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Mapa do emprego

Pela primeira vez no ano, comércio volta a contratar na região

Dados do Ministério do Trabalho mostram que julho teve saldo positivo, o primeiro do ano

Pela primeira vez neste ano, o comércio fechou o mês com saldo positivo na geração de emprego na região. Depois de seis meses demitindo mais do que contratando, os lojistas conseguiram gerar 301 novos postos de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor com melhor desempenho na região ainda é o da indústria da transformação, que desde o início do ano tem gerado emprego, mas o comércio, que é o último na cadeia produtiva a se recuperar em crises, também já começa a indicar sinais de melhora, embora o saldo desde janeiro ainda seja negativo. Entre 44 cidades dos vales do Sinos, Caí, Paranhana e partes da Serra e do Litoral Norte, 28 delas tiveram saldo positivo no emprego no comércio, 12 apresentaram saldo negativo e quatro ficaram no zero (quadro quase igual no emprego em geral).

Novo Hamburgo não está entre os geradores de emprego no comércio, mas julho teve o menor saldo negativo. “A palavra que se deve usar hoje é que está ‘despiorando’. Não está um mar de rosas, mas estamos em uma ‘despiora’ de toda situação, tanto em projeção de vendas quanto de contratações”, destaca o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Novo Hamburgo (Sindilojas-NH), Remi Scheffler.

AVALIAÇÃO

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH), Gilberto Kasper, avalia este primeiro semestre como de adequação. “O início do ano é tradicionalmente um período de muitas despesas, como IPVA, rematrícula, material escolar, férias, entre outras. Em função dessas despesas, existe uma retração no consumo, por isso algumas empresas precisam diminuir o quadro de funcionários”, diz.

GES-Arquivo
Natal deve aquecer a contratação de temporários no comércio

Expectativa positiva para o final do ano

O comércio aposta também nas contratações temporárias. De acordo com pesquisa da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), o número de temporários para este segundo semestre de 2017 deve ser maior que o ano passado, com aumento em 5.2%. E cerca de 53% dos varejistas pretendem contratar funcionários temporários para este segundo semestre, incluindo o Natal, para o qual projetam um aumento nas vendas entre 3,8% a 5%.

Para o presidente da CDL-NH, Gilberto Kasper, o comércio em Novo Hamburgo deve ter cerca de 10% a mais de contratações emergenciais este ano. “Novas contratações já começaram a ocorrer e são maiores do que as demissões. A expectativa também é de aumento nas vagas temporárias, cerca de 10% a mais do que no mesmo período do ano passado”, enfatiza.

Resultado de Novo Hamburgo no ano

O clima otimista verificado entre os dirigentes sindicais, inclusive de trabalhadores, se justifica. Afinal, o mês de julho foi o que apresentou o menor saldo negativo no emprego para o setor: as demissões venceram as contratações por apenas dois postos de trabalho. O saldo no ano ainda é alto: 347 pontos de emprego fechados, mas os saldos de demissões vêm caindo mês a mês.

O pior mês para o emprego no comércio hamburguense neste ano foi janeiro, quando 150 postos de trabalho foram fechados. De lá para cá, o resultado vem diminuindo: foram 95 negativos em fevereiro; outros 15 negativos em março; 58 em abril; sete em maio e outros cinco em junho. “A CDL NH percebe que o momento é de retomada no consumo do comércio da cidade”, atesta Gilberto Kasper.

Trabalhadores citam supermercados

Segundo a presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Novo Hamburgo (que abrange também Campo Bom, Ivoti, Estância Velha e Dois Irmãos), Maria Cristina Mendes, muitas vezes é o profissional que escolhe deixar o comércio, principalmente no setor de hipermercados e mercados. “Pelo sindicato passam as rescisões dos funcionários e percebemos que elas vêm diminuindo”, enfatiza.

“O pessoal que trabalha nos supermercados não é específico, não tem qualificação, e o supermercado, por exemplo, é a porta de entrada. Hoje, o salário e o horário competem muito com a indústria. Quando dá o aquecimento na indústria, o pessoal migra com maior facilidade. Março, que é um mês de contratações, nos surpreendeu, tivemos cerca de 500 rescisões. Em julho foram 389”, conta. A diferença com as contratações é que dá o resultado apresentado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Confira o ranking completo do emprego no comércio da região


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