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Entrevista

Maneca assume o Noia para colocar a casa em ordem

Rosalvo Johann foi aclamado presidente do Anilado para os próximos dois anos
23/12/2017 20:08 25/12/2017 21:34

Gustavo Henemann/GES-Especial
Rosalvo Johann foi aclamado presidente do Noia para o biênio 2018/19
O título de campeão gaúcho em 2017 vem sendo tratado como um divisor de águas dentro do Esporte Clube Novo Hamburgo. O momento é de elevar o patamar do Anilado dentro do futebol nacional e, para isso, o Noia está se reorganizando internamente. Na última segunda-feira, Rosalvo Johann, o Maneca, foi aclamado como novo presidente-executivo e em breve deve anunciar toda a sua diretoria. Junto dele assumiram também os vice-presidentes Raul Hartmann e Telmo Fleck. E como já foi apurado pela reportagem, o vice-presidente de futebol Everton Cury também segue na função, e o ex-presidente Juarez Radaelli deve continuar agora como diretor executivo. E para falar um pouco mais sobre suas ideias para o biênio 2018/19, Maneca concedeu uma entrevista exclusiva.

ENTREVISTA - Rosalvo Johann

Como será o seu plano de atuação para reorganizar o Novo Hamburgo?
As mudanças não são feitas de uma hora para outra. Aos poucos vamos colocando cada coisa no seu devido lugar. Vou estabelecer um trabalho de empresa. Não vai ter tapinha nas costas, vai ser um trabalho de responsabilidade. Vamos tentar sanar, em primeiro lugar, a situação financeira que desagrada. Hoje, a receita é menor do que a despesa. Temos que buscar novos patrocinadores e mais sócios. Estou vindo aqui para dar minha cota de contribuição ao Novo Hamburgo, e quero que a cidade também ajude e entenda o momento que o clube está passando, de campeão gaúcho, e que as pessoas se associem. O único pedido formal que vou fazer é esse, chegou o momento da comunidade ajudar, se quer o clube na Série C, sanado das suas despesas e organizado, é o momento de união.

Falando em união dos torcedores, como também conseguir a união entre os dirigentes? Como conseguir mostrar a todos que o clube é mais importante que o próprio ego?
Quero que as pessoas venham para dentro do clube e através do diálogo, de uma boa conversa, a gente apare as arestas. O que não pode ter é essas facções dentro do clube. Um pensando assim, outro diferente. O clube é um só, e é ele que sofre. Todas as coisas erradas que ocorreram no passado foi por não se ter união. Se queremos um Noia organizado, temos que ter pessoas comprometidas. Queremos que as pessoas nos ajudem com ideias ou funções no clube. O Maneca está de peito aberto dizendo, da minha parte não existe nada contra ninguém, só gostaria que se acabassem as picuinhas.

Os últimos presidentes ficavam pouco tempo no poder e, por falta de apoio, pediam demissão. O Maneca pretende cumprir os dois anos de mandato?
Vou ficar os dois anos, nem que fique sozinho. Sei que não vou ficar sozinho. Vou ficar e trabalhar nos quatro pilares (construção de arquibancada para 10 mil torcedores, atingir a marca de no mínimo dois mil sócios, saldar as dívidas, busca do bicampeonato gaúcho e o acesso à Série C).

É possível sanar as dívidas até o final do teu mandato?
É uma coisa que vou fazer. Temos coisas que estão na Justiça do Trabalho, e até o fim do meu mandato espero fazer como em 2008, entregar o clube sem dívidas. E que realmente a gente prepare um presidente. Ser presidente não é pela vontade, ele precisa ser preparado. Já conheci presidentes dentro do Novo Hamburgo que não sabiam administrar nem a dispensa da casa deles. Volto a dizer que o clube é uma empresa. Se não tiver gente preparada e comprometida, e que realmente vem para administrar e não para aparecer na mídia, a pessoa vai prejudicar a sua família e sua empresa também.

Na sua opinião, tirar dinheiro do próprio bolso não é mais aceitável no meio do futebol?
Se isso acontecer é melhor o clube fechar as portas. O clube tem que ser autossuficiente. Aqui no clube sempre foi assim, se começa a casa pelo telhado. Amanhã a gente vê, depois se resolve, e foi por isso que afundou e está assim hoje. Já tivemos que vender o Estádio Santa Rosa, viemos para cá, temos esse estádio que será ainda mais belo. Mas realmente tem que saber o que tem de receita, e o que se pode gastar.

A torcida vê o Maneca normalmente com sua roupa social e o tradicional suspensório. Mas soubemos que aos sábados na sua empresa a camisa do Noia é item indispensável. É isso mesmo?
Aos sábados é chinelo de dedo, bermuda e camiseta (do Noia). Realmente não tem roupa social. E passo o sábado inteiro trabalhando, colocando em dia coisas que ficaram para trás na semana. Sou um cara muito “caxias”. Há 52 anos faço o mesmo trabalho, eu e meu pai iniciamos e depois meu irmão entrou de sócio (Loivo, ex-ponta-esquerda de Noia e Grêmio). Assumir o Novo Hamburgo é loucura. Ganhei dois netos, o Benício e o Antônio, que há poucos dias fizeram um ano. Mas o sangue anilado ferve demais. Por isso preciso desses dois anos. Acho que tenho cerca de 20 a 30 camisas do Noia. Na praia, o pessoal acha que eu sou maluco também, que não troco de camiseta. Na minha casa (em Mariluz), tenho uma bandeira que fica tremulando sempre, e outra gigantesca, mas o problema é que estraga as folhagens e a mulher fica “louca” comigo. Tenho um mastro que coloco a bandeira durante o veraneio, daí o pessoal já sabe que o Maneca está em casa.


Jornal NH
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