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Poder de 10 a 20 vezes maior

Bomba é a mais poderosa já testada pela Coreia do Norte

Provável artefato termonuclear provocou terremoto de magnitude 6,3 na região da explosão

KCNA/AFP
Esta fotografia sem data foi divulgada pela Agência Oficial de Notícias da Coreia do Norte
A provável bomba de hidrogênio detonada pela Coreia do Norte neste fim de semana foi a mais poderosa já testada pelo país asiático até agora. Em janeiro do ano passado, a Coreia do Norte já havia testado o que disse ser um artefato do tipo, também conhecido como termonuclear, mas especialistas afirmaram que os sinais da explosão, em especial os tremores de terra sentidos na região, eram mais compatíveis com os de provas anteriores de bombas atômicas "comuns" pelo país.

Então, os especialistas disseram que a bomba possivelmente era apenas uma versão "melhorada" dos artefatos de fissão, em que seu combustível é "temperado" com deutério e trítio para aumentar ou manter sua capacidade destrutiva, ao mesmo tempo em que possibilita reduzir o tamanho da arma, mas não há uma chamada "detonação em dois estágios".

Desta vez, no entanto, o Serviço Geológico dos EUA (USGS) informou que a explosão provocou um terremoto de magnitude 6,3 na região, o que, para os especialistas, é uma forte evidência de que a Coreia do Norte desenvolveu ou está em vias de fabricar uma bomba de hidrogênio. A suspeita foi confirmada por um oficial de inteligência americano à agência de notícias Reuters, à qual afirmou não haver dúvidas de que o país asiático testou um "avançado aparato nuclear".

Autoridades da Coreia do Sul e do Japão foram na mesma linha. Segundo eles, os tremores de terra indicam que a bomba deste fim de semana é pelos menos cerca de dez vezes mais poderosa do que a detonada no ano passado. "O poder dela é dez ou 20 vezes ou até mesmo mais do que as anteriores" disse Kune Y. Suh, professor da engenharia nuclear na Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul. "Esta escala está num nível em que qualquer um pode dizer que se tratou de um teste de uma bomba de hidrogênio."

As bombas atômicas "comuns" funcionam a partir da fissão (quebra) de átomos de urânio ou plutônio em elementos mais leves numa reação em cadeia. Já as bombas termonucleares obtêm grande parte de sua capacidade destrutiva da fusão de ligas de lítio com deutério e trítio, isótopos mais pesados do hidrogênio, para produzir hélio, num processo similar ao que acontece em estrelas como o Sol.

Assim, para detonar uma bomba de hidrogênio, é preciso recriar as condições extremas de temperatura e pressão encontradas no interior de estrelas. E, para isso, se usam justamente bombas atômicas convencionais, num processo em dois estágios, em que sua explosão serve como gatilho para a fusão dos isótopos de hidrogênio, o que faz com que também sejam chamadas de armas termonucleares.

Desta forma, numa bomba atômica "comum", a força da explosão pode chegar ao equivalente a poucas dezenas de milhares de toneladas de TNT (kilotons). Já nas "melhoradas", ela sobe para mais de 50 kilotons, enquanto nas bombas de hidrogênio teoricamente não há um limite. A maior já detonada, pela antiga União Soviética em 1961, atingiu estimados 50 mil kilotons, ou 50 megatons, com uma estratégia de três estágios, dois deles de material fundível.


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