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Um mês de mistério

Polícia suspeita que irmãos tenham sido mortos em ritual de magia negra

Primeiras partes dos corpos das duas crianças foram encontradas no dia 4 de setembro em estrada de Lomba Grande
04/10/2017 07:20 04/10/2017 08:21

Adriana Lima/GES-Especial
Partes dos corpos foram encontradas em estrada de Lomba Grande nos dias 4 e 18 de setembro
Na manhã de 4 de setembro, vinha à tona um crime jamais visto em Novo Hamburgo. Ao revirar o lixo à margem da Estrada Porto das Tranqueiras, no bairro Lomba Grande, um carroceiro avistou pedaços de corpos humanos cortados com a precisão de uma serra frigorífica. Eram duas crianças esquartejadas. Conforme a perícia, um menino entre 8 e 9 anos e uma garota de 10 a 12 anos. Um mês depois, a Polícia Civil ainda não faz ideia de quem sejam as vítimas, mas suspeita que, por trás do mistério, haja um ritual de magia negra. Em meio ao intrigante caso, ficam duas questões cruciais: Como pode ninguém dar falta de duas crianças? Quem e por que cometeria tamanha atrocidade?

O desafio da investigação aumenta na medida em que as cabeças são as únicas partes que não apareceram. “Elas permitiriam a reconstrução dos rostos, por meio dos recursos tecnológicos de que dispomos”, observa o delegado de Homicídios de Novo Hamburgo, Rogério Baggio Berbicz. Quando foram encontrados mais pedaços das crianças, no dia 18, a 400 metros do primeiro ponto, o delegado requisitou um cão farejador dos Bombeiros para varredura na área, na esperança de chegar às cabeças. A conclusão é que, propositalmente, elas foram ocultadas pelos assassinos. “Queremos muito descobrir quem são as crianças e quem fez essa barbaridade.”

Ficou um ambiente de medo na Lomba Grande. “Isso é coisa de filme de terror. É difícil acreditar que aconteceu aqui perto”, comenta uma moradora de 38 anos que pede para não ser identificada. Para o delegado, o lugar foi usado apenas como ponto de desova. “Temos muito a apurar, inclusive onde os homicídios ocorreram.”

Laudo da necropsia sai em 10 dias

Outra dúvida é se os restos mortais foram deixados no mesmo dia, já que a localização se deu no intervalo de duas semanas. “Um dos quesitos que fizemos à perícia é se foi tudo largado no mesmo momento, que é o que acreditamos, ou se partes foram conservadas para depois.” A resposta virá com o laudo da necropsia, que também apontará peso e altura aproximados das vítimas, entre outras características. Segundo o chefe de Gabinete do Instituto-Geral de Perícias, João Cardona, o laudo deve ser concluído em dez dias.

Vídeo mostra trabalho da Polícia no dia 18 de setembro, quando foram encontradas mais partes das crianças

Babalorixá condena sacrifício humano

A Polícia recebeu informações de que a barbárie teria sido praticada em terreiro de quimbanda, no Vale do Sinos, e apura as denúncias, que são anônimas. A reportagem do Jornal NH recebeu telefonemas, também sem identificação, que apontam para a mesma direção. Lideranças de religiões de matriz africana rechaçam a hipótese. “Não existe essa história de magia negra na umbanda, quimbanda e nação. Não existe essa história de assassinar crianças. Se alguém faz isso, não é religião de matriz africana. Fico em choque só de pensar nisso. Nós cultivamos a vida”, salienta o babalorixá Marcello D´Ògun Oniré, de São Leopoldo.

Ele observa que existem bons e maus líderes em todas as religiões. “Na nossa crença, são sacralizados apenas animais de corte, que servem para o consumo, como bode, galo e galinha.” Segundo o babalorixá, magia negra envolve práticas satanistas. “Já conversei com satanistas, que também abominam uso de humanos. Quem esquartejou as crianças é um doente mental que usa isso para botar a maldade para fora.”

Crianças esquartejadas Lomba Grande Irmãos

Crime passional e briga de facções são linhas remotas

A possibilidade de vingança por motivação passional é ainda apurada, mas considerada remota, assim como a linha de investigação sobre guerra entre facções.

Na primeira hipótese, se um padrasto matasse os enteados em represália contra a companheira, por exemplo, a mãe das vítimas procuraria a Polícia. “A não ser que a mãe também tenha sido vitimada e o corpo não encontrado ainda”, observa o delegado.

No caso de quadrilhas, o crime organizado costuma obedecer um “código de ética” que pune com rigor violência contra crianças. Por isso, seria improvável que uma facção cometesse brutalidade com um menino e uma menina para atingir algum grupo rival.

O delegado admite que ritual religioso é a linha mais plausível, mas acrescenta que nenhuma hipótese está descartada na investigação.

Como você pode ajudar

A Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo disponibiliza um telefone exclusivo para informações sobre o caso:
* WhatsApp (51) 98416-8902
* Também recebe denúncias no e-mail novohamburgo-dhpp@pc.rs.gov.br

Os contatos podem ser anônimos e o sigilo é garantido.



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