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Na Europa

Palácio pra se impressionar no Sul da Itália

Inspirado na obra de Versalhes, Reggia di Caserta está apenas a trinta minutos de Nápoles
22/10/2017 07:00

Samuel Bizachi/Especial
POR DENTRO: pátio interior do palácio

Está apenas a 24 quilômetros de Nápoles, na região da Campânia, sul da Itália, o maior palácio do solo italiano. Construído no estilo barroco, ele é inspirado na famosa obra de Versalhes, na França. Aliás, foi encomendado pelo rei Carlos VII para ser o centro administrativo do Reino de Nápoles e, ao mesmo tempo, competir em imponência com outros palácios reais europeus. O objetivo do rei era dotar a dinastia Bourbon-Duas Sicílias de uma residência à altura do Palácio de Versalhes. Se impressionou outros reis nos anos de 1700, não sabemos. Mas, hoje, é impossível não se impressionar ao desembarcar na estação de trem da pequena cidade de Caserta. O Reggia di Caserta, como se chama o palácio, fica ao lado, na área central do município, onde o turismo gira em torno do palácio, claro.
A obra fascinante do palácio foi construída num plano retangular, ocupando uma área de 47 mil metros quadrados, com cinco andares de altura, equivalente a 36 metros. Isso somente o palácio propriamente dito.
Na entrada principal, uma escadaria suntuosa já merece muitas fotos. Na sequência, chega-se a várias ante-salas e, depois, aos apartamentos. Todos espaços grandiosos e luxuosos. Mas a melhor visão é, quase sempre, a do teto dos aposentos. Em cada sala, há um exuberante trabalho em afresco. Aproveite para curtir cada detalhe. Os móveis também são uma atração à parte, especialmente as camas.
Além da exposição permanente, o museu recebe exposições itinerantes. Algumas delas misturando arte contemporânea e espaços clássicos do palácio. Outras trazem trabalhos de artistas importantes da Europa. Neste ano, por exemplo, por mais cinco euros no ingresso, era possível visitar uma coleção completa de Klint, artista sueca pioneira do abstracionismo.
O museu como é hoje passou a ser organizado exatamente a partir de 1919, quando a obra foi retirada das posses da coroa real de Savoia e passou a ser do Estado italiano. Só a partir daí que o palácio passa a ser um museu. Que, aliás, só ocupa metade do andar nobre do prédio.


Jardim inglês
O lado externo do palácio é outro show. Há uma área de jardim inglês, um aqueduto e até uma cascata. Carlo Vanvitelli e o inglês John Graefer realizaram no local o primeiro jardim panorâmico da Itália, em 24 hectares. Além de decorado com estátuas, o local era uma espécie de jardim botânico da família real, onde havia pesquisas e reprodução de plantas.


Agradeça a Margherita de Savoia...
Você com certeza já comeu uma pizza margherita, certo? Segundo a história, ela foi batizada com este nome porque em 1889, Rasfaele Sposito, da pizzaria Brandi (que existe até hoje em Nápoles), fez a pizza com as cores da bandeira da Itália para homenagear a rainha Marguerita de Savoia. Com base de molho de tomate, leva mussarela e manjericão apenas. Até hoje, é a pizza napolitana mais tradicional e famosa do mundo. O que isso tem a ver com o Reggia di Caserta? Pois bem, Margherita di Savoia morou no palácio e seu quarto até hoje é mantido como um dos locais com maior apelo turístico.


Para competir com os grandes
A decisão de construir o palácio surgiu em 1750, pelo rei Carlos VII (1716-1788). O projeto ficou sob responsabilidade do arquiteto Luigi Vanvitelli, que hoje dá o nome a uma das praças da cidade. Vanvitelli assumiu paralelamente o desenho do parque e jardins. Carlos, porém, nunca viu o projeto finalizado, pois se mudou para Madrid, em 1759. Luigi Vanvitelli morreu em 1773 e também esteve longe de ver a obra completa. Seu filho, Carlo, e outros arquitetos, tocaram a obra nos anos seguintes. A pedra fundamental foi lançada em 20 de janeiro de 1752. Quando Carlos foi à Espanha, a construção estagnou. O palácio foi residência de verão para o filho do rei Fernando I e dos restantes monarcas do Reino das Duas Sicílias até à incorporação deste ao Reino da Itália. O rei Vítor Emanuel III da Itália doou o palácio ao povo italiano, em 1919. O edifício, em conjunto com os jardins e o complexo foram declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco apenas em 1997.


De olho no calendário
Hoje um museu aberto ao público, o Reggia di Caserta funciona de quarta a segunda (fecha em terças). No verão, tem horário ampliado (das 9 às 19 horas, com última admissão às 18 horas). Caso vá no inverno, verifique o horário (geralmente vai só até 15 horas).


Pra economizar
O custo para visitação ao Reggia di Caserta é de 12 euros por pessoa. Crianças de até cinco anos não pagam. Porém, sempre no primeiro domingo do mês, a entrada é gratuita para todos os turistas.


  • NO TETO: detalhe de um dos afrescos que decoram o interior
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • MUITA ÁGUA: no lado externo também há um aqueduto e uma bela cascata, ao fundo
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • DE FRENTE: vista da fachada do palácio impressiona
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • PRESÉPIO: riqueza em detalhes impressiona
    Foto: Samuel Bizachi/Especial
  • ESPAÇO: local abriga o primeiro jardim panorâmico da Itália
    Foto: Samuel Bizachi/Especial


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