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Gilson Luis da Cunha

O castigo vem de furgão

Diário de bordo de um nerd no planeta Terra (DATA ESTELAR 031217)
03/12/2017 07:30

Gilson Luis da Cunha - Blog Diário de Bordo de um nerd no planeta terra

Gilson Luis da Cunha é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Ufrgs, Old School Nerd, fã incondicional de livros filmes, séries e quadrinhos de ficção científica, fantasia e aventura

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E concluí a primeira temporada de O Justiceiro, na Netflix. Não se trata da típica série de personagem de HQ, embora siga a fórmula básica da Marvel na plataforma de streaming: flashbacks do herói, ritmo irregular, alternando drama e suspense com ação, num jogo de gato e rato entre o protagonista e os vilões, com direito a uma virada na trama, pouco antes do final. Dei spoilers? Acho que não. Você encontrará essa fórmula básica em todas as séries Marvel/Netflix produzidas até o momento. A diferença é o tom.

O Justiceiro é uma série que começa policial e envereda pela espionagem e a corrupção nos altos escalões das agências de segurança americanas e tem pouquíssimos pontos de contato com o resto do universo Marvel. Não encontrei a sempre aguardada participação especial de Stan Lee na série. Nem qualquer referência a outros personagens e situações vistas nas séries ou no universo cinematográfico da Marvel, com exceção de Karen Page (Deborah Ann Woll ).

Dito isso, O Justiceiro é uma surpresa. Não esperem pelo Frank Castle visto em Demolidor. O personagem agora adquire contornos incertos. Se antes ninguém duvidava dele como um herói em luta contra o sistema, agora, seu passado nas forças armadas volta como um fantasma incômodo. John Bernthal está ótimo em cena. Seu jeitão brucutu é tudo que os fãs do personagem poderiam esperar dele.

Mas há momentos em que a trama não se decide entre o realismo de uma série policial e um lado meio super-heróico do personagem: Frank Castle perde quantidades homéricas de sangue ao longo de vários episódios. É submetido a cirurgias de emergência sem o mínimo de cuidados. E, num intervalo de poucos dias (ou horas), está de volta ao combate, em rompantes de energia que fariam o Rambo (nos bons tempos) passar por um frouxo.

Motivação não lhe falta. Após ter encerrado sua "carreira" como o Justiceiro, Castle, que julgava ter matado todos os envolvidos na morte de sua família, descobre que suas ações no Afeganistão, inadvertidamente, ajudaram um grupo de operações clandestinas da CIA a traficar heroína para os Estados Unidos. Pior do que isso: Sua participação nesses eventos pode ter sido o motivo pelo qual sua família foi assassinada.

Unido a improváveis aliados, Castle parte para mais um round de sua cruzada, desta vez contra corruptos agentes do governo americano, que não hesitarão em usar todos os recursos do estado na tentativa de impedir que a verdade venha à tona. Não sei se sou eu que estou ficando chato com a idade, mas achei o ritmo irregular. Há cenas excelentes, mas, no todo, senti que faltou um pouco da mística do personagem como aquela que vimos em Demolidor.

De qualquer modo, trata-se de uma boa série, a sua própria maneira. Resta saber como uma futura temporada será integrada ao resto do universo Marvel/Netflix, especialmente depois de Manto e Adaga ou novas temporadas de Punho-de-Ferro, Luke Cage ou Jessica Jones. O Justiceiro é um herói urbano, sem superpoderes e com o pé bem firme na realidade. Isso ficou bem claro nessa temporada. Haverá lugar para ele num eventual crossover com Defensores? O tempo dirá. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês. Até domingo que vem.


Jornal NH
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