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Entrevista

Busca por si mesmo coloca em declínio o amor romântico, diz psicanalista

Em bate-papo, Regina Navarro Lins, falou sobre ideologia de gênero, mudanças de mentalidade e diferentes tipos de relacionamento
05/12/2017 00:00

Bayer/Divulgação
PSICANALISTA: Regina Navarro Lins

O amor romântico está chegando ao fim, acredita a psicanalista Regina Navarro Lins, que acaba de lançar o livro Novas Formas de Amar. Em novembro, ela participou de bate-papo com jornalistas, incluindo a reportagem do caderno Viver com Saúde, promovido pela farmacêutica Bayer, em São Paulo, onde falou sobre ideologia de gênero, mudanças de mentalidade e diferentes tipos de relacionamento. Confira ao lado alguns trechos desta conversa.

Amor romântico

“O amor romântico traz expectativas ideais próprias, de que os dois vão se transformar num só, o amado vai ter todas as necessidades atendidas pelo outro e, o que eu acho que é a maior mentira desse tipo de amor, quem ama não tem desejo por mais ninguém. O amor romântico está caindo em declínio, ainda bem, mas não significa que as pessoas não vão amar. Amor romântico é apenas um tipo de amor. O amor romântico está saindo de cena porque hoje o que as pessoas buscam é o oposto da fusão que o amor romântico prega. As pessoas buscam a individualidade.”

Desafio

“O maior desafio vivido pelos casais é uma das partes propor a abertura da relação e a outra parte arrancar os cabelos. Essa mudança de mentalidade na forma de amar está sendo hoje um grande conflito. Mesmo na vida a dois, existem formas diferentes de se relacionar.”

Divórcio grisalho

“Nos Estados Unidos, há uns cinco ou seis anos, denominaram ‘divórcio grisalho’ devido a um grande número de homens e mulheres que começaram a se separar aos 50, 60, 70 anos. Coisa que não acontecia. O aumento da longevidade e os remédios para disfunção erétil e reposição hormonal, claro que tudo isso junto, fizeram com que as pessoas percebessem que têm muito tempo para viver.”

Fim do gênero

“A gente caminha para o fim do gênero. Está havendo uma grande repressão a pessoas que pensam diferente. Quando o sistema patriarcal se instalou há cinco mil anos, dividiu a humanidade em duas partes, homem para um lado e mulher para o outro, e determinou o que era feminino e o que era masculino. Só que gênero é cultural, gênero não é do corpo humano, a diferença entre homens e mulheres é anatômica e fisiológica, a não ser no caso dos trans que podem fazer uma redesignação sexual.”

Ideologia de gênero

“Homem não chora, roupinha azul para menino, rosa para menina. Isso é ideologia de gênero. O que a gente está observando é que esta divisão entre masculino e feminino está terminando, e é ótimo, porque nós todos somos fortes e fracos, corajosos e medrosos, passivos e ativos, depende das circunstâncias e das características de personalidade de cada um. Você não pode aprisionar as pessoas a estereótipos.”

Relações múltiplas

“Como os modelos tradicionais de comportamento não estão dando mais respostas satisfatórias, está se abrindo um espaço para cada um escolher sua forma de viver. E isso é muito importante. O que a gente vai observar agora é cada vez mais novas formas de amar surgirem. Não estão predominando ainda, porque a mudança de mentalidade é lenta e gradual. Até acredito que daqui umas décadas menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e mais gente vai optar por relações múltiplas, livres.”

Mudança de mentalidade

“Existem pessoas conservadoras e pessoas que já se libertaram, mas em todo o período de transição da mentalidade você encontra comportamentos díspares: pessoas que já foram na frente, já se libertaram, e pessoas que ainda estão agarradas a modelos tradicionais, apesar do sofrimento que eles trazem. Porque tem o medo do novo, o desconhecido gera insegurança e muita gente se agarra aos modelos conhecidos.”


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