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Osvino Toillier

O que não cabe no Natal

Leia artigo de Osvino Toillier
23/12/2017 06:30

Osvino ToillierOsvino Toillier é mestre em Educação e vice-presidente do Sinepe/RS

Cada dia que precede o Natal é espaço para elaborar os sentimentos que nos invadem nesta época tão densa de emoções.

O mundo está turbinado pela mídia para nos vender coisas, afinal, no Natal tem que faturar. E aí se tenta promover um produto famoso, como símbolo para vender felicidade. Chega a ser grosseiro e agressivo com a sacralidade do Natal. Podiam ser mais inteligentes, criativos, e não querer substituir o simbolismo desta data que nos leva à humildade da Manjedoura de Belém.

Não cabe no Natal a comilança, simbolizando a fartura quando tanta gente não tem acesso a um pedaço de pão, em contraste com a imagem do peru, servido na mesa dos que exibem fartura e ostentação.

Acabamos produzindo um Natal com elementos mundanos, com perda total da sacralidade. É preciso parar e refletir sobre tudo que estamos colocando no Natal, que não tem nada a ver com a festa da cristandade. É preciso resgatar elementos e práticas que nos levem ao silêncio e à simplicidade, de reunir pessoas pobres e reviver a fraternidade.
Na minha juventude, lá no interior, criamos um grupo para levar a essência da mensagem natalina, através do canto, acompanhado de violino, à casa das pessoas, na noite de Natal. Foi divino! À medida que nos aproximávamos das casas, as portas se abriam, acolhendo os jovens para a apresentação ao redor do pinheirinho enfeitado, sendo os cantores agraciados com bolachas típicas e algum suco.

Natal precisa revestir-se de fraternidade e comunhão. Canto e oração. E de Sacralidade. E as crianças pequenas têm papel especial para compor com os adultos a cena da manjedoura, onde repousa Jesus Menino.

É este o Natal que dialoga com minha infância, que não pode ser substituído por elementos mundanos. Abençoado Natal.


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