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Acidente na Colômbia

Um ano de reconstrução para os sobreviventes da tragédia da Chapecoense

Lateral-esquerdo Alan Ruschel, de Nova Hartz, foi um dos sobreviventes em Medellín
28/11/2017 23:03 29/11/2017 08:53

Arquivo/GES
No dia 17 de dezembro, o lateral Alan Ruschel voltou para a casa dos pais, em Nova Hartz. Na chegada, o sobrevivente foi recepcionado por centenas de pessoas com cânticos de louvor.
Há exatamente um ano, o mundo se comovia com o maior acidente aéreo da história do esporte. Por volta de 1h15 do dia 29 de novembro de 2016, a aeronave que levaria a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia, se chocou contra as montanhas e mudou a vida de centenas de pessoas. Dos 77 passageiros do avião, apenas seis sobreviveram. Os jogadores Alan Ruschel (de Nova Hartz), Helio Neto e Jackson Follmann, o jornalista Rafael Henzel, e mais dois tripulantes.

Uma corrente de orações tomou conta de milhões de pessoas, que emanavam energias positivas para os familiares de quem havia sobrevivido e também de quem havia perdido filhos, irmãos, pais, maridos. Na região, a esperança era pela recuperação de todos, mas de um em especial, Alan. O pai do atleta, Flávio Ruschel, afirmou que ninguém vai esquecer deste fato. “Nós que vivemos isso, a gente acredita que é coisa de Deus. É algo que ninguém vai esquecer. O projeto não era ele voltar a jogar esse ano. Era de fazer uma recuperação, e talvez algum amistoso, assim como foi contra o Barcelona, um momento único na nossa vida”, destacou.

Flávio reforçou que o ano foi de reconstrução, e que agora, o filho tem mais uma missão. “O ano de 2017 foi de reconstrução, pois tivemos o susto no final do ano passado. A torcida foi para ele se recuperar, depois para voltar a jogar. E o casamento (com a noiva Marina Storchi, no dia 9 de dezembro), eles estavam programando antes do acidente. Eles estão radiantes, porque vão construir uma família e já está na hora de eu ser avô. Quero um netinho”, completou Flávio Ruschel.

  • Presidente Michel Temer (centro) ao lado do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (direita) e demais autoridades durante o funeral na Arena Condá, em Chapecó
    Foto: AFP
  • Familiares e amigos ficaram reunidos junto às vítimas, sob um toldo, que deveria servir de abrigo ao sol, mas uma forte chuva, como se fosse lágrimas que caíam do céu, tomou conta da cidade
    Foto: AFP
  • Ao final da cerimônia fúnebre na Arena Condá, familiares das vítimas do voo da LaMia com a delegação da Chapecoense retribuíram as homenagens recebidas
    Foto: AFP
  • Temer participa de velório na Arena Condá
    Foto: AFP
  • Famílias
    Foto: AFP
  • Caixões chegam a Arena Condá
    Foto: AFP
  • Povo chapecoense retribuiu aos colombianos todo o cuidado e carinho que tiveram nesta semana, após a tragédia com time perto de Medellín
    Foto: AFP
  • Muita emoção e muita chuva na chegada dos heróis da Chapecoense à Arena Condá
    Foto: AFP
  • Caixões chegaram à Arena Condá carregados por militares
    Foto: AFP
  • Caixões chegaram à Arena Condá carregados por militares
    Foto: AFP
  • Chapecoenses esperam na rua pela chegada dos corpos à Arena Condá
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Arena Condá, em Chapecó, despede-se da delegação da Chapecoense
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Gestos simples de despedida são vistas por todos os lugares em Chapecó
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Arena Condá, em Chapecó, despede-se da delegação da Chapecoense
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Chuva forte em Chapecó durante a espera dos corpos no estádio
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Crianças comovidas com a morte dos esportistas e representantes do clube também participam da cerimônia
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Corpos da delegação da Chapecoense foram recebidos com honras militares no Aeroporto Serafim Bertaso, em Chapecó (SC)
    Foto: FAB
  • Caminhão com as urnas dos corpos de parte da delegação da Chapecoense deixa o aeroporto rumo a Arena Condá, em Chapecó
    Foto: Agência Brasil
  • Cerimonial militar para receber corpos dos heróis da Chapecoense, vítimas de acidente aéreo na Colômbia
    Foto: FAB
  • Cerimonial militar recebeu corpos dos heróis da Chapecoense, vítimas de acidente aéreo na Colômbia
    Foto: FAB
  • Um dos aviões Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) que chegou a Chapecó com os corpos dos jogadores da Chapecoense e jornalistas da região
    Foto: FAB
  • Clima no aeroporto de Chapecó
    Foto: Wilson Cardoso/Especial
  • Clima no aeroporto de Chapecó
    Foto: Wilson Cardoso/Especial
  • Arena Condá florida para receber os corpos das vítimas do acidente aéreo
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Amigos e familiares estão muito comovidos na Arena Condá, em Chapecó, na espera pela chegada dos corpos
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Clima triste na despedida na Arena Condá, em Chapecó
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Despedida à Chapecoense em Chapecó
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Painel com os nomes dos jogadores e mortos na queda do avião é uma das homenagens na Arena
    Foto: Douglas Magno/AFP
  • Aviões decolaram por volta das 20 horas desta sexta-feira
    Foto: Luis Acosta/AFP
  • Caixões sendo carregados para os aviões da FAB
    Foto: Luis Acosta/AFP
  • Caixões sendo carregados para os aviões
    Foto: Aeronáutica Civil da Colômbia/Divulgação
  • Cerimônia foi realizada antes dos aviões da FAB partirem
    Foto: Aeronáutica Civil da Colômbia/Divulgação
  • Centenas de velas foram acessas em mini memoriais criados no estádio do Atlético Nacional
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Mulher deposita flores e velas em memorial dedicado às vítimas do avião da Chapecoense
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Coração de flores foi montado antes da homenagem em Medellín
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Voluntário organiza flores antes do tributo às vítimas realizado no estádio do Atlético Nacional
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Espaço em Medellín reservado para os caixões onde serão colocados corpos das vítimas da queda de avião da Chapecoense
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Após embalsamamento, corpos são colocados em caixões já reservados
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Após término do reconhecimento, começa o processo de embalsamamento dos corpos que serão colocados nos caixões já reservados
    Foto: Luis Acosta/ AFP
  • Rosa pendurada com a flor para baixo em uma das goleiras da Arena Condá representa um pouco do que é a dor vivida pelo time
    Foto: AFP
  • Tristeza era visível nos rostos dos colombianos de todas as idades durante homenagem em Medellín
    Foto: LUIS ACOSTA / AFP
  • Menino faz mini altar com velas acessas na arquibancada do estádio Atanasio Girardot
    Foto: RAUL ARBOLEDA / STR / AFP
  • Colombianos emocionaram o mundo com atitude de respeito e solidariedade
    Foto: AFP
  • Colombianos também saíram às ruas vestidos de brancos e com balões verdes para homenagear o time da Chape
    Foto: AFP
  • Jovem segura cartaz com a frase Chapecoense para sempre em nossos corações
    Foto: LUIS ACOSTA / AFP
  • Colombianos prestaram comovente homenagem ao time da Chapecoense morto na queda de avião próximo à Medellín
    Foto: LUIS ACOSTA / AFP
  • Velas foram acessas e flores deixadas em memoriais criados pelos colombianos no estádio Atanasio Girardot
    Foto: LUIS ACOSTA / AFP
  • Torcedores criam mini altar para rezar pelas vítimas da Chapecoense
    Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
  • Torcedores da Chapecoense soltam balões em homenagem ao time
    Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
  • Famílias inteiras, torcedoras da Chape, estavam na Arena Condá para prestaram homenagem ao time
    Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP
  • Homenagem à Chape no estádio do time em Chapecó
    Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
  • Homenagem à Chape no estádio do time em Chapecó
    Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
  • Jogadores da Chape que não embarcaram estavam desolados em homenagem na Arena Condá
    Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
  • Jogadores da Chape que não embarcaram estavam desolados em homenagem na Arena Condá
    Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP
  • Tristeza provocada pela tragédia não tem idade
    Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP
  • Em círculo, jogadores fizeram oração pelos colegas vítimas da tragédia
    Foto: APF
  • Estádio de Medellín ficou lotado de torcedores colombianos
    Foto: AFP
  • Emoção tomou conta da Arená Condá em Chapecó
    Foto: AFP
  • Homenagens estão sendo feitas no mesmo dia em que o Chapecoense enfrentaria o Atlético Nacional na Colômbia
    Foto: Facebook/Reprodução
  • Homenagem de torcedores gremistas em Novo Hamburgo, no final da tarde desta terça-feira em Novo Hamburgo
    Foto: Divulgação
  • Homenagem de torcedores gremistas em Novo Hamburgo, no final da tarde desta terça-feira em Novo Hamburgo
    Foto: Adriana Lima/GES-Especial
  • Torcedores acenderam velas em homagem às vítimas do avião que transportava a equipe da Chapecoense e jornalistas que iriam cobrir a partida na Colômbia
    Foto: AFP
  • Catedral diocesana de Chapecó ficou tomada de torcedores, que se reuniram para orar pelas vítimas do acidente aéreo com o time de futebol da cidade
    Foto: AFP
  • Imagem do desolado garotinho torcedor da Chapecoense na Arena Condá é o resumo das últimas horas em Chapecó
    Foto: AFP
  • Jogadores e comissão técnica fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos jogadores da Chapecoense
    Foto: Facebook/ Club Atlético Nacional Oficial
  • Torcedores de luto na área externa da Arena Condá, em Chapecó
    Foto: Mateus Frozza/Rádio Chapecó
  • Cristo Redentor deixou a iluminação do Novembro Azul para receber o verde da Chape
    Foto: Reprodução/Twitter
  • Torre Colpatria, de Bogotá, também fez homenagem
    Foto: Reprodução/Twitter
  • Orlando Eye faz homenagem à Chapecoense e, em português, traz a frase Nós lembramos seguido do logo do time catarinense
    Foto: Divulgação/Twitter Orlando Eye
  • Palácio do Planalto iluminado de verde em homenagem às vítimas do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense
    Foto: @Planalto/Twitter/Reprodução
  • Cartão postal em Salvador, Elevador Lacerda também recebeu o verde em sua iluminação
    Foto: Twitter/Reprodução
  • Arena do Grêmio também ficou verde nesta noite
    Foto: Reprodução/Twitter/Grêmio
  • Beira-Rio foi iluminado de verde na noite desta terça-feira
    Foto: Reprodução/Twitter/Inter
  • O Estádio de Wembley, em Londres, foi iluminado na cor verde em homenagem à delegação após desastre aéreo
    Foto: Reprodução/SportTV
  • Brasão da Chapecoense sujo após o acidente virou símbolo da tragédia
    Foto: AFP
  • Avião caiu em região rodeada de montanhas e de difícil acesso
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Avião tinha como destino a cidade de Medellín; aeronave havia feito escala da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Corpos ficaram espalhados junto ao local da queda do avião
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Dezenas de equipes de socorro participaram da operação de resgate de sobreviventes e corpos
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Causas do acidente ainda são desconhecidas, mas piloto liberou combustível para que aeronave não explodisse na queda
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Avião caiu em uma região montanhosa próxima à cidade de Medellín, destino final da delegação
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Resgate dos corpos é dificultado devido à geografia do local que repleta de montanhas
    Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP
  • Acidente aconteceu no final da noite de segunda, terça-feira no Brasil
    Foto: @Policiantioquia/ Reprodução/ Twitter
  • Local onde caiu o avião fica entre montanhas
    Foto: @Policiantioquia/ Twitter
  • Avião não explodiu durante a queda
    Foto: @Policiantioquia/ Twitter/ Reprodução
  • Seis das 81 pessoas que estavam no avião sobreviveram
    Foto: @Policiantioquia/ Twitter/ Reprodução
  • Equipes de resgate tiveram dificuldade em acessar o local do acidente devido ao relevo
    Foto: @Policiantioquia/ Twitter/ Reprodução
  • Foto divulgada instantes antes do embarque na aeronave da LaMia em Santa Cruz de La Sierra
    Foto: Divulgação
  • Foto divulgada instantes antes da decolagem em Santa Cruz de La Sierra para Medellín
    Foto: Divulgação


Homenagens na Colômbia

AFP
Nomes das vítimas do acidente foram imortalizados

AFP
Nomes das vítimas do acidente foram imortalizados

Pétalas caíram do céu para lembrar o primeiro “aniversário” de uma das piores tragédias do futebol, nesta terça-feira, na Colômbia. Dois helicópteros da Força Aérea do país atiraram flores do alto, acima da praça central do município de La Unión, lembrando os que encontraram a morte no caminho da glória, na montanha onde caiu o avião que levava a equipe.


O atual campeão do futebol colombiano, o Atlético Nacional, que cedeu o título de campeão da Sul-Americana 2016 à Chapecoense, organizou a homenagem que incluiu um minuto de silêncio. Enquanto os helicópteros deixavam cair as pétalas, os nomes das vítimas foram lidos e imortalizados em uma placa. Além disso, o Nacional entregou lápis e papel para os assistentes escreverem mensagens de solidariedade à Chape e depositarem na “cápsula do tempo”, que será aberta daqui a 40 anos. Após a homenagem em La Unión, uma missa foi realizada no monte que agora leva o nome da Chapecoense. (AFP)

Os irmãos, Neto e Follmann

Também renasceram no dia 29 de novembro o goleiro Jakson Follmann, que perderia depois uma perna, e o zagueiro Helio Neto, que ficou quase um mês internado no hospital. Ao lado de Ruschel, os dois se tornaram os pilares da reconstrução de uma equipe que se espelha neles. Ainda muito frágil, em 6 de janeiro Neto foi de muletas receber os novos jogadores para dar-lhes as boas-vindas em seu vestiário.

Era urgente voltar a viver, a jogar. Enquanto isso, Follmann continuava no hospital, mas o abatimento não combina com este jovem de sorriso largo e pressa para seguir adiante. No ano em que teve que reaprender a andar, Follmann se tornou embaixador do clube e, com seus “irmãos” como padrinhos, casou-se com a namorada, Andressa, em uma grande festa que o acidente os forçou a adiar. Os três voltariam a se abraçar e a cantar o “Vamos, vamos, Chape” no dia em que a Chape garantiu a vaga na primeira divisão na 35ª rodada do Brasileirão, no mesmo vestiário onde haviam comemorado tanto um ano atrás. Nada mais é como antes, mas tanto eles quanto a Chapecoense continuam vivos. (AFP)

Amparo às famílias

Além dos 19 jogadores, também morreram 14 integrantes da comissão técnica e nove dirigentes da Chape, além de 20 jornalistas. “O clube se reconstruiu, recebeu todo o apoio, fez um marketing em cima daquela tragédia, refez sua história, ao passo que as famílias ficaram de lado nessa reconstrução”, lamenta Fabienne Belle (esposa de Cezinha, ex-fisiologista da Chape) que, cansada do desamparo, fundou com Mara Paiva, viúva do ex-jogador de futebol e comentarista esportivo Mario Sergio, a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo da Chapecoense (AFAV-C). (AFP)


Jornal NH
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