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Longevidade

Pessoas com mais de 55 anos vivem mais e melhor, aponta pesquisa

Alimentação saudável, exercícios físicos e visitas frequentes ao médico estão na receita deste público
06/11/2017 19:15 07/11/2017 00:43

As notícias de que o brasileiro está vivendo mais tempo estão por todo o lado. Mas será que as pessoas estão se preparando para chegar bem na terceira idade? Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em parceria com a Bayer, apresentada a jornalistas no final de outubro em São Paulo, aponta que as pessoas com mais de 55 anos vivem mais e melhor, mas têm receio da solidão, de não andarem ou enxergarem ou ainda de passarem por alguma doença grave.

Além de Porto Alegre, o estudo foi realizado em mais nove capitais brasileiras. Entre os 2 mil entrevistados, 50,9% mulheres e 49,1% homens, 63% afirmaram que pensam sobre a velhice e 32% disseram estar bem com a situação. A velhice assusta apenas 14% dos entrevistados. Outro dado interessante trata da percepção que esse público tem de si mesmo: mais da metade (54%) não se sente velho. Quando o assunto é expectativa para o futuro, curtir a família e os netos (27%) foi a resposta mais citada.


SAUDÁVEL - Para se manter saudável, o público que respondeu aos 30 questionamentos da pesquisa apontou que vai ao médico (23,8%), come de forma saudável (23,4%) e pratica exercícios regulares (17,3%). Na alimentação, por exemplo, mais de 86% inclui frutas e vegetais em seu prato. “Ainda é comum os olhos da sociedade se voltarem para a velhice com preconceitos e rótulos que não representam mais esta parcela de nossa população. Mesmo que o envelhecimento faça parte de um processo natural do ser humano, que tem início desde o nascimento, ele ainda é acompanhado por estigmas que precisam ser quebrados”, destaca a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Maisa Kairalla.

Resultados da pesquisa


É preciso um propósito de vida

Presidente do Centro Internacional da Longevidade Brasil, Alexandre Kalache destacou, durante o evento em São Paulo, que para envelhecer bem é precisa seguir quatro capitais: saúde, conhecimento, social e o financeiro. Kalache salienta que é necessário que as pessoas tomem medidas ao longo da vida para prevenir doenças crônicas. Somado a esse aspecto é preciso ter uma propósito de vida. “É preciso saber por que você acordou hoje. Sem isso você vai encontrar razões para ficar em um canto se queixando, mesmo que tenha o dinheiro na bolsa. Ter propósito de vida é muito bom”, salienta. Para ele, em um passado não muito distante, chegar à terceira idade era motivo despreocupação para muitas pessoas, mas essa perspectiva tem mudado positivamente e, chegar à maturidade aos 50, 60, 70, 80 anos ou mais, tem sido uma prova de que a terceira idade tornou-se o começo de um novo ciclo cheio de descobertas e aprendizado.

Para o representante comercial Jairo Dias, 78 anos, continuar trabalhando é um dos motivos que o faz viver bem. “Gosto do que faço, sempre estou em contato com pessoas diferentes e não tem tempo para ficar pensando em coisas ruins”, diz. Dias afirma que também sempre cuidou da saúde, faz caminhadas três vezes por semana e exames de saúde preventivos com frequência. Além disso, passear com a esposa, Eloína, com quem está casado há 20 anos, também o mantém disposto. “A gente sai bastante, gostamos de pegar o trem e ir a Porto Alegre, passear no Mercado Público, por exemplo”, revela.

Gabriela da Silva/GES/Especial
Jairo gosta de passear com a esposa, Eloína

Fique ligado!

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa média de vida do brasileiro é de 77 anos. De 1940 a 2020 a expectativa média de vida terá aumentado em 167%. Isso porque, seguindo atendência mundial de redução das taxas de natalidade e número de óbitos, a idade média do brasileiro passou de 45,5 anos, em 1940, para 78 anos, em 2020 (IBGE).


Mudança para viver bem

Aos 67 anos, Rui Mathias confessa que pouco cuidava da saúde quando mais jovem. “Até os 30 anos, era músico, muito da noite, com bebida, cigarros, não cuidava e não estava preocupado com isso”, revela o atual vice-presidente da Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo (ATAPNH). Quando Mathias se deu conta, porém, de que precisava mudar se quisesse viver bem por mais tempo, passou a adotar novos hábitos, começando pela alimentação. “Refeições com menos gordura, pouco sal, sem excessos”, diz, creditando à esposa, Elisete, com quem está casado há 46 anos e teve seis filhos, os cuidados no cardápio diário. O vice-presidente da ATAPNH pratica exercício físico, pretende voltar para a academia, cuida da vida espiritual, faz exames preventivos, mas acredita que um dos principais motivos para manter-se saudável é a música. “Toco violão. É um hábito que envolve os amigos e tem sido um exercício mental, com a questão de memorizar as letras e também tem a coordenação”, conta. Além disso, há algum tempo Mathias vem participando de encontros anuais com antigos colegas de escola. “Esse convívio com outras pessoas nos mantém vivos e tem mantido a gente longe do alzheimer”, acredita, emendando um conselho para as gerações mais novas. “Achamos que vamos ser jovens para o resto da vida. Deveria ter me preparado mais, na saúde e também na questão financeira. Por isso, digo aos mais jovens que se cuidem.”

Gabriela da Silva/GES/Especial
Música é o exercício mental de Rui


*Susi Mello viajou a convite da Bayer


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