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Nível nacional

Calçado alavancou o pioneirismo de Campo Bom

Cidade promoveu a primeira Feira Nacional de Calçados, a primeira exportação brasileira de sapatos e foi a primeira a instalar uma ciclovia em 1977
13/01/2018 10:09 14/01/2018 11:04

Karina Sgarbi/Karina Sgarbi/GES-Especial
Uma das fábricas mais tradicionais da cidade hoje sedia o grupo Arezzo
Foi durante os áureos tempos da indústria calçadista que Campo Bom se tornou uma potência econômica reconhecida em todo o País, ganhando o título de Pequeno Gigante do Vale. Fábricas grandes e pequenas a pleno funcionamento e operários vindos de diversas cidades formavam o cenário produtivo que acompanhou uma série de ações pioneiras. Nesta segunda etapa do resgate histórico feito pela coluna durante o mês de aniversário da cidade, conheça os passos dados pelo município no segmento sapateiro.

A importância do setor para o município é tanta que três de seus momentos mais marcantes estão diretamente relacionados a ele. São eles a primeira Feira Nacional de Calçados, que originou a Fenac, em 1961, a primeira exportação brasileira de calçado, em 1968, e o pioneirismo na América Latina em instalar uma ciclovia, no ano de 1977. “Nesta época, a cidade tinha grande importância a nível nacional. O sapato é parte fundamental da história de Campo Bom. O município não teria se desenvolvido tanto se não fosse pela força da indústria calçadista”, comenta o historiador campo-bonense Roberto Atkinson, 48 anos.

Ciclovia foi feita para uso dos operários

Os atuais 22 quilômetros da ciclovia tiveram sua origem diretamente relacionada à indústria calçadista. Conforme Atkinson, na década de 1970 a verba para a construção foi solicitada em Brasília, pelo então prefeito Werner Bohrer. “Ele pensou em fazer a pista exclusiva para os ciclistas porque havia muitos operários das fábricas, que usavam bicicletas para se deslocar”, detalha.

Com a implantação da ciclovia, em 1977, a cidade se tornou a primeira da América Latina a ter a via exclusiva para bicicletas. As obras foram concluídas em 1981, sendo que a inauguração do anel central ocorreu em 1983. Na época, o movimento era tanto que as fábricas escalonavam os horários de dispensa dos trabalhadores, para evitar a superlotação do espaço.

No auge, mais de 15,5 mil trabalhadores

Foi entre as décadas de 1970 e 1980 que a indústria calçadista viveu seu ápice, chegando a ter mais de 15,5 mil trabalhadores. O dado é do Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom, que hoje contabiliza cerca de 6 mil funcionários, num contraste impressionante que mostra não só a queda do setor ao longo dos anos, mas também sua sobrevivência. “Tivemos, entre 1997 e 1998, a perda de 2,6 mil postos de trabalho. E, mais tarde, entre 2007 e 2008, com o fechamento da Reichert e a transferência da Schmidt Irmãos, mais perdas bem significativas”, explica o presidente da entidade, Vicente Selistre.

Hoje, a maior empresa que atua na cidade é o grupo Arezzo, tendo operações inclusive na área que era da Schmidt Irmãos. Na visão de Selistre, a empresa é um exemplo de como investir em inovação, único caminho possível para que o setor obtenha sucesso nos dias de hoje. “Penso que a indústria calçadista de Campo Bom e também da região deve buscar uma diversificação, oferecendo maior valor agregado nos produtos. E também é preciso investir na juventude, com cursos técnicos e universitários que qualifiquem o sapato, o que nos permite concorrer com mercados como Alemanha, Itália e Portugal”, comenta Selistre.


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