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Em Sapiranga

Artista pinta guardanapos e deixa a merenda da filha mais animada

Ilustrador Mauro Vila Real desenha nos guardanapos que a pequena Maria Clara leva junto com o lanche para a escola

“Seja uma menina, mas sem deixar de ser super”. A frase ao lado da menina-maravilha de cabelos cacheados desenhada em um guardanapo de papel revela a inspiração do ilustrador, que vive em Sapiranga, Mauro Vila Real, 41 anos: a filha Maria Clara, de 6. Todos os dias, no final da manhã, o ilustrador se reúne com a sua pequena heroína para criar os desenhos e frases que, logo depois, vão acompanhar o sanduíche que ela levará para a escola. O sanduíche, cortado em formato de coração, passa a ser coadjuvante da merenda, dando espaço para as criações que unem a cada dia mais a dupla.

“Quando a Clara tinha quatro anos ela me pediu que ensinasse ela a ler e escrever. Passei então a fazer desenhos, sempre coloridos, nos guardanapos do lanche dela e neles inserir pequenas frases de duas ou três palavras para incentivar a leitura. Hoje ela tem seis anos e entrou na primeira série lendo e escrevendo. A tradição dos guardanapos desenhados seguiu e todos os dias ela tem um novo no lanche da escola. Hoje, a primeira coisa que a turminha faz é abrir a lancheira com ela para ver qual será o desenho e para ler o que foi escrito”, conta Mauro.

Os personagens são, na maioria, escolhidos por ela, todos do universo infantil que ela divide com os colegas. “E como estamos em uma região que tem muita gente loira e de cabelo liso eu procuro fazer cabelo cacheado para ela se identificar”, explica o ilustrador. E os guardanapos já passaram da barreira escolar: hoje eles são conhecidos por pessoas de todo o País, por meio das redes sociais de Mauro. "Comecei a postar nas redes sociais como uma brincadeira e tenho recebido mensagens de todo o Brasil, pessoas de São Paulo, Manaus, do nordeste, de muitos pais que se inspiraram a fazer o mesmo”, relata o pai da Maria Clara. 

E a menina já mostra ter herdado o talento do pai. Sentada ao seu lado, ela também utiliza canetas para ilustrar guardanapos. “Gosto muito de desenhar, mas queria mesmo é fazer judô”, comenta, mostrando que realmente ela quer e pode ser o que quiser.

  • Mauro Vila Real desenha guardanapos para a filha Maria Clara levar à escola
    Foto: Juarez Machado/GES
  • Os colegas de Maria Clara, agora, ficam esperando para ver qual vai ser a ilustração do dia
    Foto: Juarez Machado/GES

Inspiração na escola

Os guardanapos fazem tanto sucesso na escola luterana São Mateus que viraram tema do projeto Fome de Saber, idealizado pela professora da Maria Clara, Naomi Weirich Fischer. Com o projeto, os guardanapos ficarão expostos no dia 18 de agosto na Multifeira da escola. “Os outros pais e mães também foram instigados a mandarem lanches com guardanapos, cada um do seu jeito, e vamos expor todos estes trabalhos”, relata Naomi, que lembra também de como tudo começou na turminha da primeira série.

“Iniciou em abril deste ano quando trabalhávamos a letra C, ele viu no tema dela e fez a ilustração da bruxinha Cleci. Depois se ofereceu para vir até a escola e fez ilustrações no quadro. Ele começou então a desenhar e mandar pela Maria Clara os guardanapos e eu comecei a guardar. No começo eu lia com os alunos a frase, mas como eles estão em fase de aprendizagem de alfabetização vi que precisava aguçar eles e começamos a ler os guardanapos, nem que seja uma palavrinha. É uma vibração quando ela chega, todos batem palmas e querem ver o desenho e a mensagem”.

O começo

Juarez Machado/GES
Os desenhos atraíram os coleguinhas da pequena
Atualmente, o Mauro desenha no guardanapo do lanche da Maria Clara todos os dias, mas esta ideia não é nova. Ele começou com a filha Eduarda, que hoje tem 19 anos. “Sempre procurei ser um pai presente, mas com a rotina que eu tinha, nem sempre conseguia. Eu fazia desenhos para a Eduarda, mas não era como é hoje”. E isso tem uma explicação: antes de se dedicar 100% às artes, Mauro era também policial.

Tudo mudou com a chegada de Maria Clara. “Eu trabalhava direto e era complicado conciliar tudo. Quando minha esposa ficou grávida da Maria Clara decidi me especializar como artista plástico e deixei a polícia. Hoje, eu só aceito trabalhos se for remoto e se preciso viajar procuro não ficar fora por mais de três dias. A minha prioridade é a família”, diz o ilustrador, que já desenhou para a Marvel e a DC Comics. Mesmo não recebendo mais os guardanapos, Eduarda acompanha a alegria da mana de pertinho. "Ela fica esperando para ver o que ele vai fazer, é muito bom vê-la feliz", diz Eduarda.


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