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Diário de um alcoólico

Nesta reportagem multimídia, mostramos a história de um dependente de álcool, os malefícios da bebida para o corpo, as consequências do excesso e a dependência à substância


reportagem KARINA SGARBI

arte ALAN MACHADO

vídeos RAQUEL RECKZIEGEL

  • O primeiro copo (deslize para ler o diário)
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O primeiro copo
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O primeiro copo
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O copo sempre cheio
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O copo sempre cheio
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O copo sempre cheio
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O último gole
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O último gole
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • O último gole
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • Sem ressaca
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • Sem ressaca
    Foto: Jornal NH/Reprodução
  • Sem ressaca
    Foto: Jornal NH/Reprodução


*O texto reproduzido acima foi escrito com base em entrevista feita pela reportagem. A identidade foi preservada a pedido do entrevistado.

Letalidade

Presença quase que obrigatória nos encontros sociais ou mesmo nas residências brasileiras, o álcool nunca vem acompanhado de um dado positivo. Em cada copo ou garrafa, muito além dos líquidos fermentados ou destilados, está também o amargo saldo das vidas arruinadas pela bebida. Em um período de dez anos, por exemplo, o consumo abusivo da substância foi responsável pela morte de de 1.170 pessoas na região. Isso representa 11,2% do total de óbitos decorrentes do uso de álcool registrados entre 2005 e 2015 em todo o Rio Grande do Sul, isso sem incluir casos de suicídio e acidentes de trânsito, que com frequência estão relacionados à bebida mas não possuem estatística específica.

Os números do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) mostram uma realidade antiga que permanece sem solução. E uma das principais causas do atual comportamento abusivo em relação ao álcool está na idade em que se toma o primeiro copo.

Adolescentes gaúchos bebem mais


Por que se começa tão cedo?

De acordo com o psicólogo do Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) Eduardo Wunsch, entre os motivadores para a experimentação da bebida alcoólica por parte dos jovens está a aprovação da família com relação ao consumo e o apelo das propagandas. “Para os jovens, beber parece estar associado com status, suposto amadurecimento e possibilidade de mais relações pessoais e afetivas”, diz. Ele destaca que, por característica própria, os jovens experimentam o que é novo e buscam desafios e emoções constantemente. “Quando eles se juntam a um grupo que faz uso de álcool, são impelidos a experimentar também. Querem se sentir iguais, dividir experiências e solucionar suas dificuldades”, ressalta.

Efeitos no organismo jovem

De acordo com a pediatra e membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Denise Leite Chaves, o álcool causa uma série de danos ao corpo dos jovens. “O adolescente está em fase de desenvolvimento em todos os sentidos. E o álcool provoca uma série de prejuízos nesse desenvolvimento, repercutindo muito na neuroquímica cerebral, o que resulta num pior ajustamento social dele, problemas na escolaridade e retardo do desenvolvimento das suas atividades”, afirma.

A pediatra destaca ainda que a parte mais afetada é o cérebro, especialmente o córtex pré-frontal, que se desenvolve até os 21 anos, em média. “O álcool prejudica o desenvolvimento e amadurecimento desse córtex, que é a parte responsável pela memória, aprendizado, julgamento de ações. Isso tudo pode ser prejudicado e ser perdido ao longo do tempo”, detalha. Além disso, há estudos que mostram uma redução no volume cerebral nessa área, na comparação com adolescentes que não usam álcool.

“A longo prazo, ele não experimentaria só o álcool, mas se tornaria dependente. A partir daí, vai ter problema como cirrose, pancreatite, uma série de doenças crônicas que podem afetar todos os órgãos, assim como um adulto com alcoolismo”, explica.

FATORES DE RISCO


Segundo Denise, os pais precisam atentar para o comportamento dos filhos, para identificar fatores de risco ao abuso de bebida. “Quanto ao adolescente que se isola, fica sozinho, não tem amigos, tem alteração de sono, tem que se abrir o olho, porque ele pode ter fator de risco para consumo de álcool e outras drogas”, destaca.

Ela ressalta ainda que o ambiente doméstico é fundamental para influenciar o comportamento dos filhos em relação à bebida. "Pais que fazem uso de alguma substância psicotrópica ou álcool, ou famílias com histórico de doenças psiquiátricas, de paternidade não participante, com problemas de conduta ou no vínculo afetivo são outros fatores de risco para o adolescente”, explica.

Prevenção

A melhor forma de prevenir o uso precoce da substância, segundo a pediatra, é ter uma família bem estruturada, presente na vida do filho. “É preciso acompanhar a vida escolar, os amigos, se fazer presente. O forte vínculo afetivo da família é o principal fator de prevenção ao abuso do álcool”, orienta. Para ela, se os pais são presentes na vida do filho, certamente perceberão qualquer mudança que indique o consumo de álcool. Ela recomenda que os responsáveis atentem para o comportamento. “Se ele estiver bebendo, vai ter alteração de comportamento, no sono, queda no rendimento escolar e, outra coisa, se ele começou a beber é porque alguma coisa não está bem. Ou ele é uma criança que não está bem incluída na escola, está sofrendo bullying, ou pode ter algum transtorno psicológico”, afirma.

Em muitos casos, a aceitação à bebida dentro de casa acaba incentivando o consumo abusivo. “A bebida faz parte de uma conduta de normalidade. É comum os pais oferecerem a bebida aos filhos. Vivemos num mundo em que tudo é permitido e esse controle, na fase ideal, de não poder, não fazer, ele quase inexiste”, pondera a socióloga Sueli Cabral.

Da mesa do bar para o fundo do poço

Alguns poucos copos traçam a linha que divide o consumo do abuso de bebidas alcoólicas. Quando em doses moderadas, a substância pouco afeta o organismo, embora, de nenhuma forma ela ofereça benefícios ao corpo. Mas, conforme a mesa de bar vai se enchendo de garrafas vazias, o nível de álcool no sangue se eleva e, em casos extremos, pode levar ao coma e até mesmo à morte. De acordo com o médico psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Angelo Campana, o álcool traz mais prejuízos a pessoas com limitações ao seu consumo. “Quem tem sensibilidade alterada pelo álcool, com problemas de saúde como diabete, pressão alta e úlcera gástrica, entre outros, não deve beber, assim como quem toma remédios psiquiátricos. Quando a pessoa tem esse tipo de limitação física, qualquer dose é prejudicial”, afirma, destacando ainda que, mesmo para quem não possui esse tipo de restrição, o consumo não deve ser exagerado.

Os efeitos da substância variam de intensidade conforme as características pessoais. Assim, quem está habituado ao consumo demora mais tempo para sentir o impacto no corpo, em comparação a quem bebe pouco. A estrutura física também influencia as reações do organismo. Quem tem maior altura, massa muscular e gordura, por exemplo, acaba sendo mais resistente. Segundo o psiquiatra e diretor secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Cláudio Meneghello Martins, quanto mais cedo o organismo começar a ser agredido pelo álcool, maior a chance de se desenvolver uma tolerância à bebida. “Isso pode acabar gerando a dependência, já que, como o corpo vai se habituando ao álcool, cada vez precisará de um volume maior para ter os mesmos efeitos”, destaca.

Depressor do sistema nervoso central


Conforme explica o psiquiatra Cláudio Meneghello Martins, o álcool é uma droga psicoativa que age como depressora do sistema nervoso central. Ele provoca alterações em um mecanismo de neurorregulação, criando também um círculo vicioso. “A síndrome de abstinência gera um desconforto, causando palpitações, suor, tremor e casos até mais graves com alucinações, que são aliviadas quando o álcool é ingerido. Então, ao sentir isso, a pessoa vai em busca da bebida novamente”, detalha. Entre as sequelas provocadas pelo uso abusivo do álcool, estão danos a nível cognitivo, afetando a concentração e memória. “Há frequentes apagamentos, em que a pessoa não lembra o que fez no dia anterior. Isso a coloca em situações de risco e exposição moral”, explica Martins. A bebida também traz alterações no comportamento, como agressão, depressão, violência, direção perigosa, que variam conforme a predisposição interna e os modelos de funcionamento que a pessoa carrega. “Todos os efeitos são danosos. Quanto mais vai avançado for o abuso, o álcool vai diminuir o repertório de fuga e a pessoa vai focando somente no desejo pela bebida”, destaca.

Alterações psicológicas

O psicólogo do Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) Eduardo Wunsch explica que, a partir do momento em que o sujeito entra em contato com o álcool, ele descobre os efeitos subjetivos que a bebida oferece. “A relação que ele faz do álcool como uma possível fonte para obter prazer, aumentar o desempenho social ou aliviar algum sofrimento, está ligada em como ele vai perceber que o álcool facilita este processo. Algumas vezes a pessoa está usando o álcool como forma de 'automedicação', sem se dar conta disso”, destaca. “O uso ou abuso do álcool pode evoluir para uma dependência. Entender que o álcool não pode ser usado para estes fins ajuda o sujeito a pensar que ele deve procurar outros meios para lidar com os seus problemas”, explica o psicólogo.

10% dos consumidores se tornam dependentes

De acordo com Campana, um dos grandes problemas do álcool é a dependência, que acaba gerando uma série de doenças. “De cada 100 pessoas que consomem álcool, 10 se tornam dependentes. Além disso, a estatística aponta que outras 20 fazem o uso nocivo da bebida”, detalha.

Os primeiros danos no organismo ocorrem no tubo digestivo, com gastrite, úlcera e cirrose hepática, além de quadros de deficiência vitamínica, principalmente a B1. “Também há alteração na pressão arterial, miocardiopatia alcoólica, problemas nos músculos esqueléticos e na pele”, relata.

No cérebro, além do alcoolismo, podem se desenvolver doenças degenerativas como a demência alcoólica, cujos sintomas são semelhantes ao Mal de Alzheimer, além de depressão. “O álcool, no cérebro, primeiro estimula mas depois vai deprimindo o sistema nervoso central. Em alguns quadros mais graves, pode ocasionar psicoses alcoólicas, num quadro de desconfiança e alucinações”, afirma.

A hora de parar de beber

Quando vem, a decisão de largar a bebida é sempre acompanhada de uma série de episódios pesados, onde o autocontrole inexiste. Conforme explica o psiquiatra e diretor secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Cláudio Meneghello Martins, em geral, há uma grande demora em perceber como a substância afeta negativamente a vida do alcoólico, o que só contribui para o aumento dos danos ao organismo. “Existe uma tolerância exagerada de ir postergando isso, de achar que é uma fase, que vai passar. Mas, fazer essa identificação, tem de se fazer rápido encaminhamento para tratamento”, destaca.

E justamente essa percepção própria dos impactos da bebida é um dos passos mais importantes para o sucesso de qualquer tratamento. “Aconselhamentos, entrevistas motivacionais e psicoterapia podem ajudar a pessoa a identificar situações e sentimentos que levam ao comportamento excessivo em relação ao álcool. Além disso, construir novas maneiras de lidar com situações problemáticas podem melhorar a relação do sujeito com a bebida”, afirma.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e também tem taxas maiores do que as registradas em 140 países. Pessoas acima de 15 anos consomem em média 6,2 litros de álcool por ano, enquanto no Brasil, o consumo médio é de 8,7 litros por pessoa por ano.

A doutora em Sociologia e professora da Feevale Sueli Cabral ressalta que aceitar que o álcool faz mal é algo dificultado pela sociedade, que não entende a substância como algo ruim. “É histórico. Há uma facilidade de produção, o álcool está associado à questão do dinheiro legítimo e, culturalmente ele não era problema, porque as pessoas bebiam mas não se tinha dados que corroboravam com a doença ou aumento de consumo”, pontua.

Como identificar a hora de parar?


O psicólogo do NAP Eduardo Wunsch esclarece que a escalada para a dependência ao álcool se dá por meio de fases um tanto distintas. “No início, o sujeito não reconhece que o álcool esteja atrapalhando sua vida. Mais tarde, ele começa a perceber as evidências dos efeitos negativos que isso está provocando na sua vida e nas pessoas com quem convive”, explica.

Na fase seguinte, há um um conflito entre querer manter o consumo e precisar parar ou diminuir o uso. Na sequência, começam as tentativas de mudanças de comportamento em relação à bebida. “Para identificar o uso compulsivo, deve-se prestar atenção se ele prioriza o consumo de álcool em detrimento de outras atividades corriqueiras. Se a quantidade de álcool consumida foi aumentada nos últimos meses. Se existe um desejo persistente ou esforço mal-sucedido do sujeito de reduzir ou controlar o uso de álcool”, orienta.

Para ajudar um amigo ou familiar que tenha problemas com a bebida, a recomendação de Wunsch é abordar a pessoa com calma, paciência e sem agressividade. “É importante que ela não esteja sob o efeito do álcool, assim, ela estará mais consciente dos atos e são menores as chances de agressividade”, sugere.

Além disso, é importante estar munido de informações a respeito de abuso de bebidas alcoólicas, o que vai garantir melhores argumentos na hora de conversar com quem enfrenta o problema “Se a pessoa tiver a iniciativa de buscar ajuda, não deixe que ela desista. Agende um horário e, se possível, vá junto à primeira consulta”, propõe.

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Tratamentos variados

As alternativas para tratar o alcoolismo vão desde grupos de apoio, como o Alcoólicos Anônimos (AA), que possui reuniões semanais onde oferece auxílio e troca de informações, até internações clínicas para desintoxicação e terapêuticas. Conforme Martins, não existe a indicação do “melhor tratamento”, já que o ideal é aquele em que a pessoa melhor se adapta, independente do formato ou duração. “O grande desafio é motivar o paciente a abrir mão de algo que é muito prazeroso, que é o uso do álcool. O apoio da família é essencial, é preciso abraçar a luta. Isso impacta muito no sucesso do tratamento”, diz o psiquiatra.

Os tratamentos se propõem a oferecer o controle e auxiliar a pessoa a se manter em abstinência. “A gente tem desde a desintoxicação aguda e até o processo da doença, com internação, porque a pessoa vem de um processo intenso de abuso, o que gera uma série de riscos e danos. Logo que para, a pessoa fica muito agitada, inquieta, e precisa de ambiente protegido e de medicação, com acompanhamento médico e psiquiátrico”, afirma.

Propaganda deveria ser limitada

Especialistas apontam que o fato de propagandas que exaltam o consumo de álcool ainda serem liberadas é um grande influenciador do abuso da bebida. “Fazendo uma analogia simplória, podemos pensar que até final de 1970 e 1980 a propaganda do tabaco era liberada, depois foi proibida. Até os anos 1990, cerca de 44% população brasileira era tabagista pesada e hoje esse número não chega a 12%. Houve uma mudança cultural dramática”, comenta Martins.

Ele ressalta que a ABP, em diversas oportunidades, tem tentado limitar a propaganda, mas como a indústria é forte, não há sucesso nas iniciativas. “Uma forma de se pensar na redução do abuso da bebida seria retirar esse apelo público que a TV mostra de minuto a minuto. Isso tem um impacto muito grande, porque vai contaminando o inconsciente coletivo de tal forma que a pessoa está em qualquer lugar e precisa estar acompanhada de bebida”, afirma.

O psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Angelo Campana, destaca que os esforços para prevenção ao alcoolismo estão focados nos jovens, com campanhas nas escolas. “Nosso grande esforço é tentar uma cultura em que os jovens comecem a beber mais tarde, depois dos 18 anos. E se for depois dos 21, melhor ainda, porque é quando o cérebro completa sua formação e o impacto do álcool é menor”, explica.


Sem cura, solução é ficar longe

Uma vez alcoólico, sempre alcoólico. A expressão que pesa como uma sentença é a definição sintética do impacto contínuo do alcoolismo que, conforme o psiquiatra e diretor secretário da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Cláudio Meneghello Martins, é uma doença com o efeito “vela”. “Podemos pensar que a vela queima até a metade e, se eu apagar e acender de novo a chama, ela vai continuar queimando a partir do ponto em que parou. É assim no alcoolismo, quando a pessoa fica em abstinência e volta a beber, ela retoma de onde parou, não há reconstituição”, detalha.

Sendo assim, um alcoólico que deixa de beber é chamado de “alcoólico em abstinência”. “Isso acontece porque o corpo fica com essa memória biológica. A doença já instalada vai permanecer e acompanha a pessoa pela vida. A única solução é manter sempre esse controle”, explica o psiquiatra.

Outro passo difícil na caminhada de recuperação é restabelecer os laços quebrados no tempo em que se fazia o consumo excessivo do álcool. Conforme o psicólogo do Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP) Eduardo Wunsch, é muito comum que existam rompimentos profundos nas relações familiares, laborais e sociais decorrentes do alcoolismo. “Os problemas relacionados ao uso de álcool normalmente exercem profundos efeitos sobre a família do bebedor. Em geral, o cônjuge e os filhos são os que mais sofrem as consequências da situação”, aponta.

Ele ressalta que o processo de reconstrução dos laços entre o alcoólico em abstinência e a família é lento. “A pessoa que parou de beber precisa entender que seus familiares necessitam de um tempo para se assegurarem desta nova situação. Para ajudar neste processo, é interessante a mediação de um profissional que atue na área de psicoterapia familiar”, sugere.

Distância da bebida

Conforme o psiquiatra Cláudio Meneghello Martins, quem sofre de alcoolismo pode até tentar beber um cálice apenas, mas não vai conseguir controlar o efeito posterior. “O primeiro gole dará um start no corpo para se continuar bebendo. O que se preconiza é que a pessoa não faça uso desse primeiro gole, porque ele vai estimular novamente o sistema nervoso central e vai demandar cada vez mais a necessidade do álcool”, afirma.

Ele esclarece ainda que, apesar da predisposição genética, não é todo bebedor que vai desenvolver a doença. “Quem tem histórico de algum alcoólico na família tem 30% a mais de chance de desenvolver o alcoolismo. Às vezes isso não aparece num filho, mas surge em um neto e a a única maneira de prevenir é não fazendo uso do álcool”, reforça.

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