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Tevê

O Conde de Monte Cristo e outras cópias nas novelas

Confira algumas novelas que se apropriaram discretamente de clássicos da literatura ou cinema
06/12/2017 18:41 06/12/2017 18:52

Cesar_Alves/Divulgação Globo
Beatriz (Nathalia Timberg) e Clara ( Bianca Bin) em O Outro Lado do Paraíso. As duas se encontram em uma clínica psiquiátrica, e a idosa ajuda a jovem a compreender quem a traiu, além de lhe revelar a existência de uma fortuna
Tem bastante gente falando sobre como a novela das nove da Globo, O Outro Lado do Paraíso, tem uma trama parecida com o clássico O Conde de Monte Cristo.

Na história do livro de Alexandre Dumas, um homem sofre uma armação e é injustamente condenado à prisão. No calabouço, conhece um veterano que lhe revela ter o mapa de um tesouro e que também o ajuda a descobrir quem entre seus conhecidos o traiu. Quando o velho morre, o homem escapa escondido no lugar do seu cadáver, dentro da mortalha jogada ao mar. Ele enriquece e parte em busca de vingança. 

Divulgação
Edmond Dantes (Jim Caviezel) e o abade Faria (Richard Harris) em uma das adaptações para o cinema de O Conde de Monte Cristo, em 2002
Na novela O Outro Lado do Paraíso, há uma mudança de gênero, mas a trama de Clara (Bianca Bin) é quase a mesma. A heroína é traída e internada em uma clínica psiquiátrica, onde conhece uma idosa (Nathalia Timberg) que lhe revela como obter uma fortuna e também a ajuda a deduzir quem a traiu. Ela escapa da clínica no caixão da mestra, depois que ela morre. Também enriquece e parte em busca de vingança.

Como dizia Chacrinha, na tevê nada se cria, tudo se copia. Não é a primeira vez que novelas fazem "homenagens" a enredos clássicos.

Em 1981, havia uma trama de fundo na novela Brilhante, de Gilberto Braga. A heroína vivida por Vera Fischer, em viagem à Europa, ficava fascinada por um estranho transtorno psicológico pelo qual passava o marido (José Wilker) de uma amiga. Ele aparentava incorporar um antepassado que havia se suicidado. Eventualmente, o homem se matava, e a heroína, apaixonada e sob a ilusão de que se tratava de uma reencarnação, depunha à Polícia como testemunha. Mas sem saber, ela havia sido usada como álibi de um crime. Novamente com uma inversão de gênero, tratava-se da história de Um Corpo que Cai (Vertigo), de 1958, clássico de Alfred Hitchcock, no qual um homem (vivido por James Stewart) se apaixonava pela esposa (Kim Novak) de um amigo, que igualmente aparentava ser possuída pelo espírito de uma antepassada suicida.

Em A Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu, em 1990, o personagem de Daniel Filho era um vilão controlado pela mãe que ao final tinha um surto e subia em uma refinaria de petróleo, onde morria em um incêndio ao mesmo tempo que gritava "Estou no topo do mundo, mãe!". A mesmíssima cena ficou famosa com James Cagney em White Heat (1949), com o título em português de Fúria Sanguinária.


Jornal NH

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por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

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