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Polícia

Veja dicas para não ser vítima da 'saidinha de banco'

Caso mais recente terminou com homem ferido à bala na mão em São Leopoldo
10/11/2017 07:57 10/11/2017 08:34

Uma simples ida a agência bancária ou a terminais 24 horas pode transformar clientes em estatísticas de violência nas mãos de criminosos especializados na chamada “saidinha de banco”. O crime é cometido, muitas vezes, por assaltantes que se passam por usuários do serviço e que observam a movimentação nos caixas à procura de novas vítimas. Um dos casos mais recentes em São Leopoldo aconteceu na tarde de terça-feira (7). Um homem de 43 anos havia ido até uma agência bancária na Rua Independência, no Centro, onde fez a retirada do valor necessário para a compra de uma moto.

Ele teria guardado a carteira no bolso da bermuda e se dirigido até o automóvel, seguindo com o veículo até a casa onde mora, no bairro Jardim América. Depois de ter entrado dentro de casa ele foi abordado por um homem negro, alto e armado com um revólver, que adentrou o local instantes depois dele.

O suspeito exigia dinheiro da vítima e chegou a ameaçar de morte o filho, um menino de 12 anos que também estava na residência e que presenciou a abordagem do criminoso. Assustada, a vítima disse que não possuía dinheiro, entrando em luta corporal com o assaltante, que teria disparado pelo menos duas vezes, atingido-a em uma das mãos.

A criança não ficou ferida. O assaltante acabou fugindo do local sem levar nada. Ele teria entrado em um carro de cor branca onde um segundo homem o aguardava. Apesar de não ter notado nada de anormal no caminho para a casa, a vítima acredita que tenha sido seguida a partir da agência bancária. A vítima recebeu atendimento no Hospital Centenário e foi liberada.

Orientação é se manter em alerta

Apesar de não haver dados específicos sobre número de ocorrências deste tipo de crime na Delegacia de Polícia ou na Brigada Militar, já que muitos casos são registrados como roubo, a orientação é para que as pessoas se mantenham em alerta. Os cuidados devem ser redobrados em época de pagamento de salários e agora no fim do ano, com a liberação do 13º salário e as compras de Natal.

“Este é um crime que procuramos evitar com rondas frequentes nos setores bancários e abordagens de suspeitos nas imediações. Frequentemente somos alertados pela população, e até mesmo pelos bancos, da presença de suspeitos à espreita de vítimas em potencial, e assim, temos frustrado várias ações, que, sequer chegam ao conhecimento da comunidade”, comenta o subcomandante do 25º Batalhão de Polícia Militar, o major André Stein.
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“Também tivemos êxito em inúmeras prisões de autores, em flagrante. Por isso, é muito importante que as pessoas estejam atentas a movimentação suspeita ou permanência prolongada de pessoas no ambiente bancário. Acima de tudo, ao perceberem algo suspeito, nos informem imediatamente, com o máximo detalhamento possível, descrevendo os suspeitos. Também é aconselhável sempre que possível, que as transações bancárias com numerário elevado sejam feitas por transferência eletrônica, o que inviabiliza esta modalidade de crime”, explica.

Sem perfil das vítimas 

Conforme Stein, não há um perfil definido das vítimas. Ele observa que elas são escolhidas de acordo com o valor sacado. “É muito comum ocorrer com empresários, por ocasião do pagamento de funcionários. Mas já registramos casos de pessoas que estavam fechando negócios imobiliários ou de automóveis, que geralmente são somas elevadas. Também não é recomendável o saque integral do salário, em dias de pagamento, mas sim, durante o desenrolar do mês. Hoje as pessoas têm a possibilidade de utilizarem cartões de débito como uma espécie de moeda eletrônica, e isto é uma forma muito eficaz de prevenção, ou, no mínimo, de redução de riscos”, alerta.

Mudança depois de susto 

Uma aposentada de 60 anos que prefere não ser identificada, diz ter mudado de comportamento depois de um susto na saída de uma agência bancária no ano passado em São Leopoldo. “Tinha sacado pouco dinheiro, mas já dentro da agência suspeitei de um homem jovem que ficava observando meus movimentos. Quando sai percebi que ele veio logo atrás, me seguindo de forma muito suspeita por algumas quadras. Entrei em uma loja e liguei para o meu filho. Só saí de lá quando meu filho chegou e depois de ter certeza de que aquele homem já não estava mais por perto”, lembra.

Dicas de segurança 

Em bancos e caixas eletrônicos

Ao retirar dinheiro do banco, guarde-o cuidadosamente em lugar discreto;
Evite fornecer senha ou cartão magnético para estranhos;
Tenha cuidado com o número de sua senha bancária;
Referências óbvias, como a data de nascimento facilita correlação para uso indevido;
Não revele sua senha para terceiros;
Não guarde seu cartão e senhas juntos;
Ao digitar sua senha, coloque o corpo próximo ao teclado, impedindo que estranhos visualizem a operação;
Cuidados com esbarrões que façam seu cartão cair, certifique-se que o devolvido realmente é o seu;
Em caso de dificuldades, comunique-se com funcionários do banco, não aceite ajuda de pessoas estranhas;
Observe atentamente às pessoas em atitudes suspeitas próximas ao local;
Ao sair do local, verifique se não está sendo observado ou seguido;
Evite horários e locais de maior risco;
Evite realizar saber de grandes quantias;
Não coloque dinheiro em locais que façam volume ou nos bolsos de trás;

Dia do pagamento

Lembre-se: um alvo fácil é sempre mais procurado;
Não comente sobre seu salário com pessoas de pouco convívio;
Evite conversar com pessoas estranhas dentro ou fora do banco;
Nos dias de pagamento adote medidas de segurança mais severas;
Observe se há alguém lhe seguindo;
Se precisar transportar muito dinheiro, não ande sozinho, faça-se acompanhar de parentes, amigos ou seguranças.

Em casa

Quando chegar ou sair de casa, fique atento, pois são essas as ocasiões mais propícias para roubos e sequestros.
Se desconfiar, aguarde, dê uma volta no quarteirão e chame a Brigada Militar pelo telefone 190.

Fonte: Brigada Militar


Jornal NH
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