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Modos de ser e estar
reparar, cotidiano, ipê

Ipês amarelos

como conseguir resistir e construir alternativas de caminhos menos cinzentos? Como traçar linhas de fuga para enxergar mais colorido? Nem só de enfrentamentos tristes são constituídos os trajetos (e afetos).

A violência dos choques cotidianos assusta cada vez mais. A insegurança nas cidades, a intolerância das pessoas, a agressividade no trânsito, a injustiça do desemprego, a impunidade na política, a crueldade da pobreza e da fome provocam uma espécie de abalo sísmico diário que vai deixando de estremecer e faz com que as pessoas se acostumem e se familiarizem com esta selvageria sem conseguir lidar com os solavancos. Aos poucos, estas ocorrências se naturalizam e se transformam em rotinas que tomam conta dos novos modos de viver contemporâneos.
A tentativa de elaboração destes acontecimentos exige esforços constantes. Afinal, as trombadas geralmente não permitem o tempo necessário para assimilar seus impactos. São embates que provocam olhares atormentados em percursos que se tornam cada vez mais empobrecidos e fragilizantes. Enfraquecidos, vivemos a beira de um esgotamento que retira o vigor necessário para uma vida decente. Não vivemos, apenas sobrevivemos.
Então, como conseguir resistir e construir alternativas de caminhos menos cinzentos? Como traçar linhas de fuga para enxergar mais colorido? Nem só de enfrentamentos tristes são constituídos os trajetos (e afetos). Nesta época de primavera precoce, os ipês florescem embelezando nossos percursos diários. Um ipê amarelo é capaz de abalar a quem, não apenas passar por ele, mas se deixar afetar por seu caloroso e resplandecente dourado. De cor vibrante, pode sacudir a poeira do vivente que o repara. Como diz o mestre Saramago, “se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”.
Reparar é parar. Parar. E parar novamente. Quantas vezes forem necessárias para contemplar a beleza do que está vivo e vibra. Do que nos faz viver e do que amarelamente nos desperta como o sol numa manhã que faz abrir os olhos para a vida.


Modos de ser e estar

por Patrícia Spindler
modosdeser@sinos.net

É psicóloga, mestre em psicologia social pela UFRGS e trabalha com psicologia clínica, ou seja, psicoterapia. Segundo a blogueira, ela gosta muito de escrever. E diz que "gostar não significa que eu me sinta assim tão à vontade, ainda mais no meio de tanto jornalista e publicitário". Mas é por este blog Modos de Ser e Estar que este gostinho vai ganhando um tempo e um espaço para poder acontecer. E é da vida que Patrícia também falará aqui, abrindo espaço a todos os internautas que quiserem interagir. Desta maneira contemporânea de viver que é tão complexa e ao mesmo tempo, intensa. Portanto, a aventura aqui, para ela, é se lançar a pensar, trocar idéias, escrever e comentar sobre as diversas maneiras de ser e de se comportar que as pessoas vão assumindo no decorrer das suas vidas ou por toda esta jornada.

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