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Dá pra tomar banho?

Por que o mar no Estado é chocolatão?

Especialista explica os motivos e deixa claro que não se trata de sujeira
04/01/2018 07:17 04/01/2018 09:36

Inézio Machado/GES
Mar cor de chocolate é provocado pela abundância de matéria orgânica na costa gaúcha
Alguns apelidaram de chocolatão, se referindo à cor amarronzada do mar no litoral gaúcho. Para muitos, a coloração escura é sinônimo de sujeira. Apesar disso, todo verão as praias ficam lotadas. Nos feriados de Natal e ano-novo, não foi diferente: os banhistas se depararam com o chocolatão novamente. No entanto, a bióloga do Ceclimar/Ufrgs, Cariane Campos Trigo, esclarece que a cor escura não indica que o mar está sujo ou impróprio para banho. Segundo a profissional, dois fatores contribuem consideravelmente para a cor escura: a floração de algas e a desembocadura de rios.

No caso da floração de algas, há uma quantidade significativa submersa na parte costeira. “Essas algas são remexidas com a corrente e, na zona de arrebentação, elas sobem”, explica. Essa floração de algas, de acordo com a bióloga, ocorre porque a corrente das Malvinas chega ao Rio Grande do Sul. Motivo também das águas geladas. Em contrapartida, se começa a esquentar e surgir alguma corrente do norte do Brasil, as águas ficam mais agradáveis e limpas, mas, como consequência, aparecem as mães d'água. “São coisas importantes que acontecem no nosso ecossistema, é a base da cadeia alimentar, pois essas algas fazem com que outros animais se alimentem. As mães d'água são em decorrência disso, bem como o chocolatão”, esclarece.

O outro aspecto que ocorre no litoral gaúcho é a desembocadura do Rio Tramandaí, que vem de toda a região do litoral e desemboca em Tramandaí e Imbé. “São vários nutrientes que traz de toda a bacia hidrográfica do Rio Tramandaí”, complementa a bióloga.

Ventos

Outra influência para a coloração escura das águas é o vento. Cariane esclarece que o mar é comandando pelos ventos e, por isso, se tiver outra frente fria vinda da Argentina, por exemplo, vai continuar escuro. “Se vier uma do norte, pode ser que fique clara e traga mães d’água. Então, há relação com as correntes marinhas e os ventos”, destaca. Ela frisa que as praias daqui são retilíneas, sem baías, o que faz com que os ventos sejam mais fortes. De acordo com a meteorologia Estael Sias, há possibilidade de correntes de águas quentes em fevereiro e março. “Não dá pra perder a esperança de mar cristalino.”

Balneabilidade 

Por mais que o chocolatão não seja sinônimo de sujeira, há áreas impróprias para banho no Estado. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emite todas as sextas-feiras o relatório de balneabilidade das praias gaúchas. Houve três deles até então. No último, o documento mostra que o número dos pontos impróprios para o banho no Estado aumentou de quatro para sete em comparação às últimas semanas. Na área de cobertura do Jornal NH, permanece sem condições de banho a Lagoa dos Barros, em Santo Antônio da Patrulha.




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