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Entrevista

Beto Campos: 'Temos que saber passar por esse momento'

Treinador anilado concedeu entrevista exclusiva ao Jornal NH e avaliou a situação delicada no Gauchão e o próximo jogo da Copa do Brasil
11/02/2018 21:21 11/02/2018 21:24

Juarez Machado/GES
Beto Campos afirmou que só sairá do Novo Hamburgo por opção da direção, pois acredita no trabalho da comissão técnica
O Novo Hamburgo ainda não conseguiu render o esperado pelo treinador campeão gaúcho Beto Campos, e muito menos o que a torcida gostaria. Porém, em meio aos resultados ruins no Campeonato Gaúcho, o Noia avançou à segunda fase da Copa do Brasil. Em uma entrevista exclusiva e de diálogo aberto com o técnico anilado, Campos falou da situação desconfortável com a lanterna do Gauchão, e da possibilidade de diante do CRB na quinta-feira, às 21h30, no Estádio do Vale, novamente pela competição nacional, retomar a confiança após a péssima atuação no empate com o São Paulo-RG.

ENTREVISTA BETO CAMPOS

O Noia está há três jogos sem derrota – empates com Juventude e São Paulo-RG (Gauchão) e uma vitória contra o Paysandu (Copa do Brasil), mas os triunfos insistem em não sair. O próximo passo é a vitória?

Nós esperávamos isso contra o São Paulo-RG, porque vínhamos fazendo bons jogos desde contra o São José, mesmo que acabamos perdendo. Contra o Juventude poderíamos ter vencido, depois um jogo convincente contra o Paysandu, e esperava que pudéssemos manter. Infelizmente, um somatório fez com que a gente não tivesse uma boa atuação. Começou pela postura do adversário. Nós começamos a errar muitos passes, que fez com que tivéssemos pouca posse de bola e não construísse tanto, ficamos no “chutão” e essa não é nossa maneira de jogar. A ansiedade e o tempo passando, estamos com a necessidade de vencer, imagino que esse foi o somatório que aconteceu. Mas os jogos daqui para frente serão assim, os times virão fechados, e nós temos que saber passar por esse momento.

Quanto foi importante essa parada de uma semana para acertar o time que pega o CRB e visa a retomada no Estadual?

Ajuda pois conseguimos recuperar alguns jogadores, e fazer trabalhos de posse de bola, passe. Quando se joga quarta-feira e domingo não se consegue fazer esses trabalhos. Trabalhamos a finalização, que é uma situação que está nos faltando também. Nossos jogadores, temos conversado com eles, que tem que partir do atleta de querer buscar a finalização. Não pode ser apenas pelos movimentos, jogadas ensaiadas, para chegar no gol adversário. Tem que ter o momento do atleta sentir que dá pra tentar o drible ou um chute de fora da área. Estamos trabalhando e conversando para que possamos levar tudo isso para os jogos.

Uma das suas características é o jeito tranquilo, mas contra o São Paulo-RG foi possível perceber sua maior agitação à beira do gramado. A ansiedade pela vitória chega a tomar conta de você?

Não. Aquilo foi um momento de muitos erros nossos, principalmente de passes, de jogadores que tem qualidade, mas que naquele dia não estavam legal. Por vezes fiquei chateado e cobrei pela situação. Trabalhamos bastante a saída de bola para chegar no meio-campo e construir as jogadas, mas muitas vezes estávamos fazendo ligações diretas, que não é como se trabalha.

Futebol é resultado, pelo menos essa é a cultura no Brasil, e o treinador é sempre o principal alvo quando o time não está ganhando. Como você lida com essa pressão por resultados e lhe preocupa uma possível saída?

Não, porque estamos acostumados com isso. Acredito muito no trabalho que estamos fazendo, tanto que a gente retornou, quando 99% das pessoas me colocavam que eu não deveria voltar por tudo que a gente conquistou. Mas sou movido a essas situações. Só vou sair do Novo Hamburgo quando a direção achar que eu deva sair. Não tem problema nenhum também. Vivemos do futebol e sabemos que isso acontece, não seria minha primeira vez. Mas estamos focados no trabalho, querendo que as coisas deem certo, e vemos que temos um grupo forte, já fizemos um bom jogo contra o Paysandu, e se a gente conseguir repetir, buscamos essas vitórias que precisamos. Se o resultado não vier, e a direção achar que é viável trazer outro profissional, é do futebol.

O próximo jogo é pela Copa do Brasil, mas é difícil de esquecer o Gauchão. A luta do Noia é para não cair ou classificar?

Hoje eu diria que nós temos uma situação que precisamos fazer três pontos no próximo jogo do Gaúcho. E mesmo assim vamos ficar junto ou atrás da maioria das equipes. Temos duas situações, precisamos fazer nove pontos para escapar do rebaixamento, dos 18 que temos para disputar. E se buscamos quatro vitórias estaremos classificados. Mas penso muito no jogo a jogo. E uma situação leva à outra, um resultado positivo é confiança para os jogadores. E agora temos que fazer de tudo para trocar a chave para a Copa do Brasil.

No jogo passado, teve torcedor que jogou até pipocas nos atletas e comissão técnica. O que diria sobre isso num momento em que o time precisa de apoio?

Para trazer o torcedor é preciso resultado, nós sabemos disso e os jogadores também. Isso faz parte, não a agressão ou jogar algo em alguém, mas a cobrança é normal. Estamos confiantes.

Eduardo Bento/ECNH
Grupo anilado trabalha forte neste feriado de carnaval
Foco no trabalho

O grupo anilado não parou neste feriado de carnaval. Os treinos seguiram em ritmo forte durante todo o fim de semana, e nesta segunda-feira os trabalhos serão também em dois turnos no Vale. Na terça, a atividade será à tarde, com portões fechados. Além da decisão frente ao CRB na quinta, o time se prepara para o duelo contra o São Luiz, de Ijuí, no domingo, às 17 horas, no Estádio do Vale, quando a vitória é fundamental para aliviar um pouco a vida do Anilado. Os ingressos para o jogo com o CRB começam a ser vendidos na quarta-feira, na secretaria do clube, por 50 reais.


Jornal NH
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