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Novo Hamburgo

Prédio abandonado há 22 anos provoca insegurança no bairro Vila Rosa

Construção inacabada foi invadida por moradores de rua, usuários de drogas e suspeitos
06/12/2017 07:00 06/12/2017 08:19

Juarez Machado/Juarez Machado/GES
Prédio está abandonado há 22 anos
Um problema que se arrasta há mais de 20 anos tem trazido medo aos moradores do bairro Vila Rosa. Um prédio abandonado na esquina das ruas Magalhães Calvet e Cristóvão Colombo é o maior causador da sensação de insegurança para quem vive próximo dali.

A construção inacabada foi invadida por moradores de rua, usuários de drogas e suspeitos de cometerem pequenos delitos. Do alto do edifício, alguns atiram pedras e garrafas pets que quebram telhados e danificam veículos.

Além disso, o espaço foi utilizado por muito tempo como um depósito de lixo. Quem vive nos arredores do imóvel não esconde que está acuado, com receio de deixar a casa sozinha ou de ser agredido quando caminha pela rua. A reportagem do Jornal NH esteve no local na manhã desta terça-feira (5) e conversou com algumas pessoas que relataram as situações de pavor, mas não quiseram se identificar com medo de sofrer represália.

Portas chumbadas e térreo

GES
Pessoas na parte superior do prédio
Ao visitar o endereço na manhã desta terça, a reportagem encontrou um cenário diferente em relação às outras vezes que esteve no mesmo local. Não havia acúmulo de lixo ao redor do prédio e as portas de ferro que dão acesso à área interna estavam chumbadas. Já na parte do térreo, onde há um cercamento de concreto, foram colocadas grades de ferro para impedir o acesso de pessoas pelo vão livre. Também não foi vista nenhuma pessoa no interior do edifício.

Mas os resquícios de que o espaço foi invadido são visíveis. Há restos de roupas, calçados, garrafas e latas e bebida, além de tocos de cigarro e inúmeras embalagens de preservativos. Na parede, que fica ao lado da Rua Cristóvão, os tijolos foram quebrados em determinados pontos, dando a impressão de que a estrutura é escalada, para assim se ter acesso ao próximo andar, garantindo a entrada no prédio. Já no asfalto e na calçada, cacos de tijolos e de restos de construção dão pistas de que objetos são arremessados do alto da construção.

O drama dos moradores

Diariamente, quem vive nos arredores do prédio observa o vai e vem de gente de todas as idades e classes sociais no interior do local. Um morador conta que, com a greve das escolas estaduais, muitos estudantes também eram vistos no endereço. Um vendedor aposentado de 64 anos precisou consertar a cobertura da casa porque várias telhas já foram quebradas. “A gente não sai de casa com medo do que pode acontecer”, desabafa. Outra moradora comenta que, além da questão da segurança de quem tem endereço fixo no Vila Rosa, a integridade física dos próprios invasores está em jogo. “Eles se penduram nas beiradas e a gente fica com o coração na mão, achando que vai cair a qualquer momento. Pode acontecer uma tragédia”, diz.


Já foi notíciaJá foi notíciaEntenda o caso

O edifício está abandonado há cerca de 22 anos. Uma construtora comprou o terreno e, em parceria com outra empresa, vendeu os apartamentos. Mas a obra foi hipotecada junto a um banco para captar recursos. Como a dívida não foi paga, o banco se tornou o credor hipotecário do prédio, e os condôminos que compraram apartamentos ficaram sem receber imóvel nenhum. A situação é discutida na Justiça por banco e condôminos desde 2003.

Procurada pela reportagem, a Brigada Militar não se manifestou a respeito. A prefeitura afirmou, em comunicado, que "não há novidades sobre este assunto, pois ainda aguarda-se a manifestação do STF com relação a responsabilidade dos sucessores". 


Jornal NH
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