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Nova promessa?

Construção da ponte da Avenida dos Municípios começa em novembro, diz Daer

Promessa do diretor do órgão é que após reinício dos trabalhos a obra seja entregue até março
07/11/2017 14:04 07/11/2017 19:35

Amilton Belmonte/Amilton Belmonte/GES-Especial
Prefeita Fatima Daudt diz que demora na construção da ponte já virou motivo de gozação
Uma das piadas ruins da infraestrutura urbana regional, a ponte sobre a Avenida dos Municípios, no limite entre Novo Hamburgo e Campo Bom, terá sua obra iniciada em novembro e findada até março de 2018. A promessa é do diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Rogério Uberti, e feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Municipais (CAM), da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (7).

Acossado por uma saraivada de críticas de deputados, da prefeita de Novo Hamburgo Fatima Daudt e de vereadores do Município e de Campo Bom que compareceram ao debate, Uberti assumiu o passivo moral do Daer na questão, o qual definiu como “mácula” nos 80 anos da autarquia, mas culpou a empresa EPT Engenharia e Pesquisas Tecnológicas – que não enviou ninguém à audiência e registra frequentes problemas junto ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN) – pelo fato da ponte seguir no campo das intenções.

“É uma m*#! de uma obra, é uma vergonha pra comunidade de Novo Hamburgo e pro Daer. É uma empresa muito ruim, tentei rescindir contrato com eles e foi judicializado. E o que fazemos hoje é ajudar eles a executar a obra. Já trocamos estacas três vezes. Passamos por alterações de projeto. Não há sapo enterrado lá, é a empresa que é ineficiente”, disse Uberti, que chegou a colocar o cargo à disposição caso a ponte não se materialize nos prazos estimados. Ele também prometeu entregar, até esta sexta, o cronograma detalhado dos trabalhos. “Vamos começar em novembro e concluir em três ou quatro meses. Estou dando a minha palavra”, assumiu ele.

Outras obras na avenida

Proponente da audiência, o deputado Lucas Redecker (PSDB) bateu forte no Daer e na inexistência, por enquanto, de um cronograma oficial da obra. “Precisamos de prazo para poder acompanhá-lo. Quando vão ficar estacas? Quando canteiro de obras sairá para ponte acontecer?”, questionou o tucano, que criticou duramente o fato da EPT não ter enviado representante à audiência.

ALRS/Divulgação
Redecker cita a capa do Jornal NH e outras matérias que falam sobre a vergonha da ponte da Avenida dos Municípios
“Ela tinha que estar aqui pra que entender o clamor dessa ponte, não nos tratar com desprezo”, frisou, observando que quando pronta a ponte da Avenida dos Municípios também trará novos desafios ao Daer e ao tráfego na região. Nesse sentido, Redecker fez ainda outro questionamento na busca de efetividade do Estado. “A estrada não está sinalizada, há trechos da avenida cedidos e que precisam de conserto. A sugestão é que isso seja antecipado antes da inauguração da ponte. E não vamos encerrar o tema na ponte, porque temos a continuidade da ponte, de Novo Hamburgo até a BR-116, para tirar o fluxo de dentro de Novo Hamburgo e São Leopoldo”, ilustrou.

Juarez Machado/Juarez Machado/GES
Arroio Pampa, onde deve passar a ponte de 44 metros de comprimento ligando Novo Hamburgo a Campo Bom e Sapiranga

Vergonha e piada

Presente no debate, a prefeita Fatima Daudt sintetizou a angústia da comunidade hamburguense na novela de mais de duas décadas que é a conclusão da Avenida dos Municípios. “Chega um momento que temos vergonha, não há outra palavra. São anos e anos. Sabemos da ineficiência do poder público, mas é uma ponte, não uma obra faraônica. E chega um momento em que a polidez acaba indo embora, porque não tem cabimento estarmos aqui falando sobre a ponte, que é motivo de gozação na região. Ou temos resposta ou tomamos outra atitude. Venho aqui em busca de respostas e não de desculpas, o tempo das desculpas acabou. Ou sai ou teremos que ter outro movimento para executar a obra”, enfatizou.

Ex-prefeito do Município, mas agora deputado estadual, Tarcísio Zimmermann (PT) resumiu a novela. “Acho que o próprio Daer trata isso como pontezinha. Isso é muito pequeno pra ser problema de autoridade, mas é de serviços, de engenharia e coloca o Daer numa situação muito constrangedora”, lamentou. 

Solução pela via municipal

Participando da audiência o deputado estadual João Fischer (PP), o Fixinha, ouviu as desculpas do Daer e ressaltou que mesmo com recurso carimbado a obra teima em não sair. E apresentou uma sugestão se a autarquia naufragar em sua promessa, com resolução em até 30 dias. “Quero sugestionar que a partir dessa incredulidade que seja cancelado o contrato, que não foi cumprido, e se veja a possibilidade de fazer convênio com Novo Hamburgo e Campo Bom, para que eles contratem a obra, com mais facilidade, com o Daer repassando o dinheiro às prefeituras. E aí tenho que certeza que vai acontecer, pois a comunidade vai saber o que fazer”, propôs Fixinha, lembrando que algumas estradas da região, como a Sapiranga-Dois Irmãos, foi construída pela municipalidade. Rogério Uberti, contudo, rebateu. “Sobre municipalização teríamos até 30 de novembro enviar para a Assembleia, depois é inviável”, argumentou.

Os próximos passos

Afirmando que a obra da ponte já iniciou com as sondagens, Rogério Uberti definiu como tímidos os trabalhos até agora desenvolvidos pela EPT, também em função da situação do solo. “Teremos fornecimento pela empresa Serc de estacas pré-moldadas e estamos contactando uma terceira empresa, que é a Cassol, que já tem essas estacas prontas. E a Serc vai fincar essas estacas prontas. Quero ver se o início é imediato e quando digo imediato é ainda nesta semana, na pior das hipóteses na segunda-feira”, pontuou ele, ilustrando que essa modelagem diminuirá em 7% o custo da obra, que tem recurso de R$ 1.198.218,55 milhões já liberado pelo Tesouro do Estado.

“A questão hoje não é mais o custo da obra, mas o passivo moral. Hoje eu tenho um problema só e não consigo terminar essa ponte. Isso é uma vergonha. Já ameacei empresa, eles já foram enxovalhados, mas agora estamos zerados, abraçados. A empresa é o que nós temos, vamos fazer com eles e vamos quitar quando for concluída. Ano que vem me aposento e vou ter orgulho de botar no meu curriculum que eu concluí a ponte da Avenida dos Municípios. E eu vou concluir”, afirmou Uberti.

A reportagem entrou em contato com a EPT Engenharia e aguarda manifestação da empresa.


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