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Lava Jato

Presidente do Comitê Olímpico é preso por suspeita de fraude na escolha da Rio 2016

Carlos Arthur Nuzman foi encontrado em casa, na zona sul do Rio de Janeiro
05/10/2017 06:53 05/10/2017 06:56

Sebastian Feval/Sebastian Feval/AFP
Carlos Nuzman estava a frente do Comitê Rio 2016
Exato um mês após ter sido levado para depor e ter tido a casa vasculhada pela Polícia Federal, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, foi preso na Lava Jato. Ele é suspeito de participação em um esquema que teria comprado a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Nuzman foi preso em casa, na zona sul do Rio de Janeiro. A informação é da Globo News.

Os agentes também tentam cumprir mandado de prisão contra Leonardo Gryner, diretor-geral de operações do comitê Rio 2016.

Nuzman, que esteve à frente da candidatura da cidade, é suspeito de ter participado de forma ativa na rede de corrupção instalada no Comitê Olímpico Internacional (COI) e de ter agido como intermediário entre ambos os lados das negociações

Na França, uma investigação similar foi aberta pela Procuradoria Nacional Financeira (PNF), que trabalha com suspeitas de corrupção sobre a atribuição dos Jogos Olímpicos ao Rio de Janeiro, decidida por meio de votação dos membros do COI, em 2 de outubro de 2009 em Copenhague, em detrimento de Chicago, Madri e Tóquio.

Segundo documentos fornecidos pelo Tesouro americano à Justiça francesa, revelados pelo jornal Le Monde em março de 2017, uma empresa (Matlock Capital Group) que gerenciava os interesses do empresário brasileiro, Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur, depositou três dias antes da votação 1,5 milhão de dólares a uma companhia pertencente a Papa Massata Diack, filho do então chefe da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) e membro do COI Lamine Diack.

Com informações da AFP



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