final da pesquisa atingiu 7,5.

Susi Mello/Susi Mello/GES-Especial
Idosos em treinamento para a memória

Conclusão

Pesquisadores concluíram que houve uma melhora dos participantes que receberam o treino mais evidente, tanto nas medidas neuropsicológicas quanto nos números de episódios esquecimentos na vida diária. ”Esses resultados corroboram aos estudos anteriores, realizados nesta população e em outros países, que apontam para importância de se oferecer intervenções para a população de idosos com ou sem queixas de memória”, destaca Daniela. A pesquisa foi apresentada em junho no Congresso sobre o cérebro, na Fiergs.

Resultado positivo 

Há pelo menos dez anos, a técnica em enfermagem aposentada Maria Suzete do Amaral Franco, 65 anos, vinha notando que os lapsos de memória e o déficit de atenção vinham se agravando. “Eu acabava esquecendo. Quando ia no supermercado não lembrava o que ia fazer, sem contar com dias e horários de consultas que não lembrava”, exemplifica. Além do mais, acrescenta, ela tinha lapsos de memória, pois começava a falar e esquecia onde queria chegar, comentou na quinta-feira, na aula de confraternização com participantes das oito sessões da pesquisa e com novos integrantes. Para ela, treinar o cérebro foi importante. Agora, ela usa agenda para anotar o que precisa e procura prestar muita atenção no que pretende fazer.

Acostumada a usar o celular para anotar horários controlar as datas das contas a serem pagas, a depiladora Jueci da Silva Vargas, 63 anos, reforça a importância do idoso buscar alternativas para não esquecer. Além de praticar atividade física e manter uma boa alimentação, é importante usar agenda, ler muito e fazer palavras cruzadas. Ela, que já mantém o hábito de usar celular para compromissos profissionais e anotar em agendas todas as contas de sua casa, chegou ao final das sessões convicta de que sua memória estava bem treinada.

O geriatra João Senger diz que junto com o envelhecer da humanidade está o cérebro. “O cérebro pode ser treinado, assim como o músculo. Com certeza é uma atividade que vai ser cada vez mais necessária”, recomenda.

O que ocorre no treino cognitivo

- Sessão de introdução com apresentação, objetivos e atividades de estimulação cognitiva, como exercícios com jornal e de atenção. 

- Uso da agenda para anotar e recordar compromissos.

- Uso de técnicas de memorização para recordar informações lidas e seleção de informações relevantes.

- Treino de categorização semântica, como organizar listas de palavras e posteriormente de supermercado para melhorar a organização  e recordação dos itens a serem lembrados.

- Revisão das atividades propostas envolvendo as funções cognitivas: memória, atenção, linguagem, funções executivas e visuoconstrutiva.

O que fazer para ter um "cérebro malhado"

Cérebro* Leia capítulo de livro, texto, artigo, jornal e até encartes. Devem ser assuntos de interesse.

* Use a agenda para anotar e recordar compromissos. O celular pode servir de aviso para compromissos.

* Faça técnicas de memorização para recordar informações lidas.

* Organize o ambiente a ponto de uma higiene visual e arejada.

* Treine a categorização semântica, com organização de listas de palavras e, posteriormente, de supermercado para melhorar a organização e recordação dos itens a serem lembrados.

* Faça atividades que envolvam a memória, atenção, linguagem, funções executivas e visuoconstrutivas.

* Faça lista de atividades semanais.

* Fortaleça e planeje ações futuras. Por exemplo: quando chegar ao supermercado, busque direcionar aos itens necessários e após os não relacionados às compras.

* Faça associações e reconhecimento, ou seja, identifique características peculiares para lembrar-se de algo. Por exemplo: relacione nome do objeto ou pessoas em algo semelhante.

* Pense antes de realizar ações e crie de imagens mentais naquela situação;


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