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Encontros no NAP

Filosofia também pode ser exercício cotidiano

Baseado em série disponível na Netflix, professor incentiva reflexões além do universo acadêmico

Divulgação/Divulgação/Netflix
Série relaciona ideias de filósofos e pensadores com questionamentos presentes no cotidiano

Qual o sentido da vida? O que é normal? O que é ético? O que é justo? Questionamentos como esses fazem parte da Filosofia e, embora possam parecer restritos ao mundo acadêmico, estão presentes no dia a dia de qualquer pessoa. Ou você nunca pensou se alguma atitude que tomou foi certa ou errada? De origem grega, a palavra filosofia significa “amor à sabedoria”. Na prática, é a reflexão sobre a existência humana, o saber, a verdade, os valores morais. “Ajuda a compreender do que o mundo é feito, quais as melhores opções a tomar. Me parece essencial neste momento em que nós temos posições tão radicais. Alguns autores indicam que o ódio, os radicalismos estão baseados em ações que não passaram por um processo de reflexão”, comenta Luis Alexandre Cerveira, doutor em História com ênfase em Antropologia pela Unisinos e Universidade de Sevilla, na Espanha, e professor da Faculdade IENH, de Novo Hamburgo.


Gabriela da Silva/GES-Especial
Luis Alexandre Cerveira, doutor em História com ênfase em Antropologia e professor da Faculdade IENH
A relação entre as ideias de filósofos e pensadores com questionamentos presentes no cotidiano é o foco da série catalã Merlí, disponível na plataforma de streaming Netflix desde dezembro do ano passado.

A comédia dramática se passa em Barcelona e é protagonizada pelo professor de Filosofia Merlí Bergeron (Francesc Orella). Ele é chamado para lecionar a adolescentes e, logo no início, batiza seus alunos como “peripatéticos”, como eram chamados os aprendizes de Aristóteles.

Na sequência, cada episódio tem um filósofo ou pensador como tema para as histórias retratadas, como Platão, Maquiavel, Sócrates, Schopenhauer, Foucalt, Epicuro, Nietzsche. A partir das aulas, se revelam conexões com problemas vivenciados em casa e na escola pelos estudantes. “Os personagens aparecem como um recorte da realidade. A série mostra como a filosofia nos ajuda a refletir sobre algumas questões. É pensar a filosofia mais como ferramenta para a vida do que como disciplina para meios acadêmicos”, comenta Cerveira.

Contradições

As contradições do ser humano aparecem bastante no comportamento do protagonista da série, o professor Merlí. Enquanto tem a admiração da maior parte dos alunos, causa incômodo aos colegas de trabalho e ao diretor da escola por seus métodos de ensino pouco convencionais. “Ele é humano. Às vezes tem atitudes que são boas, às vezes não”, observa Cerveira. No episódio que fala sobre Maquiavel, por exemplo, o professor questiona os alunos se os fins justificam os meios e provoca reflexões morais. Mas, neste mesmo capítulo, Merlí rouba a cópia de uma prova para ajudar o filho em outra disciplina. Sua atitude foi ética? Moral? “É um roteiro que parte da ideia dos filósofos sem ser óbvio ou pedante”, acrescenta o doutor em História.

Série de encontros no NAP quer provocar o público

A série é gravada em Barcelona, mas fala de realidades vivenciadas por pessoas de qualquer outro lugar do mundo. Assim como faz a produção catalã, abordar a aplicação de conceitos filosóficos no dia a dia é a ideia do Provocações contemporâneas: Merlí por Cerveira. A partir do dia 19 de setembro, o professor Cerveira estará à frente de uma série de encontros que ocorrem no Núcleo de Atendimento Psicológico (NAP), de Novo Hamburgo. Em cada dia, será exibido um episódio da série. “A partir disso, as pessoas serão provocadas por mim a fazer reflexões sobre o tema apresentado. Além disso, vamos abordar também o contexto histórico em que viveram cada um dos filósofos e pensadores para entender a realidade deles”, descreve Cerveira. Serão 13 encontros, abertos ao público em geral, sempre às terças-feiras, das 19h30 às 21 horas, na sede do NAP, na Avenida Coronel Frederico Linck, 1.170. O investimento é de R$ 30 por encontro. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail contato@napvs.com.br ou pelo telefone (51) 3035-3606.


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