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Lomba Grande

Vítimas encontradas esquartejadas são crianças com idades entre 8 e 12 anos, diz Polícia

Investigação ainda precisa identificação; motivação e autor permanecem desconhecidos

Polícia Civil
Partes dos corpos foram encontradas dentro de sacos plásticos abandonado em matagal
A Polícia Civil acredita que as vítimas esquartejadas localizadas em Lomba Grande na última segunda-feira sejam duas crianças. O menino teria idade aproximada de 8 ou 9 anos e a menina em torno de 10 a 12 anos. O delegado de Homicídios de Novo Hamburgo, Rogério Baggio, agora guarda do Instituto-Geral de Perícias (IGP) a confirmação da identificação das vítimas." Não descartamos nada no momento e acredito que é uma questão de tempo para encontrar os nomes das vítimas”, destaca.

Baggio também afirma que foi feita uma primeira varredura pelo IGP no sistema que analisa as digitais, mas que ainda não foi encontrado um padrão correspondente para as vítimas. “O IGP fará nova tentativa de buscar a identificação, mas não ficaremos só no aguardo. Já pedimos o padrão dessas impressões digitais para solicitar à Polícia Federal e aos institutos de identificação dos outros estados uma busca, pois as vítimas podem ser de outro estado."

A análise do DNA solicitada ao IGP também dirá se as partes localizadas dentro das sacolas plásticas pertencem realmente às duas vítimas, além de verificar se há algum grau de parentesco entre elas. As cabeças e outras partes dos corpos ainda não foram encontradas.

Baggio destaca que todas as ocorrências envolvendo desaparecidos na cidade e na região com características semelhantes às vítimas estão sendo analisadas. “Estamos monitorando tudo porque recebemos várias ocorrências de desaparecidos, analisando os conjuntos de mulher e criança ou duas crianças, mas também os casos isolados, pois pode ser que uma vítima não tenha relação com a outra”, ressalta.

A Polícia Civil ainda notificou as escolas da cidade para que informem às autoridades casos de alunos ausentes das aulas há vários dias. “Todos os esforços têm sido feitos. Crimes contra criança mexem com a gente, eu sou pai, esse caso tem sido nossa prioridade”, comenta o delegado.

Adriana Lima/GES-Especial
Titular da Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, Rogério Baggio

Crimes brutais

Caso semelhante ao de Lomba Grande foi registrado na manhã de quarta-feira, dia 6, em Caxias do Sul. Partes do corpo de uma mulher foram encontrados às margens da Barragem da Maestra, quando um funcionário da companhia de água e esgoto monitorava a qualidade da água. “Não acredito, embora não descarte, que haja ligação de um caso com o outro, pela forma como os corpos estavam fracionados. No caso de Novo Hamburgo, já sabemos que eles não foram mortos no local onde foram localizadas as partes e os cortes eram mais precisos, talvez até tenha sido usada uma serra”, conta Baggio.

O bárbaro crime, bem como os recentes episódios envolvendo muita crueldade na região, chamam a atenção dos agentes ao longo das investigações. “Os crimes no Rio Grande do Sul têm sido praticados com uma barbaridade assustadora e, no caso de esquartejamento, pode ter sido executado em vingança, com motivação passional ou mesmo estar ligado a um outro crime, por exemplo estupro, para que as vítimas não reconheçam o autor. Tudo está sendo analisado”, diz o delegado.

Com relação ao corpo de uma mulher encontrado queimado na tarde de quarta-feira (6) em Campo Bom, o delegado Baggio acredita que não há relação, pela forma diferente com que os crimes foram praticados. "De todo modo, não estamos descartando nenhuma hipótese", afirma.

Delegacia recebe denúncias pelo WhatsApp

Quem tiver informações sobre o desaparecimento de crianças nas idades apontadas pelo IGP pode contatar diretamente a Delegacia de Homicídios, pelo WhatsApp 51-98416-8902. O sigilo das denúncias será mantido. "Trata-se de duas crianças, de pele branca, um menino e uma menina. Não tem como as famílias ou conhecidos não darem pela falta deles. Por isso, pedimos que a população auxilie com informações de desaparecidos. O sigilo é garantido", diz o delegado.

Caixas de papelão eram de outro estado

Pelo estado de decomposição, a perícia apontou que as vítimas teriam sido executadas há cerca de dois dias, contados a partir da segunda-feira (4), quando foram localizados por um catador de papelão. Os vizinhos do local foram ouvidos mas relataram não ter visto movimentação no local. A câmera de vigilância mais próxima do matagal na Rua Porto das Tranqueiras, no Loteamento Integração, fica a dois quilômetros de distância.

Os pedaços dos corpos das crianças estavam dentro de sacolas plásticas acondicionadas em caixas de papelão de uma marca de sabão em pó. Conforme Baggio, a empresa foi contatada pela investigação e afirmou que não possui clientes na região Sul do país. "É possível que o agressor tenha vindo de outro estado e trazido as caixas na sua mudança", relata.


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