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Epidemia

Municípios da região estão entre os 100 brasileiros com maior número de casos de sífilis

Canoas, São Leopoldo e Sapucaia do Sul receberão repasse para reforçar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença
06/11/2017 21:13 06/11/2017 21:33

Canoas, São Leopoldo e Sapucaia do Sul estão entre os 100 municípios brasileiros que concentram 60% dos casos de sífilis no País e são prioridade do Ministério da Saúde em ações para conter o avanço da doença. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2017, entre 2015 e 2016, a sífilis do tipo adquirida teve um aumento de 27,9% no Brasil; em gestantes a alta foi de 14,7% e a congênita (da mãe para o bebê) subiu 4,7%. Os três tipos são de notificação obrigatória há pelo menos cinco anos.

Em São Leopoldo, uma das principais preocupações é com os casos em gestantes. “Porque não adianta tratar a gestante sem tratar o parceiro”, observa o secretário adjunto de Saúde, Ricardo Brasil Charão. “No caso da gestante que não faz o pré-natal, a probabilidade de transferir a doença para o feto e a criança vir a nascer com sequelas e limitações é muito grande”, alerta.

Os serviços de saúde de Canoas também têm feito ações de abordagem da população com frequência, para aplicação dos testes rápidos e incentivo ao uso de preservativos nas relações sexuais, principal meio de transmissão da sífilis. “Mas nosso maior nó ainda é a adesão ao tratamento. Não falta medicação, mas muitos pacientes não dão seguimento ao tratamento”, analisa a enfermeira Adriana Barcelos, do Serviço de Atendimento Especializado do Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA).

O secretário de saúde de Sapucaia do Sul, Neio Lúcio Pereira, aponta que os grupos populacionais em que se concentra o maior número de casos são os jovens adultos e a terceira idade. Por isso, o município tem focado em ações de conscientização da população. “Fazemos campanhas e temos muita atividades com a comunidade, que incluem desde a escola até grupos de convivência de idosos”, afirma.

Saiba mais

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum.

Pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

O primeiro sinal da doença são pequenas feridas nos órgãos genitais que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas.

O teste rápido para detecção da doença está disponível nas unidades de saúde, gratuitamente.

O tratamento é feito com penicilina benzatina (Benzetacil).

Em 2016, no Brasil, foram registrados 87.593 casos de sífilis adquirida; 37.436 em gestantes e 20.474 em bebês.

Repasse para 100 municípios

O Ministério da Saúde anunciou na última semana o repasse total de R$ 200 milhões a cem municípios para ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis. No Rio Grande do Sul, além de Canoas, São Leopoldo e Sapucaia do Sul, também estão nesta relação Porto Alegre, Viamão, Passo Fundo, Santa Maria, Rio Grande, Caxias do Sul, Alvorada, Santa Cruz do Sul e Bento Gonçalves.

GES/GES
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