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Mauro Blankenheim

Com licença, Poética

"Meu amor cívico não vai se esvair. Nem mesmo diminuir"
08/10/2017 06:15

Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Grande Pátria desimportante, ao longo das décadas fico procurando uma palavra que possa te definir, não, não vou te trair, prometeu o compositor Cazuza numa pensada obtusa. Apenas deixar de me iludir. Prescindir. Nem mesmo cogito sair. No máximo, ir. Mas indefeso, de volta vais me atrair. Se for para decidir, por ti, prefiro nunca partir.

Meu amor cívico não vai se esvair. Nem mesmo diminuir. Serei teu até... Desistir sem sentir. Te seguir sem perseguir. De força me munir. Não canso de repetir. Solo fértil para me retribuir. E consentir. Jamais dividir. Consumir. Não fugir.

Invadir? Quem sabe, possuir. Denegrir? Não, luzir. Mais do que coincidir. Colidir? Pedir. Emergir. Remir. De promessas te cobrir. Te eximir. Mas não mais reprimir. Definitivamente, emitir. Diluir. Comprimir. Se imperativo, explodir. Expelir.

Sem reduzir. Reconduzir. Imprimir a energia que restou. Coibir sem preterir.

Seduzir. Evoluir tanto quanto possível, sem mentir. Existir, de fato. Resumir tuas mazelas. Evadir, não. Evadir-se, de jeito nenhum. Cair, então, sem chance. Bulir com teus brios. Transgredir se for preciso, até ruir. Um lugar para progredir. Eclodir. Sacudir! Exigir? Até quando prosseguir?

Definitivamente, permitir. Sem dormir. Compelir. Incutir. Despedir. Deglutir. Engolir.

Competir ainda? Convergir. Deduzir. Entregar-se sem medir. Reconstruir.

Somos um eterno Peter Pan. Massa de gente, mercado ambicionado pelas nações ricas. Explorada pela matriz. Onde todo mundo tem um celular que não pode pagar. E quase todo mundo tem um veículo que não pode pagar: um Chevette periguete. Um Prêmio abstêmio. Um Escort sem sorte. Uma Parati para ninguém.

Somos um gigante que não cresceu. Cujo plano de desenvolvimento estagnou. Esbarrou na corrupta manada. Que confusão, chega a dar saudade do batalhão. Minha pequena filha pergunta, o que aquela mulher estaria fazendo deitada, na calçada, se protegendo do frio da madrugada, com um tapete enrolada? Certamente não é persa, nem do avesso ou vice-versa. Sinto vergonha de ter chamado a cegonha. Que mancada! Vamos nessa toada. De que adianta fazer rima cansada? Nada! Pátria desrespeitada. Leite feito coalhada. Sofre calada. Haja goleada. Rima pobre prum assunto tão nobre? Desde que te dobre, diria um humanista. Desde que te sobre, falaria o economista. Desde que te cobre, exigiria um fiscal. Desde que soçobre, arremataria um catastrofista.

Vamos de Peter Pan ao Pequeno Príncipe. E nada pode ser mais verdadeiro do que tornar-se eternamente responsável por aquilo que cativas, diria Exupéry, um ano antes de fluir. Subir. Enfim, sumir.


Jornal NH
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