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Opinião

Indulto de Natal

Indulto de Natal é diferente de bondade com a corrupção
02/01/2018 11:10 02/01/2018 11:11

Marcos Schmidt Marcos Schmidt é pastor luterano marcos.ielb@gmail.com

A lei brasileira permite que o presidente da República ofereça perdão a certos tipos de criminosos que estão na cadeia. Geralmente é perto do Natal. Mas, desta vez o “indulto natalino” desagradou e foi negado pela Justiça. A polêmica toda é porque os corruptos condenados pela Lava Jato, que roubaram a cesta natalina e boa parte da comida do povo, sem nenhuma pena, receberiam um perdão que não merecem. Mas existe perdão que alguém merece? Em todo o caso, a misericórdia do Temer cheira a outra coisa, e esconde atras do pinheirinho um presente de grego no País da impunidade, onde bandido de colarinho branco sempre se deu bem. O indulto do Natal legítimo, o presentão do céu tão mal festejado, é bem diferente destas manobras jurídicas. A soltura de certos criminosos até faz lembrar a história de Barrabás ao lado do único justo que pisou na terra. Mas o que esperar da justiça humana? E da justiça divina, podemos esperar alguma coisa? Pois aqui a polêmica e mais complicada.

Quem detalha é Paulo na carta aos Romanos. Depois de lembrar que todos os seres humanos são culpados e ninguém escapa da justa lei divina, aponta a saída: “Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva” (3.24). Então e só pecar e Deus perdoa? Parecido com o perdão do Temer? Não e bem assim! O apóstolo logo explica: “Portanto, o que vamos dizer? Será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais? E claro que não!” (6.1). E só ler o restante da carta para entender que o indulto de Natal oferece perdão e liberta para uma “nova vida”, na cadeia ou fora da cadeia. Tanto que no capitulo 13 tem um aviso: “As autoridades estão a serviço de Deus para o bem de você. Mas, se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, tem poder para castigar”. A “bondade” com a corrupção brasileira nunca deveria ser chamada de “indulto de Natal”. Bem diferente da bondade divina que nos liberta dos pecados e oferece novas chances. 


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