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Campo Bom prepara festa para receber Marcelo Grohe

Ex-vizinhos e amigos contam algumas histórias vividas nas mediações da Rua Guarany, onde cresceu o goleiro
01/12/2017 22:00 02/12/2017 09:21

Ele brilha com a camisa do Grêmio, estufa o peito e enche a boca pra falar de onde veio: Campo Bom. É conhecido não somente pela defesa espetacular nas semifinais da Libertadores contra o Barcelona de Guayaquil – que virou, inclusive, notícia nos jornais britânicos – como pela humildade e orgulho de ser da onde ele é. Na visão de amigos e ex-vizinhos, a simplicidade estampa a personalidade do goleiro Marcelo Grohe, que será recebido com muito carinho neste sábado (2), às 17 horas, em sua cidade natal.

Carolina Zeni/GES-Especial
Os aposentados Lurdes, 78 e Ibio Stacke, 76, conhecerem o goleiro quando ele morou em Campo Bom

Ele conquistou junto com a equipe do Grêmio o tricampeonato da Libertadores da América, na última quarta-feira (29) e, para comemorar o título aqui, ele desfilará num carro de bombeiros pelo centro da cidade. A concentração deve sair do Parque do Complexo Cultural Cei (Avenida dos Estados, 1.080), passando pelas ruas principais do centro da cidade, encerrando a grande festa no Largo Irmãos Vetter.

Grohe, nascido em 13 de janeiro de 1987, defende a camisa tricolor desde o início da carreira e teve grandiosas participações desde as oitavas de final da Libertadores, a exemplo da defesa contra o Barcelona de Guayaquil – considerada segundo o jornal inglês The Sun como maior defesa da história do futebol.

“Ele deu a volta por cima” 

Depois de desfilar com os jogadores em Porto Alegre, os amigos do goleiro também estão na expectativa de reencontrá-lo hoje e têm muito a dizer dele. Tiel de Andrade, de 38 anos, acompanhou, de perto, o crescimento do goleiro. Ele define Grohe como um “cara exemplo”. E, como acontece geralmente no início da carreira, ele passou por altos e baixos.

Andrade conta que um jornalista de renome “detonou” Grohe após um jogo em que tomou um gol fácil. “Naquela época botaram ele pra reserva e chamaram outros goleiros, mas ele deu a volta por cima”, relembra. “Ele tava desanimado, porque ele era titular e eles (dirigentes) estavam pensando em trazer outro. Mas sempre com humildade ele trabalhou e chegou aonde está hoje”, complementa Andrade. Para o amigo, o essencial do goleiro é sua simplicidade. “A gente fica muito feliz por ele, saber que ele sempre trabalhou e batalhou pra tudo isso que está acontecendo. Ele não parece ser jogador quando está fora de campo, é um cara muito modesto”.

Lucas Uebel/Grêmio/Lucas Uebel/Grêmio
Marcelo Grohe é um dos mais experientes em clássicos no grupo do Grêmio


“Cara dedicado, humilde”

Profissional de educação física e amigo de Grohe desde a infância, Guilherme Kunzler, 34, conta que “os guris da rua” sempre jogavam bola juntos. Kunzler morava em uma rua paralela à rua onde cresceu Grohe, a Guarany. “A gente se conheceu de brincar na rua, jogava bola, brincava de polícia e ladrão, jogava taco, improvisava goleirinhas”, relata. Ele descreve Grohe como um cara dedicado, humilde, 'muito família' e amigo. “Nas férias ele sempre vem pra cá pra ver os amigos, a família, sempre pergunta como a gente tá. Não tem como botar uma palavra que defina ele por completo”, disse.

Assim como Kunzler, outro amigo de infância de Grohe, Vitor Koch, 24, reforça o quão merecido a conquista do goleiro junto ao time do grêmio. “Foi merecido porque passou tanto tempo de amizade e eu vejo ele como ídolo, mas também como amigo. Não tem felicidade que descreva pra dizer”, complementou.

“Desde pequeno muito educado”

Grohe devia ter 5 anos, talvez menos, quando se mudou com a família para uma casa simples do centro de Campo Bom, na rua Guarany. E foi ali que os aposentados Lurdes, 78 e Ibio Stacke, 76, conhecerem o goleiro. Na sala de casa, uma foto com o ídolo está emoldurada e no armário do casal, camisetas do time do coração – uma delas Grohe deu de presente para Stacke depois de um jogo.

Dona Lurdes lembra do Grohe desde menino. “Desde pequeno muito educado e querido”, simplifica. “Ele era um guri brincalhão igual qualquer um. Eu sempre faço churrasco em domingo até hoje e ele vinha aqui e brincava com o meu neto. Ele estavam sempre juntos e se criaram assim. Ele (Grohe) nunca brigou, mas quando ele perdia na bola, ele chorava”, relembra o aposentado. O casal nem consegue expressar a felicidade pelo título do tricampeonato da Libertadores, ainda mais com um goleiro tão importante para a conquista do time. “Na entrevista depois que eles ganharam, ele não esqueceu Campo Bom. Ele conserva muito as origens dele e sempre foi muito dedicado para a família dele”, contou Lurdes. “Eu nunca tinha soltado foguete, mas naquele dia eu tive que soltar. Tava tudo muito bonito”, finalizou Stacke.


EITAN ABRAMOVICH/AFP
Marcelo Grohe beija a cobiçada taça da Libertadores

“O Marcelo é o nosso orgulho”

“Ele é meu neto do coração”, exclama a aposentada Edite Rodrigues da Silveira, 79, a “avó” de toda a gurizada do bairro na época de criança. Ela descreve o goleiro como um “guri maravilhoso, querido e muito educado”. “Meu marido era barbeiro e sempre cortava o cabelinho dele, ele era bem próximo da gente”, relembra a senhora. Sobre a conquista do tricampeonato, seu coração explode de felicidade. “Fiquei muito feliz e, por ele, nem se fala. Tenho a mania que sempre que o Marcelo vai pra goleira, eu sempre falo com Deus e peço que o anjo da guarda proteja aquela goleira”, assinala. “Sou a vó do coração dele e ele é meu neto do coração”, complementa. Segundo Edite, Grohe nunca se esqueceu de suas raízes campo-bonenses. “Isso da muito orgulho pra gente. Por ele ser aquele guri querido, continuar firme e não ter vergonha dos amigos que tinha. Ele sempre vem no final do ano e faz as campanhas, trazendo camisetas e bolas para doar. É o nosso orgulho.”


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