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Ivoti

Advogados de Maria de Lourdes aguardam publicação da cassação

Prefeita participou de reunião na manhã desta sexta-feira e voltou a comandar o Executivo durante a tarde

Bianca Dilly/GES-Especial
À tarde, Maria de Lourdes voltou a comandar a Prefeitura

Após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na última quarta-feira (6) em sessão que definiu por unanimidade o afastamento imediato da prefeita de Ivoti, Maria de Lourdes Bauermann (PP), por abuso de poder político, seus advogados de defesa aguardam a publicação do acórdão de cassação no Diário Oficial Eletrônico (DOE). Assim que isso acontecer, na próxima semana, os profissionais pretendem emitir um pedido cautelar de efeito suspensivo, que interrompe momentaneamente o cumprimento do veredito. Até agora, o documento foi assinado durante a sessão de julgamento, e a justiça local, por meio da 118ª Zona Eleitoral, de Estância Velha, notificada por e-mail sobre o parecer, porém o município estanciense realizava feriado de emancipação ontem. Além da cassação, a votação determinou a inelegibilidade eleitoral de oito anos e multa de R$20 mil para a política. Maria de Lourdes não se pronunciou sobre o caso ao Jornal NH.

Ao mesmo tempo em que os advogados da prefeita aguardam para pedir o efeito suspensivo, também já pensam no recurso da sentença que será enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Toda a equipe está focada no recurso. A defesa discorda do julgamento e do enquadramento jurídico dado ao caso e irá recorrer ao TSE, ao mesmo em que pedirá ao TRE que suspenda os efeitos de sua decisão até o último recurso”, sublinha Marcos Eberhardt. O processo foi iniciado em 2016 por duas partes – o Ministério Público e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Ivoti. Ambos testemunharam que Maria de Lourdes comandava um esquema de furar a fila no Sistema Único de Saúde (SUS), para consultas, cirurgias e exames, visando conseguir votos.

O dia da prefeita cassada

Primeiro dia útil após ter seu mandato cassado, a sexta-feira foi de muitos compromissos para a prefeita de Ivoti. Enquanto aguarda a publicação do acórdão, ela continua podendo exercer suas atribuições na administração municipal. Contudo, a atividade que abriu a agenda da Maria de Lourdes foi uma reunião com seus advogados na parte da manhã, em Porto Alegre.

Durante a tarde, a prefeita voltou ao seu gabinete. “Mostramos o recurso para ela de manhã. O restante do dia dela foi na prefeitura. Ela vai continuar normalmente na administração até que uma nova repercussão prática ocorra”, descreve Eberhardt. Os demais colaboradores municipais também cumpriram a programação habitual do dia, já que Ivoti não estipulou ponto facultativo.

Clima em Ivoti

Na cidade, a decisão da cassação está dividindo opiniões. À medida que alguns moradores apoiam o julgamento do TRE, outros permanecem ao lado de Maria de Lourdes. “Eu acho que foi errado o que ela fez. Os políticos estão acostumados a fazer coisas erradas, agora vão ter que aprender. Está na hora de andarem na linha. As pessoas tem que ver a corrupção. Essa, mesmo que pequena, também foi corrupção”, opina a costureira Loreni Oesterreich, 49 anos.

A dona de casa Luciane Feijó, 49, discorda. “O povo está todo revoltado. Essa decisão não está certa. Poderiam cobrar multa dela, no máximo, porque a Maria faz tudo por nós. Ela é humanitária. O que estão fazendo é uma injustiça”, diz. 

Um grupo de pessoas está organizando uma caminhada em prol da prefeita no domingo (10), a partir das 9h30, na Avenida Presidente Lucena, no Centro de Ivoti.

Presidente da Câmara de Vereadores pode assumir

Milton Mayer (PSB), vice-prefeito, também foi cassado pelo julgamento do TRE, mas não se tornou inelegível. Caso o pedido de efeito suspensivo não seja confirmado, quem assume o poder na cidade será o presidente da Câmara de Veradores, Satoshi Suzuki (PP), que ressalta que não gostaria que isso acontecesse. “Eu preferia que as coisas continuassem com ela, porque com essa gestão elas estão andando para a frente. Esse é meu desejo. Aguardo que ela fique no poder”, afirma. Se assumir provisoriamente, Suzuki garante que não haverá grandes mudanças. “Só vou pilotar o que já está em desenvolvimento. Todos os eventos e atividades já estão encaminhados, não vou mexer em nada. O secretariado não será mexido. Vamos oferecer estabilidade, harmonia e segurança para quem está trabalhando”, destaca, e acrescenta que, se necessário, consultará Maria de Lourdes em suas decisões. “Querendo ou não, ela é uma liderança política forte e tem pensamentos e ideias que valem muito para a nossa população. Ela tem que continuar colaborando, porque as pessoas respeitam e confiam nela. Vou considerar tudo o que se conversa e fala”, conclui.

Eleições

Novas eleições devem ser chamadas se o efeito suspensivo da decisão for negado. Nessa situação, a estimativa do presidente do TRE, desembargador Carlos Marchionatti, é de que a ação prossiga até a segunda quinzena de novembro ou início de dezembro, com votação no município.


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