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DNA

Cientistas dizem ter esclarecido mistério do Abominável Homem das Neves

Artigo científico publicado nesta quarta-feira (29) diz que ursos originaram as lendas sobre monstro do Himalaia
29/11/2017 17:27 29/11/2017 17:33

Divulgação
Yeti da animação infantil Monstros S.A., da Pixar, uma das encarnações pop do lendário Abominável Homem das Neves
O mítico Yeti, também conhecido como o Abominável Homem das Neves, é na verdade um urso das altas montanhas da Ásia, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (29) na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Os cientistas concluíram que o DNA dessa imensa e furtiva criatura meio-humana que, segundo a lenda, habita pontos inacessíveis do Himalaia, pertence a três subespécies de ursos: negro asiático, pardo tibetano e pardo do Himalaia.

Cada uma dessas subespécies habita diferentes nichos no Himalaia, e é provável que todas elas tenham sido confundidas em diferentes momentos com o Yeti, disseram os cientistas. "Nossa descoberta sugere fortemente que os elementos biológicos que sustentam a lenda do Yeti podem ser encontrados em ursos locais", disse Charlotte Lindqvist, da Universidade de Buffalo, que dirigiu o estudo.

Embora não seja o primeiro a reduzir o mito do Yeti a ursos, este estudo reúne uma riqueza sem precedentes de evidências genéticas obtidas a partir de ossos, dentes, pele, cabelos e amostras fecais anteriormente atribuídas à criatura misteriosa. Todos estes elementos - procedentes de coleções privadas e de museus ao redor do mundo - são, na realidade, os restos de 23 ursos distintos, segundo os pesquisadores.

Lindqvist e sua equipe reconstruíram os genomas mitocondriais completos de cada espécime, o que levou a descobertas importantes sobre esses carnívoros da região e sua história evolutiva. "Os ursos pardos que vagam pelas altas altitudes do planalto do Tibete e os ursos pardos nas montanhas ocidentais do Himalaia parecem pertencer a duas populações separadas", disse. "A divisão ocorreu cerca de 650.000 anos atrás, durante um período de glaciação", acrescentou.

As duas subespécies provavelmente permaneceram isoladas uma da outra desde então, apesar de sua relativa proximidade, afirmou Lindqvist. O urso pardo do Himalaia (Ursus arctos isabellinus), cujo pelo castanho avermelhado é mais claro do que o do urso pardo tibetano, está listado como "criticamente ameaçado" na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Durante o século 20, o fascínio no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, pela lenda do Yeti foi intenso. Em um livro que narra sua caminhada pela passagem de Lhagba La, perto do Monte Everest, em 1921, o tenente-coronel Charles Howard-Bury descreve "pegadas bastante semelhantes às de um homem descalço". Ele as atribuiu a um lobo grande atravessando a neve macia, mas seus guias disseram que tinham sido deixadas por um "metoh-kangi", ou seja, um "homem-urso das neves".

O relatório de um membro da Royal Geographical Society em 1925 alimentou ainda mais o mito, ao afirmar que tinha visto uma figura humana atravessando uma geleira a uma grande altitude. Pelo menos duas expedições foram organizadas na década de 1950 com o objetivo de encontrar o Yeti, descobrindo pegadas e espécimes de cabelo, com relatos de observações que continuaram ao longo da segunda metade do século.

"O trabalho científico pode ajudar a explorar mitos como o Yeti", afirmou Lindqvist. "Mesmo que não haja provas" da presença de criaturas cuja existência continua a ser contestada, "é impossível descartar completamente que elas existem", acrescentou. "As pessoas adoram um mistério".


Jornal NH

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por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

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