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Saúde

Diabete, a doença silenciosa que atinge 145,8 mil pessoas na região

No Dia Mundial da Diabete, segue o alerta sobre a doença que exige conscientização e hábitos de vida mais saudáveis
14/11/2017 06:56 14/11/2017 07:02

Bianca Dilly/GES-Especial
Neli Neumann convive há 31 anos com a diabetes
Foi durante alguns exames de rotina, há 31 anos, que a balconista aposentada Neli Odete Neumann, 67 anos, descobriu algo que mudaria a sua vida para sempre. Moradora do bairro Canudos, em Novo Hamburgo, os resultados trouxeram a notícia de que ela tem o tipo 2 da diabete. A partir dali, os hábitos e o cotidiano da hamburguense foram alterados, para que ela pudesse controlar a patologia. Mas nada disso tirou a disposição ou a qualidade de vida da mulher.

Neli está entre os 10% da população do País que convivem com a doença, de acordo com a estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Porém, ao contrário da aposentada, a Federação Internacional de Diabetes (IDF) calcula que metade das pessoas com a doença ainda não foram diagnosticadas. A diabete, na maioria das vezes silenciosa, não para de crescer. Só nas 44 cidades de abrangência do Jornal NH, são cerca de 145,8 mil pessoas vivendo com ela. Apenas em Novo Hamburgo, Neli é uma das aproximadamente 25 mil pessoas com diabete.

Hoje, o 14 de novembro é marcado pelo Dia Mundial da Diabete. Em 2017, o foco da campanha é justamente a saúde da mulher. “O número de casos em mulheres tem aumentado nos últimos anos. São quase 200 milhões com diabete no mundo inteiro. Além disso, essas mulheres engravidam com um risco maior para elas e para os bebês. Por isso, temos trabalhado muito com a prevenção”, destaca o médico endocrinologista Eduardo Guimarães Camargo, especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

Caminhada e informação

Neli faz todos os serviços domésticos, cuida do neto e ainda vai em festas e bailes. Para ela, a qualidade de vida não foi afetada pela descoberta da diabete. “Eu cuido muito na alimentação e faço exercícios físicos. Preparo muitas saladas e pão integral, porque tive a orientação de uma nutricionista. Hoje em dia, nem uso mais o carro. Faço tudo a pé e de ônibus”, comemora. Mesmo com a doença controlada, a hamburguense busca continuar se informando sobre tudo o que pode contribuir para a sua saúde. “Desde o início, eu participo da Associação Riograndense de Apoio ao Diabético (Arad), procuro ler muito e, se tem alguma palestra na região, eu sempre vou”, acrescenta.

Ação para prevenção

Chegando aos seus 19 anos de atuação, a Associação Riograndense de Apoio ao Diabético (Arad), núcleo Novo Hamburgo, tem uma ação especial hoje. A partir das 14 horas, serão oferecidos exames de glicose gratuitos e informações preventivas na sede do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo (Avenida Victor Hugo Kunz, 950, Hamburgo Velho). “A associação trabalha na questão do amparo e da prevenção, o paciente tem que saber que não está sozinho. Buscamos mostrar que a doença é tratável e que o diabético que se cuida é um exemplo de qualidade de vida”, diz a presidente da Arad, Rosana Blankenheim.

Novo Hamburgo

A Prefeitura de Novo Hamburgo informa que, até outubro deste ano, 2,6 mil pessoas com diabete passaram pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade. Para tratar de temas pertinentes à doença crônica entre os usuários do serviço, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Primavera mantém o Grupo Qualidade de Vida em reuniões quinzenais. Parte da estratégia do Município inclui a questão dos medicamentos para a doença hiperglicêmica, prescritos por médico do SUS, e entregues por meio da Farmácia Comunitária, unidades municipais de saúde e farmácias credenciadas ao Aqui tem Farmácia Popular.

Entenda a doença

O que é
Diabete é a doença que ocorre quando o corpo não produz ou não consegue empregar de forma correta a insulina fabricada. A insulina é o hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. Nos exames de glicose, a partir de 99mg/dL a taxa é considerada acima do padrão esperado.

Tipos
Atualmente, existem mais de dez tipos de diabete, conforme o endocrinologista Camargo. Os mais comuns são os chamados 1 e 2. O tipo 1 atinge crianças, adolescentes e jovens adultos, com causa desconhecida. O 2 responde por mais de 80% dos casos e está relacionado ao histórico familiar e à obesidade. “A epidemia global, em sua grande parte, acontece em virtude do tipo 2. São os fatores hereditários e a obesidade que podem influenciar, esta última sendo fruto da má alimentação e do sedentarismo. O tipo 2 pode ser prevenido com o tratamento precoce”, salienta o médico. Além dessas, também há a diabete gestacional, que pode ocorrer durante a gravidez.

Patologias relacionadas
Principal causa de cegueira, falência renal e amputações de membros inferiores. Complicações circulatórias, inflamações dos nervos e problemas cardíacos. As doenças relacionadas à diabete são perigosas e merecem atenção. “O dia a dia da pessoa passa a ser pautado pela presença da diabete. Só que ter a doença não significa que se está doente. É uma oportunidade de melhorar e manter a saúde controlada. É preciso aprender a conviver com a doença, encará-la e entender que o tratamento é necessário. Então, o primeiro passo é a conscientização e o segundo é o acompanhamento médico e nutricional”, diz Camargo.

Sintomas
No tipo 1, os sintomas da diabete aparecem de maneira acelerada. O excesso na necessidade de urinar, sede demasiada e emagrecimento são alguns dos sinais que podem indicar o surgimento da doença. Já no tipo 2, são poucos os sintomas apresentados. Eles se instalam de forma gradativa. Alguns são: a urina e sede excessivas, aumento do apetite, perda de peso.

5 dicas para se prevenir

1. Alimentar-se de forma saudável: evitar o excesso de consumo de carboidratos, buscar carboidratos mais integrais, consumir adequadamente vegetais, frutas e proteínas. Beber muita água.

2. Praticar exercícios físicos regularmente.

3. Manter o peso normal: peso adequado para a idade.

4. Fazer exames médicos regulares, principalmente a partir dos 45 anos.

5. Se for gestante: fazer o rastreamento de diabete gestacional a partir 24ª semana.


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