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Despedida

Corpo do ex-deputado Carlos Araújo é velado na Assembleia Legislativa

Ainda não há informações sobre o horário da cerimônia de cremação, que será reservada aos familiares de Araújo

TV Brasil/Reprodução
Carlos Araújo tinha 79 anos
O ex-deputado Carlos Araújo, que faleceu no início da madrugada deste sábado (12), aos 79 anos, em Porto Alegre, está sendo velado na Assembleia Legislativa do Estado. O ex-marido da ex-presidente Dilma Rousseff, era ativista e advogado trabalhista. Ele morreu em decorrência de doença pulmonar obstrutiva crônica. O corpo dele deve ser cremado.

Despedidas 

Durante todo o dia, políticos e amigos lamentaram a morte de Carlos Araújo. Em nota o ex-presidente Lula afirmou que "Carlos Araújo manteve durante toda a sua vida a coerência política e o compromisso com a defesa dos trabalhadores". O Partido dos Trabalhadores (PT) também publicou uma nota em homenagem ao ativista lembrando que  ele foi "companheiro da ex-presidenta Dilma por mais de 20 anos, com quem lutou lado a lado contra ditadura militar".

Pelas redes sociais, o senador Paulo Paim afirmou que Araújo era "um extraordinário amigo e companheiro de longas jornadas".

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, se manifestou dizendo que "Carlos Araújo deixa um legado à democracia que permanecerá na memória dos gaúchos".

Já durante o velório, na noite deste sábado, Dilma fez um pronunciamento falando sobre o ex-marido e companheiro político. “O Carlos viveu intensamente e quis que todos tivessem condições de viver intensamente a sua própria vida. Ele via o mundo sempre de uma forma um pouquinho melhor do que o mundo era, o que ajudou muito a sua capacidade de resistir”, afirmou a ex-presidente.

Histórico

Carlos Franklin Paixão Araújo começou cedo na militância política. Na adolescência, participou da Juventude Comunista e, no final dos anos 60, integrou o comando de uma organização armada contra o regime militar. Naquele período amargou a prisão política, tentando o suicídio para não entregar os companheiros na tortura. Também nessa época ele conheceu a ex-presidente Dilma Rousseff, com que foi casado por mais de 20 anos. Apesar do fim do casamento, Araújo e Dilma permaneceram amigos e costumavam se encontrar quando a ex-presidente visitava a Capital gaúcha. Com Dilma, teve uma filha, Ana Paula, que lhes deu dois netos, Guilherme e Gabriel.

  • Corpo de ex-deputado foi coberto com uma bandeira do Brasil e outra do PDT, sigla por qual ele foi deputado estadual na década de 1980
    Foto: Caco Argemi/Assembleia Legislativa
  • Amigos e parentes compareceram à Assembleia
    Foto: Caco Argemi/Assembleia Legislativa
  • Dilma Rousseff esteve presente junto com outros políticos
    Foto: Caco Argemi/Assembleia Legislativa
  • Corpo de Carlos Araújo chegou a Assembleia na tarde deste sábado (12)
    Foto: Caco Argemi/Assembleia Legislativa

Entre 1983 e 1995 exerceu consecutivamente três mandatos como deputado estadual pelo PDT, partido que ajudou a fundar. Na elaboração da Constituinte Estadual de 1989, atuou como relator adjunto do texto final e como relator da Comissão Temática de Educação, Cultura, Desporto, Ciência, Tecnologia e Turismo.

Em sua primeira eleição, em 1982, obteve 30.717 votos. Dentro das atividades desenvolvidas na 46ª Legislatura estão as participações nas comissões de saúde, trabalho e Bem-Estar Social, Comissão de Direitos Humanos, Segurança Social e Defesa do Consumidor, Estudos Municipais, de Defesa do Meio Ambiente e Educação e Cultura. Em 1983 foi designado Relator da Comissão Especial para proceder a análise e apreciação da situação das famílias desalojadas das áreas de suas propriedades, desapropriadas quando da construção da Usina Hidrelétrica do Passo Real. No mesmo ano foi o relator da a Comissão Parlamentar Especial para Política de Emprego e Salário e integrou a comissão especial para Examinar a Questão da Mulher e o Menor no Rio Grande do Sul.

Constituinte

Carlos Araújo foi muito atuante na elaboração da Constituição Estadual, finalizada em 1989. Foi designado membro da Comissão de Sistematização e relator da Comissão Temática de Educação, Cultura, Desporto, Ciência, Tecnologia e Turismo. Antes, em 1988, foi eleito vice-presidente da Comissão da Constituinte. O deputado trabalhista defendeu, entre outras iniciativas, a aplicação de 35% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino público.

Por ter participado da Assembleia Constituinte gaúcha, dividiu com seus colegas o prêmio Springer por um Rio Grande Maior. Vinte anos após, em 2009, foi um dos ex-parlamentares que recebeu do Legislativo gaúcho a medalha do Mérito Farroupilha em reconhecimento aos relevantes serviços prestados por todos os deputados constituintes.


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