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Iniciativa

Projeto de estudantes para criar pracinhas inclusivas pode virar lei em Campo Bom

Brincar para Incluir, de autoria de estudantes de ensino médio, prevê a adaptação das áreas de lazer para crianças na cidade


Buscando a inclusão de crianças com deficiência em praças e playgrounds da cidade, estudantes de Campo Bom desenvolveram um projeto para que estes locais recebam brinquedos adaptados. A ideia é da Emanuelle Trott, Daniele Zanatta Machado e do William Lemmertz, todos com 17 anos e alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Santa Teresinha.

“Tenho uma prima de quatro anos que é cadeirante. Eu a via observar outras crianças brincando e pensei que seria muito bom se tivesse brinquedos inclusivos. Observamos que temos muitas praças, mas nenhuma com acessibilidade e o mesmo acontece na região”, conta Emanuelle. A iniciativa surgiu em março deste ano quando o grupo se preparava para a Feira de Iniciação Científica da escola (FIC). “Estávamos sem esperança, pensamos em no máximo tirar o terceiro lugar. Achamos que ninguém daria muito bola para nosso tema. Mas tiramos o primeiro lugar. Foi muito legal, até porque fizemos o projeto para que os brinquedos realmente possam ser implantados”, diz Daniele.

Juliana Nunes/GES-Especial
Projeto prevê acessibilidade em pracinhas de Campo Bom
A iniciativa ganhou força na semana passada quando requerimento do vereador e presidente da Câmara de Vereadores, Maximiliano Messias de Souza, foi aprovado por unanimidade. No documento, encaminhado ao Executivo, é solicitado a viabilidade do projeto Brincar para Incluir, que prevê a adaptação das áreas de lazer em Campo Bom. “É um trabalho da comunidade com apoio do Legislativo para chamar a atenção do Executivo. Nós, do Legislativo, poderemos contribuir prevendo o orçamento na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na lei orçamentária anual. Precisamos dar a real importância para que o projeto possa ser aplicado já no ano que vem”, afirma Souza.

Para o prefeito Luciano Orsi, é importante ampliar as áreas com acessibilidade na cidade, incluindo a adaptação de brinquedos de praças e áreas de lazer no município para garantir acessibilidade plena para crianças com deficiência física e mobilidade reduzida. "É louvável a iniciativa dos alunos do Colégio Santa Teresinha com o projeto ‘Brincar para Incluir’. A proposta que recebemos da Câmara de Vereadores deve ser discutida e as adaptações necessárias estudadas, visando sempre garantir uma maior acessibilidade para nossas crianças. Nesse sentido, a Secretaria de Obras tem tido um esforço efetivo desde o início do ano, utilizando equipe e recursos próprios, revitalizando as pracinhas da cidade, pois o nosso intuito é que todos possam aproveitar estes espaços públicos".


Com o projeto Brincar para Incluir as pracinhas passam a ter algumas adaptações em brinquedos comuns para que possam ser utilizados por crianças com deficiência. “Estamos falando de balanços, de gira-gira, brinquedos que tenham esta adaptação, mas que as crianças possam usar interagindo com outras. É para incluir mesmo, não queremos praças somente com brinquedos adaptados, queremos que elas dividam estes espaços. Como eles serão feitos, aí isso será com a empresa contratada e com a prefeitura. Mas na nossa pesquisa vimos que é possível”, explica Danielle.

A pesquisa, que tem como orientadora a professora Fabriela Mengue, rendeu também credencial para feira científica em Lima, no Peru, que ocorre entre os dias 20 e 24 de novembro. “Estamos bem ansiosos, vai ser muito bom ter contato com projetos de outros países”, relata William.

E tudo é acompanhado de perto pela diretora do Santa Teresinha, Carla Juliana Monaco. “É muito gratificante, venho da diretoria de um espaço inclusivo e já fui entrevistada pela Emanuelle sobre o tema há dois anos. Eles estão plantando uma sementinha. Precisamos de mais acessibilidade e inclusão”, destaca Carla.


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