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Gilson Luis da Cunha

Recomeços

Diário de bordo de um nerd no planeta Terra (DATA ESTELAR 31122017)
31/12/2017 07:30

Gilson Luis da Cunha - Blog Diário de Bordo de um nerd no planeta terra

Gilson Luis da Cunha é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Ufrgs, Old School Nerd, fã incondicional de livros filmes, séries e quadrinhos de ficção científica, fantasia e aventura

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Kombi1

E o ano vai terminando com uma série de expectativas que não se cumpriram e, por outro lado, algumas surpresas que podem dar o que falar. Se Liga da Justiça e Os Últimos Jedi não foram a unanimidade que muitos esperavam, por outro lado, Blade Runner 2049 foi uma continuação que honrou o original: o filme fez tão pouco sucesso de público quanto seu antecessor, embora tenha agradado muito à boa parte da crítica.

Também houve surpresas negativas: Star Trek Discovery, apesar do grande sucesso de audiência, conseguiu ser bem mais pavoroso do que se pensava. Claro, The Orville foi uma surpresa positiva. Todos pensavam que veríamos mais zoeira do criador de Uma Família da Pesada e, no entanto, a série se sustenta como uma divertida mistura de comédia ligeira e ficção científica de primeira. Stranger Things foi para sua segunda temporada e eu ainda não me animei a assisti-la. Pode ser devido ao fato de que eu era adolescente nos anos oitenta e que os anos oitenta não eram tão legais assim nos anos oitenta (e isso vale para os anos setenta e aquelas constrangedoras calças boca de sino). Mas cést la vie.

2017 também foi o ano em que Doctor Who passou por sua primeira regeneração para um corpo feminino em mais de 50 anos de série. Estratégias mercadológicas à parte, caiu mal fazer a pobre Doutora esbarrar num botão e fazer com que a TARDIS se abrisse, abandonando-a em algum lugar da Terra (Londres, muito provavelmente). Foi um recurso para baratear o show, que acaba de mudar de produtor executivo. Claro que ela voltará.

Só que, do jeito que foi feito, parece aquela história de que "mulher não sabe dirigir", dessa vez, aplicada ao conceito de naves espaciais e máquinas do tempo. Mas, quem sabe? É possível que até a temporada 2018 a série venha a ganhar arcos interessantes. O mesmo não pode ser dito de The Walking Dead, que parece já ter chegado à exaustão criativa. Fãs de Game of Thrones, entretanto, terão que esperar até 2019. Duro será esperar pela conclusão da saga nos livros. George R.R. Martin está proibido de morrer.

2018 também será o ano da volta de Os Incríveis, cuja continuação vem sendo esperada há mais de uma década. Tanta animação fraquinha ganhou duas, três, quatro, ou mais sequências. E nada das aventuras da família mais poderosa da Disney (depois do Quarteto Fantástico, que acaba de ser comprado, junto com toda a divisão de filmes e séries da FOX. Mas essa é outra história). O ano que vem marcará o cinquentenário da estreia de O Planeta dos Macacos nos cinemas americanos, mais exatamente, o dia 8/02. Resta saber se algo das comemorações chegará ao Brasil, sejam edições especiais de Blu ray, relançamento do filme em cópia remasterizada nos cinemas ou coisa parecida. Eu duvido.

Na literatura, foi o ano de Brandon Sanderson e a certeza de que, ao menos com o público jovem, fantasia e, mais especificamente, fantasia medieval, tem um apelo infinitamente superior ao da ficção científica, o que é uma pena, por dois motivos: 1. Vocês não sabem o que estão perdendo. 2. No ano que vem estarei lançando meu primeiro romance de ficção científica, depois de alguns anos escrevendo contos para coletâneas e crônicas, como essa que vocês estão lendo. Fiquem ligados. Pois é. Lutei muito, mas o vício de escrever foi maior do que eu. Até o meio do ano a gente conversa. Enquanto isso, fiquem com esse pequeno teaser (foto).

Fim de ano a gente costuma ficar nostálgico. Algumas vezes, essa nostalgia se volta para coisas que, francamente, já não fazem mais sentido, como os restaurantes ruins aos quais costumávamos ir. Mas somos apenas humanos (a maioria). Eu tinha um grupo de amigos em Porto Alegre nos anos 90 e início dos 2000. Todos nos conhecíamos de um antigo grupo de trekkers que se dividiu em dois e, tempos depois, sumiu de vez. De algum modo, a amizade sobreviveu e os almoços de sábado no centro, seguidos de um bom expresso duplo para espantar o sono pós-refeição, eram o nosso fórum de discussão de quadrinhos, TV, cinema e assuntos afins. Nos reuníamos na finada loja de quadrinhos Planeta Proibido, na rua Riachuelo e, de lá, seguíamos pelo circuito de restaurantes do centro, o que, se não era a coisa mais prudente a fazer, ao menos provou que nossa imunidade era algo comparável à do Wolverine dos X-Men.

Muitos restaurantes nosso pequeno, mas corajoso grupo, fechou no centro de Porto Alegre. O teto de um deles, na época do filme Titanic, literalmente desabou ao som de Celine Dion cantando My Heart Will Go On (isso ocorreu por causa do peso da água durante uma chuvosa manhã de sábado, emprestando mais dramaticidade à cena). Em outra ocasião, não muito longe dali, um camundongo saltou do mezanino para a mesa do cafezinho, selando de vez o destino daquele estabelecimento.

Saímos do centro e escolhemos um restaurante familiar, num bairro da zona norte, casualmente, perto da casa do colega que o sugeriu e que era, invariavelmente, o último a chegar. Paramos de nos ver. Um desses amigos se tornou o padrinho de minha filha. Ainda nos falamos. Mas boa parte do grupo se dispersou. É a vida. Mas não é nada que um e-mail ou WhatsApp não resolva.

Enquanto escrevo isso, meu compadre, ávido leitor de ficção científica, está lendo meu original, impiedosamente à procura de falhas, para que eu possa trazer a vocês a melhor história possível. Quem viver, lerá. Até o ano que vem e muito obrigado a todos que têm me acompanhado nesta coluna, desde o tempo das edições impressas. Vida longa e próspera e que, no ano que se inicia, a força esteja com vocês.


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