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Patrícia Spindler

Resistir e não resistir

Leia artigo de Patrícia Spindler
04/12/2017 06:30

Patrícia Spindler, setembro de 2016Patrícia Spindler é psicóloga


Não há quem não esteja cansado nesta época do ano. Principalmente neste 2017, tão avassalador, tão tirano, tão degradante. Desestrutura-dor, este ano ficará registrado como um dos desafios de sobrevivência da população mundial, não somente a brasileira. Talvez um pouco mais do que alguns outros períodos, este calendário que daqui a pouco será colocado no lixo de uma vez por todas (ou quem sabe a ser reciclado?) vai ficar marcado em nossos corpos como a cicatriz de uma ferida ainda aberta e que talvez demore ainda para fechar.

Mas o que fazer a respeito? Resistir e não desistir é imprescindível. E ter saúde para isto não é necessariamente não adoecer, mas tolerar, digerir. Quem sabe reagir? Sem se empanturrar ou sufocar, criar e estabelecer critérios para uma ética de vida podem fazer muita diferença. Permite inventar uma possibilidade de outros modos de viver mais fortalecidos e menos tristes e enfraquecidos. Tal como escreveu Kafka, com alguns de seus personagens instigantes por demais, é uma recusa à gorda saúde dominante, ao empanturramento, à plenitude incansável e inalcançável. Aquela famosa felicidade absoluta que engorda a cada novo comportamento vendido e consumido e que nunca fragiliza como uma outra forma de invenção de novas estratégias, novos jeitos ou, quem sabe, gestos.

Falo de uma exaustão que beira ao esgotamento. E de uma condição que pode sim, sugerir uma fragilidade (que difere da fraqueza) interessante e imprescindível. Uma possibilidade talvez, da vulnerabilidade se transformar em suavidade, em delicadeza ou em um outro regime de forças. Como nos remete Kafka, no que para ele é a condição mesma da literatura e onde a vida reside e resiste: no seu estado mais embrionário. Quem sabe, mais potente. É através de um certo esvaziamento que a vida e os sujeitos podem ser menos categóricos e mais sensíveis ou artistas.


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