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Na África

Ex-melhor do mundo pela Fifa está no segundo turno de eleição presidencial

Liberiano George Weah concorre contra o atual vice-presidente Joseph Boaki
26/12/2017 15:14 26/12/2017 15:25

Seyllou/AFP
Weah foi escolhido melhor do mundo em 1995, quando atuava pelo Milan
Eleito pela Fifa o principal jogador do mundo em 1995, agora o liberiano George Weah quer ser o principal político de seu país. E ele está muito perto disso. Um dia após um Natal mais sóbrio que o habitual, os liberianos comparecem às urnas nesta terça-feira (26) para escolher o sucessor de Ellen Johnson-Sirleaf, em um segundo turno presidencial disputado entre Weah e o vice-presidente Joseph Boaki.

O segundo turno para designar o sucessor de Johnson-Sirleaf, a primeira mulher eleita chefe de Estado na África, deveria ter acontecido em 7 de novembro, mas a votação foi suspensa pela Corte Suprema depois do recurso apresentado pelo candidato que ficou em terceiro lugar.

Quase 2,1 milhões de eleitores estão registrados para votar nesta terça-feira.

No primeiro turno, organizado em 10 de outubro, Weah, 51 anos, recebeu 38,4% dos votos e Boakai, 73 anos, 28,8%.

Após os recursos judiciais, a data do segundo turno não foi bem recebida por muitas pessoas, já que afetou a celebração do Natal.

George Weah, ex-astro internacional do PSG e do Milan na década de 1990, é o favorito por ter recebido mais votos no primeiro turno e ter sido o mais votado em 11 das 15 províncias do país.

Weah afirma que acumulou experiência e aprendeu com os erros de suas duas intentos anteriores de chegar ao poder, em 2005 como candidato a presidente e em 2011 como aspirante à vice-presidência.

Desde 2014 é senador pela província de Montserrado, a mais populosa do país, e escolheu como candidata a vice-presidente Jewel Howard-Taylor, ex-mulher do ex-presidente e ex-senhor da guerra Charles Taylor.

O único africano a ganhar a Bola de Ouro, em 1995, possui o apoio de grande parte do eleitorado jovem, já que, em seu país, possui o status de ídolo e é conhecido como "Mister George".

Weah é membro da etnia Kru, uma das mais importantes do país, conetrada no sudeste da Libéria. Foi criado pela avó em um dos subúrbios mais pobres de Monróvia.

Alguns de seus detractores acham que Weah está sendo manipulado por Sirleaf para que ela possa continuar segurando as rédeas do poder.

Durante sua campanha, Weah colocou a educação, a criança de emprego e a construção de infraestruruas como a base de seu programa.

Já o vice-presidente da Libéria desde 2005, Joseph Boakai se apresenta como o candidato lógico à sucessão graças a seu papel na construção da paz no país, atingido por várias guerras civis.

Boakai acusou Johnson-Sirleaf, membro de seu próprio partido, de apoiar Weah, uma tese provável depois que a presidente foi vista em um comício junto ao ex-jogador de futebol na semana passada.

O vice de 72 anos procura projetar uma imagem de homem das ruas que conseguiu superar as origens humildes e apagar seu pelido de "Sleepy Joe" (Joe Dorminhoco) por sua propensão de cochilar em atos públicos.

Boakai prometeu que vai investir na infraestrutura e lutar contra a pobreza extrema em que vivem muitos liberianos.

Filho de uma família de seis irmãos, aprendeu desde cedo a cuidar de si mesmo e, superando as dificuldades, conseguiu trabalhar para pagar seus estudos.

Ele tem o apoio dos eleitores mais velho, que valorizam a estabilidade que seu partido deu ao país depois dos horrores da guerra entre 1989 e 2003.

A presidente Ellen Johnson-Sirleaf deixará o poder em janeiro, após dois mandatos e 12 anos de governo. Ela trabalhou para reconstruir o país depois da guerra civil e supervisionou a resposta à crise do vírus Ebola (2014-16).

Sirleaf, prêmio Nobel da Paz em 2011, não pode mais disputar a presidência após dois mandatos.


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