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Nathalia Cadó

Uma espera que não respondemos

Leia artigo de Nathalia Cadó

Nathalia CadóNathalia Cadó é estudante de Letras e blogueira do Jornal NH - www.jornalnh.com.br


Já li histórias dos mais diversos tipos. Li romances, poesias, contos, quadrinhos, teatro... Cada uma com um enredo, de início, meio e fim. Mas não é tudo. Faz poucos dias que fui presenteada com uma história que é contada através de cartas – e que palavras lindas eu li. Histórias por cartas eu jamais tinha lido ou imaginado ler. Ganhei um livro que foi lançado recentemente, onde finalmente, depois de tantos anos, publicaram correspondências compartilhadas entre dois escritores que tenho uma admiração enorme: José Saramago e Jorge Amado. Ganhar este livro, descobrir essa amizade, ler entre cartas: tudo uma surpresa que me encantou.

A carta é um recurso que não usamos mais, a não ser em ocasiões muito singulares e especiais. Na leitura do livro, vi que essa troca, muitas vezes, demorava dois, três meses para ter resposta. É tão contrário em relação às tantas mensagens que recebemos hoje em dia: uma amizade entre cartas é construída em meses, anos... enquanto hoje exigimos tudo em menos tempo. Se um dia as tecnologias não dessem mais certo, nem celular, nem e-mail, entraríamos todos em depressão. Não sabemos mais esperar respostas, e nem esperar para responder.

Acredito também que, no tempo em que se escreviam cartas e esperavam semanas e meses para que chegassem, o cuidado com as palavras era muito maior. A escolha delas, a beleza. Hoje, na pressa em que temos para enviar e receber qualquer frase, mal pensamos no que escrevemos. E, em momentos de muita emoção, euforia, correria, fúria, nem controlamos o que dizemos. Hoje brigamos e nos estressamos muito mais do que antes, onde demorávamos dias para receber o recado de alguém. Estamos poluídos de tantas pessoas falando ao mesmo tempo. Hoje, é totalmente impossível se esconder. A que ponto chegamos. Não respeitamos mais o nosso silêncio e o dos outros.


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