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Novas pistas

Crianças esquartejadas podem ser da região de Corrientes, na Argentina

Irmãos teriam sido comprados por droga ou veículo roubado para ritual satânico em Novo Hamburgo e Gravataí
07/01/2018 09:05 07/01/2018 09:18

NH/Reprodução
Templo de Lúcifer
As duas crianças encontradas esquartejadas em setembro do ano passado no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, seriam de uma área miserável da província de Corrientes, na Argentina. Elas teriam sido trocadas por droga ou veículo roubado para o sacrifício encomendado por família hamburguense, com o propósito de atrair prosperidade, em um templo satânico de Gravataí. As novas informações sobre a origem das vítimas, fundamentadas por uma série de vestígios, vêm para corroborar a suspeita inicial da Polícia de que elas eram do país vizinho.

Fabíola Kolling/GES
Possível rota das crianças encontradas esquartejadas

Os satanistas teriam se valido da condição de extrema pobreza dos irmãos - um menino de 8 a 10 anos e uma garota dos 10 aos 12 anos, conforme a perícia. As crianças compradas teriam recebido a promessa de um passeio ao Brasil, com muita comida e diversão. “Para quem mal tinha o que comer, era o anúncio do paraíso”, relata uma testemunha. Ao chegar a Novo Hamburgo, teriam sido escravizadas em um sítio até o dia do sacrifício em Gravataí.


“É um reduto de Corrientes onde os nativos trabalham por 5, 10 a 15 reais ao dia, principalmente em atividades vinculadas à pesca no Rio Paraná e à criação de gado”, relata a mesma testemunha. Também há empreendimentos brasileiros na região, alguns relacionados ao Vale do Sinos.

Foragido estrangeiro teria feito a compra

Divulgação
Templo: área no interior de Gravataí, segundo a Polícia Civil, sediou ritual de morte
A Polícia ainda não tem informações sobre quando as crianças teriam sido trazidas. Uma das estratégias da investigação é tentar refazer os passos do argentino suspeito durante o ano passado. Ele teria sido o responsável pela compra e transporte dos irmãos. Está com prisão temporária de 30 dias decretada por envolvimento no crime. Até semana passada, morava em Lomba Grande e prestava serviços no sítio do hamburguense que teria contratado o ritual.


“Em nenhum momento paramos com as buscas a esse estrangeiro, que anda armado e tem antecedentes criminais”, frisa o delegado Moacir Fermino Bernardo, que responde pela Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo e coordenou as prisões do líder do templo satânico, do homem que encomendou o sacrifício e de outro suspeito, no último dia 27. Além do argentino, há outros dois procurados. E podem surgir mais indiciados. O delegado acredita que não foi o primeiro sacrificio humano no templo.

Ideia de satanistas era não deixar pistas

A ideia dos responsáveis pela bruxaria, conforme a investigação, era complicar a identificação dos corpos quando fossem encontrados mutilados. Eles conseguiram, pois obrigaram a Polícia a uma peregrinação atrás de crianças desaparecidas. Os agentes chegaram, por exemplo, a percorrer escolas do Estado para pesquisar alunos faltosos.
Passados quatro meses, a Polícia só conseguiu descartar a identidade brasileira das vítimas. Descobrir irmãos argentinos desaparecidos é encarada como uma missão ainda mais complicada.

Relembre

- A localização de corpos esquartejados, no dia 4 de setembro, chocou a região. Eram troncos e membros de duas crianças. Duas semanas depois, a 400 metros de distância, foram encontrados os pés e mãos das vítimas.


- Batizada de Operação Revelação, por causa da possível motivação religiosa do crime, a investigação policial desvendou um ritual de atrocidades. Em 4 outubro, quando a localização dos restos mortais completou um mês, o Jornal NH noticiou que a principal suspeita era de magia negra.


- Na última quarta (3), o Jornal NH publicou com exclusividade a prisão do líder satanista, que foi algemado no templo, e do homem que encomendou o ritual e de um familiar, no sítio em Lomba Grande. As capturas, no último dia 27, eram mantidas em sigilo.


- No dia seguinte, a reportagem revelou que a Polícia trabalha com a suspeita de que as crianças eram argentinas. A investigação já havia concluído que eram estrangeiras porque o DNA dos corpos não foi encontrado nos bancos genéticos do País e também porque não há ocorrência de desaparecimento de irmãos no Brasil com as características das vítimas.


- Quando consultado sobre a possibilidade de fazer ritual para atrair prosperidade a uma família hamburguense, o líder do templo satânico fez duas exigências: duas crianças, de mesmo sangue, e R$ 25 mil à vista. Os termos do negócio, em sigilo no inquérito, foram publicados com exclusividade na sexta (5).


- No sábado (6), o Jornal NH expôs o grau de crueldade imputado aos acusados, ao revelar detalhes do ritual. As crianças teriam sido embebedadas com cachaça e, na frente do altar do templo satânico, decapitadas vivas. Depois, conforme a investigação, houve sessão de canibalismo. Os envolvidos comeram partes das coxas das crianças e beberam o sangue. O esquartejamento foi para colocar as partes em forma de losango ou quadrado nas imediações da propriedade do contratante do ritual, com o propósito de obter sucesso em negócios imobiliários. As cabeças ainda não foram encontradas.


Jornal NH
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