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Tentativa de assalto

Adolescente vai à Polícia e diz ter atirado em terapeuta no bairro São Jorge

Lili Momberger morreu após ser baleada na noite do dia 28 de novembro
06/12/2017 16:46 06/12/2017 17:09

Adriana Lima/GES-Especial
Terapeuta foi morta durante tentativa de assalto no bairro São Jorge
Pouco mais de uma semana após a tentativa de assalto que vitimou a terapeuta holística Lili Momberger, 55 anos, a 3º Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo já identificou dois suspeitos. Um deles, um adolescente de 16 anos, se apresentou à investigação e disse ter sido o responsável pelo crime. Conforme o delegado Alexandre Quintão, ele admitiu ter efetuado o disparo que atingiu Lili. “Ele confessou que foi ele quem atirou e disse que estava sozinho, mas é evidente que isso é mentira. É uma versão completamente fantasiosa. Por ser menor de idade, ele deve estar querendo proteger os outros envolvidos”, comenta o delegado.

O adolescente reside no bairro São Jorge, em uma rua próxima ao local do crime, e foi até a delegacia na tarde de segunda-feira (4), acompanhado de duas advogadas. A solicitação para detenção dele, como não há mais possibilidade de flagrante, deve ocorrer somente após a finalização do inquérito. O mesmo vale para o outro suspeito identificado, um jovem de 24 anos, que foi à delegacia na terça-feira (5), com as mesmas advogadas do comparsa. “Como tínhamos identificado ele, fomos até a casa e ele havia fugido, ainda na sexta-feira, tendo faltado ao trabalho também. Aqui na delegacia, ele negou participação, disse que não estava na cena do crime, mas acreditamos que é um dos autores também”, destaca Quintão.

Conforme Quintão, as investigações avançaram a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e também de denúncias enviadas por moradores. “Recebemos diversas informações e já conseguimos identificar ao menos esses dois suspeitos. Ainda há outros dois envolvidos que estamos buscando identificar, por isso continuamos analisando as denúncias. Um deles aparece nas gravações, usando um moletom com capuz, e do outro não temos imagens ainda, apenas relatos de testemunhas”, afirma.

Ideia era roubar pedestres na frente do Pasqualini

Em depoimento, o adolescente disse que havia saído de casa na noite do dia 28 para praticar assaltos a pedestres no entorno do Colégio Estadual Senador Alberto Pasqualini. Entretanto, ao ver o carro de Lili, um Renault Duster, decidiu roubar o veículo. “Ele afirmou que saltou na frente do veículo e que ela teria tentado acelerar, jogando o carro em cima dele. Também falou que a arma estava engatilhada e que deu apenas um tiro, mas é uma versão fantasiosa, porque o tiro foi quase a queima-roupa, na lateral. Essa versão não fecha com a cena e nem a declaração de que estava sozinho, porque testemunhas viram os comparsas correndo”, relata o delegado.

Na noite do crime, ele usava bermuda e casaco pretos e boné. Ele foi flagrado por câmeras de segurança deixando o local a pé, acompanhado de outros dois homens. Segundo Quintão, o adolescente tem passagens por roubo. O outro suspeito identificado, que disse não ter relação com o crime, apresentou como álibi a declaração de que estava na casa de amigos no momento do assassinato. “Vamos checar esse álibi e também faremos novas diligências, buscando mais imagens, ouvindo testemunhas e fazendo uma reconstituição do crime”, destaca.

Denúncias

Informações sobre o paradeiro ou a identidade dos suspeitos podem ser enviadas por WhatsApp para a delegacia, pelo número (51) 99408-9780. O sigilo absoluto é garantido pela investigação.

Como teria ocorrido o crime

Conforme o delegado, até o momento foi possível apurar que, pouco antes das 21 horas, Lili seguia em uma Renault Duster prata pela Rua Esperança. Ela ia para uma confraternização na casa de uma amiga.

Ao trafegar na via, ela reduziu para entrar na Rua Anchieta, momento em que teria sido abordada pelos quatro suspeitos. Três deles foram flagrados por imagens de câmeras de segurança e um quarto homem foi visto por testemunhas deixando o local do crime.

Quintão acredita que eles estavam escondidos, esperando alguém passar para efetuar o assalto. “Trata-se de uma área com pouca iluminação e algumas árvores, o que dificulta a visualização”, afirma.

Segundo o delegado, possivelmente Lili acelerou e um dos suspeitos disparou contra o carro. O tiro entrou pelo vidro da janela esquerda, atingindo a vítima abaixo do braço esquerdo. O projétil atravessou parte do corpo e saiu do lado direito, passando pelo coração.

O carro, sem controle, ainda colidiu contra um poste, na esquina com a Rua Engenheiro Jorge Schury. Lili não resistiu ao ferimento e faleceu no local. Três dos criminosos fugiram pela Rua Esperança, se separando na esquina com a Rua Antonina – dois seguem por esta via enquanto o terceiro se mantém na Esperança. Um pedestre, usando uma mochila, também caminha pela Rua Antonina.

Conforme o delegado, eles voltam a se encontrar na altura da Rua Araranguá, andando pela Jorge Schury até a Rua Javari. Depois, não foram mais vistos.


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