Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Entrevista

TDAH pode se manter na vida adulta

A psicóloga Eliege Krajewski diz que nos últimos anos o transtorno tem sido mais falado e diagnosticado
09/10/2017 07:00

Divulgação
PSICÓLOGA: Eliege Krajewski
Há crianças e adolescentes que não param nunca, nem conseguem manter atenção em uma conversa, mudam de assunto sem explicação alguma e têm dificuldades de relacionamento. Elas sofrem com isso, mas deparam-se com quem acha que sua hiperatividade não passa de uma brincadeira. É o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). “O que a gente percebe é que nos últimos anos o TDAH tem sido mais falado e diagnosticado”, diz a psicólóga Eliege Krajewski, ao alertar que o transtorno pode se manter na vida adulta.


O que é o TDAH?
É um transtorno psíquico que se caracteriza por um padrão persistente de desatenção, que pode estar associado a hiperatividade comportamental ou a impulsividade e, em alguns casos,a ambos.
É mais frequente na infância e adolescência. Atinge ambos os gêneros. Entretanto a hiperatividade comportamental aparece mais em meninos.

Como pode ser identificado?
A hiperatividade comportamental é fácil de identificar. É aquela criança que não consegue parar. A impulsividade é identificada com as seguintes atitudes: intrometer-se na conversa dos outros, falar sem pensar, trocar repentinamente de assunto. Portanto a criança pode ter TDAH e não apresentar comportamento hiperativo, assim como nem toda criança que apresenta hiperatividade comportamental tem TDAH. Uma avaliação por uma equipe de saúde multidisciplinar é importante para o diagnóstico.

Há fatores que predispõe o transtorno?
Existem varias linhas de pesquisa, mas até o momento não se tem uma resposta definitiva.
Contudo o TDAH tem se caracterizado como um transtorno do neurodesenvolvimento de influência neurobiológica, mas que pode ser influenciado pelo ambiente. Isso significa que a pessoa teria uma predisposição genética, mas fatores ambientais apresentam influências significativas no seu desenvolvimento, tanto potencializando como minimizando os sintomas.

Em que fase da infância é possível diagnosticá-lo?
Mesmo que os sintomas já possam ser identificados em crianças a partir dos três anos, eles ficam evidentes em torno dos sete anos, quando a criança entra na escola e passa ser exigido dela um período maior de atenção e concentração.

Quais atitudes indicam que a criança tenha TDAH?
A principal é a dificuldade em manter a atenção. Na escola, essa desatenção poderá dificultar a aprendizagem. Porém, quando estimulados corretamente, os prejuízos acadêmicos podem diminuir ou até mesmo ser inexistentes.

De que forma o TDAH interfere na vida social?
Está ligado na capacidade de fazer e de manter amigos, já que não conseguem esperar a sua vez nas brincadeiras. É difícil seguirem regras e é comum serem vistas pelos adultos como mal educadas.

Como é feito o tratamento?
O tratamento é feito com psicoterapia. Em alguns casos é necessário medicamentos e prática de atividade física.

O transtorno pode se manter pela vida adulta?
Sim. Em mais da metade dos casos se mantém, porém os sintomas ficam menos evidentes e os prejuízos diminuem.

Existe alguma alteração no corpo?
Estudos científicos mostram que apresentam alteração na região frontal do cérebro. Esta região é responsável pela capacidade de atenção, autocontrole, organização, planejamento, memória, e por controlar ou inibir comportamentos inadequados.


Jornal NH
PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS